Grêmio x Cruzeiro

21 07 2008

Sábado, tive a felicidade de poder estar presente no jogo entre Grêmio e Cruzeiro, uma partida antecipadamente (e corretamente) declarada como sendo de “6 pontos”. De fato, um jogo entre o terceiro colocado e o vice-líder poderia, dependendo do resultado, inverter as posições na tabela. Felizmente, para mim, foi o que aconteceu.

Mas o positivo, para o nosso deleite, foi a atuação tricolor. Incrível, para dizer o mínimo. Ainda que cientes dos importantes desfalques do time belzontense (uia), especialmente no meio-campo, jamais imaginaria que o jogo seria praticamente de meia-linha, sem maiores chances de gol para o time constelado. Em compensação, o Grêmio foi pra cima do Cruzeiro com tudo, com verdadeira fome de marcar. Até que, SURPRESA, um golaço de PAULO SÉRGIO, depois de lindo lançamento efetuado por Rafael Carioca.

Importante que se diga e todos estão dizendo a mesma coisa, que o resultado tinha que ter sido mais amplo em favor do Grêmio. O goleiro Fábio teve uma jornada muito feliz, defendendo arremates com precisão cirúrgica. Sem esta atuação, o Cruzeiro teria levado pelo menos outros dois gols.

Algumas avaliações minhas sobre o jogo e o time:

– o desempenho do time, sábado, foi grata surpresa, especialmente considerando o que o Grêmio vinha fazendo nos últimos jogos, onde mostrava extrema apatia e falta de jogadas ofensivas

– a defesa foi pouco acionada. No entanto, pôde-se ver, especialmente no início do segundo tempo, que nas jogadas em velocidade o esquema com 3 zagueiros muitas vezes se mostra ineficiente.

– eu defendo que se ganha os jogos no meio-campo. Isso quase sempre se mostra verdadeiro. Porém, o jogo de sábado foi ganho nas alas. Não pela simplicidade da afirmação que o gol foi assinalado pelo ala direito, mas pelo fato de que muitas das principais jogadas foram criadas e alimentadas neste setor. Surpreendendo a todos, o talvez melhor jogador tricolor neste jogo foi ANDERSON PICO, que jogou MUITO. Paulo Sérgio, além do belo gol, teve pelo menos mais duas chances incrivelmente aproveitadas e defendidas pelo goleiro do Cruzeiro: um chute pelo lado direito da área, no primeiro tempo, que foi defendido com muito reflexo pelo goleiro e o rebote de ataque, no segundo tempo, quando encobriu o goleiro e a bola foi afastada, em cima da linha, pelo lateral-esquerdo cruzeirense, Jadilson.

– no meio-campo, o destaque foi William Magrão, que foi muito seguro na marcação e veloz nos contra-ataques. Apesar do lançamento fabuloso e açucarado de Rafael Carioca, este jogador cometeu falhas que poderiam ter prejudicado o time, especialmente no comecinho do jogo, quando errou um passe fácil e entregou a bola de mãos beijadas para o ataque cruzeirense – para nossa sorte, foi desarmado logo em seguida pela zaga. Tcheco praticamente não apareceu. O elemento surpresa – e muito positiva – foi Makelelê, que entrou despretensiosamente no lugar de André Luis (horrível) e infernizou a vida dos péssimos defensores cruzeirenses jogando na… PONTA ESQUERDA!

– no ataque, André Luis mostrou que não merece estar no Grêmio, se atrapalhando com a bola, não conseguindo driblar ninguém e perdendo chances importantes. É veloz, mas velocidade sozinha só serve pra vencer provas de atletismo. Já o Perea não deve ter ligado pra mãe dele. Errou gols incríveis, especialmente depois da pixotada do armário equatoriano Espinoza, que entregou uma bola impressionante e Perea chutou em cima do goleiro. No lugar dele entrou, no segundo tempo, Reinaldo, recuperado de lesão e mostrou muita qualidade.

Quinta-feira temos jogo fora de casa, contra o Figueirense (touca). Se tiver alguma iniciativa, o Grêmio poderá vencer e acabar com mais um tabu (não vencia o Cruzeiro no Olímpico desde 2001). O adversário é fraco e pode ser vencido. Meu medo é o provável retorno de Marcel no ataque. Com ele, o Grêmio vinha jogando na base do balão pra área, sem passar a bola pelo meio-campo. A boa atuação de Reinaldo, ainda que por poucos minutos, deveria colocar uma bela pulga na orelha do técnico Rothweiler. A vitória pode ser decisiva, já que o Flamengo perdeu em casa para o Vitória e está apenas um ponto na frente do tricolor. Se vencermos e o Flamengo não (joga contra a desesperada Portuguesa, fora de casa), assumiremos a liderança, pela primeira vez.

Não comentarei muito o jogo do colorado. Apenas digo que a arbitragem, por linhas bem tortas (foi horrenda) conseguiu colocar justiça no placar, após ter marcado pênalti inexistente contra o Inter (convertido em gol pelo Náutico), pois o gol de empate de Nilmar foi irregular. Por sinal, é cômico ver o guri jogar, parece que tem uma coleção especial de gols incríveis perdidos, que faz questão de ampliar a cada jogo. Por sinal, o Náutico não merece estar onde está, dada a ruindade sem tamanho de sua equipe.

P.S. sobre o PS: ri muito no momento da entrevista coletiva com o Paulo Sérgio após o jogo, quando ele disse que o único time onde ele não sofria com as vaias era o São Caetano, pois “tinha só uns 100 torcedores em cada jogo”. Gênio.

P.S2: FORA ROTH! (só pra não perder o costume)

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