Governo Federal: cabide de empregos

20 08 2008

No grande oba-oba gerado pela prosperidade internacional, ressaltada nos últimos 4-5 anos, corte de despesas não é prioritário pelos governos por aí afora. Este comportamento não é absurdo, na verdade, é realizado pela maioria das empresas privadas brasileiras que, em tempos de grande demanda e facilidade na colocação de seus produtos no mercado, não se preocupam excessivamente com eventuais problemas na gestão e no controle de custos e despesas. Somente quando há crise e recessão, estas práticas voltam à voga (não raro, demasiado tarde).

O governo Lulla não tem sido diferente. Recentemente tivemos a notícia da criação, por Medida Provisória, do MINISTÉRIO DA PESCA E DA AQUICULTURA, que gerou cerca de 300 cargos sem concurso. Agora temos a notícia de que o governo criará nova estatal para do petróleo pré-sal, recém descoberto na bacia de Santos e não totalmente viabilizado para exploração (depende de estudos mais avançados).

Os defensores desta decisão, aparentemente já tomada pelo presidente, afirmam que a idéia é basear-se no modelo adotado por países como a Arábia Saudita (baita democracia) e Noruega (país que certamente sofre muito com a corrupção, como é de se praxe nos países nórdicos). Dizem eles (os defensores) que a estatal não deverá ter mais do que 30 funcionários (duvido).

Para reforçar a minha indignação, segue lista de Ministérios, secretarias da presidência com status de ministério e órgãos com status de ministério:

Ministérios (23): Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Cidades (MCidades), Ciência e Tecnologia (MCT), Comunicações (MC), Cultura (MinC), Defesa (MD), Desenvolvimento Agrário (MDA), Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Educação (MEC), Esporte (ME), Fazenda (MF), Integração Nacional (MI), Justiça (MJ), Meio Ambiente (MMA), Minas e Energia (MME), Planejamento Orçamento e Gestão (MP), Previdência Social (MPS), Relações Exteriores (MRE), Saúde (MS), Trabalho e Emprego (MTE), Transportes (MT) e Turismo (MTur)

Secretarias da presidência com status de ministério (8): Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca (SEAP), Secretaria de Comunicação Social (SeCom), Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH), Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SEPM), Secretaria Especial de Portos (SEP), Secretaria-Geral da Presidência (SG) e Secretaria de Relações Institucionais (SRI).

Órgãos com status de ministério (6): Advocacia-Geral da União (AGU), Banco Central (BACEN), Casa Civil da Presidência da República (CC), Controladoria-Geral da União (CGU), Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE) e Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Total: 37

Sinceramente, não precisa de tantos. Especialmente as secretarias, a maioria não tem o menor sentido, poderiam perfeitamente ser absorvidas por outros ministérios. Mas não é essa a política do Presidente Lulla, que prefere dar emprego a seus compadres.

Aposto que o POVO não concordaria com esta política. Mas é o POVO que insiste em dizer que Lulla é “um dos nossos”.

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