Tite, o CAMINHONEIRO DO AMOR*

29 08 2008

* suuuuuucesso de Sula Miranda.

Não foram poucas as vozes vermelhas que demonstravam preocupação com a contratação de Tite como treinador do Internacional. Alguns pela suposição de que ele seria gremista (considero ofensiva esta afirmação) e outros, mais lúcidos, pelo receio de sua pseudo-filosofia. Esta sim, razão para temer muito a contratação do PASTOR.

Para a total e irrestrita alegria TRICOLOR, Tite foi sim contratado pelo Internacional. E tem trocado os pés pelas mãos com muita frequência. O Internacional tem um grandioso elenco, continua sendo um dos melhores do Brasil neste quesito. Mas, aquilo que Abelão conseguia (ainda que inexplicavelmente), Tite não consegue: organizá-los.

Na Copa Sulamericana, quis o destino que o confronto entre os dois times gaúchos abrissem a competição. Todos sabemos que Grenais são eventos maiores do que o próprio futebol. Até por que a qualidade técnica dos confrontos não costuma ser a principal virtude. Mas a vontade de vencer o principal rival transcende a lógica e a técnica, transformando o embate, muitas vezes, em batalha campal.

Não sejamos hipócritas: os times brasileiros raramente colocam força máxima na Copa Sulamericana. Isso porque o início da mesma coincide com a metade do campeonato brasileiro e o grau de interesse dos clubes na competição internacional depende basicamente da situação dos mesmos no principal campeonato nacional. Neste ano de 2008, o Grêmio é líder da competição enquanto que o Internacional amarga a nona colocação, 8 pontos atrás do quarto colocado, último classificado para a Copa Libertadores. A diferença de situação dos dois clubes acabou por tornar a Sulamericana, ao Inter, uma possibilidade real de título e a tentativa de tornar o ano menos desastroso. Já ao Grêmio, o campeonato brasileiro é uma realidade e o título está ao alcance da mão.

Por isso, a direção gremista optou por entrar em campo com time reserva, em ambos os Grenais válidos pelo torneio. Já o Internacional, entrou com força máxima. O Inter via, nestes grenais, a oportunidade para recuperar a confiança e entrosar melhor uma equipe que conta com vários jogadores recém-contratados. Já, para o Grêmio, a escolha pelos reservas serviu para evitar um desgaste emocional e físico ao time titular, especialmente no caso de insucessos contra o rival.

No Gre-Nal de ontem, depois de um primeiro tempo nervoso, com algumas ótimas chances de gol para ambos os lados (principalmente para o Inter), o placar finalizou imaculado. Porém, antes do segundo minuto do segundo tempo, Nilmar, em grande lance individual, conseguiu finalizar dando um toquinho por cima de Marcelo Grohe – um golaço.

A partir daí, o Grêmio passou a ter ainda mais posse de bola, sem transformá-la, no entanto, em chances de gol. O Inter administrava e recuou um pouco, chamando o Grêmio. Mas o segundo gol partiu de uma jogada meio desinteressada, em que Daniel Carvalho (entrara no lugar de Taison) recebeu passe do escanteio e alçou a bola na área. Léo, avoado, não marcou Índio que, livre, meteu um testaço pro fundo das redes. Não há como negar: Índio é o melhor cabeceador do futebol brasileiro.

Tite, então, fez a alegria tricolor ao tirar D’Alessandro – que fazia grande partida e começava a desequilibrar emocionalmente o time do Grêmio – e colocar EDINHO em seu lugar. A substituição destruiu o meio-campo colorado, que recuou completamente. O que se viu, então, foi uma verdadeira meia-linha. Celso Roth colocou Perea no lugar de Makelele e o COLOMBIANO SAFADO fez uma lindíssima jogada na ponta-esquerda, deixando o marcador colorado sentado no chão e batendo longe do alcance de Clemer. 2×1.

Por fim, quando tudo parecia perdido, um jogador colorado perde uma bola fácil na intermediária. Soares recebe a bola, gira e bate um foguetaço em cima de Clemer que espalma. Mas espalma MAL DEMAIS e a bola sobe para trás. Então, meio abobado, ele tenta dar um tapa na bola que girava sem parar, mas ela foi ainda mais pra trás e entrou. Empate em 5 minutos.

Já não havia mais tempo para muita coisa mais, mesmo assim, tenho certeza que a espinha colorada GELOU por aí afora. No final das contas, o Grêmio não continuou em um campeonato que não interessava (à direção) e o Inter seguiu. Nenhum dos dois times ganhou nem perdeu = menos prejuízo emocional. Ao Grêmio ainda restou o consolo de ter buscado um empate que parecia improvável. Ambos saíram felizes, portanto.

O Inter jogará contra o vencedor do confronto entre Universidad Católica, do Chile e Olímpia, do Paraguai. O primeiro jogo, em Santiago, foi 4×0 para a Universidad.

Vejam esse site: www.alexandrecasarin.com.br/gerador_entrevistas_tite. É de se mijar. Sério.

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2 responses

29 08 2008
André K.

Eu discordo um pouco dessa visao de que a entrada do Edinho levou o Gremio para cima.

O Grêmio pressionava e já era “merecedor” do empate quando o jogo ainda estava 1×0

30 08 2008
Gustavo

Eu entendo que a entrada do carniceiro colorado acelerou o processo. Um baita erro estratégico do pastor, portanto.

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