Teste para os bons corações

5 12 2008

Quem esperava um jogo murrinha, para a SEGUNDA PERNA da final da Copa Sulamericana, entre Internacional e Estudiantes, SE ENGANOU-SE (argh) redondamente. A grande final foi muito mais do que emocionante. Tenho certeza de que, se eu fosse colorado, teria tido CENTENAS de ataques cardíacos naqueles 120 minutos de jogo.

Antes de continuar, preciso fazer menção ao ABSURDO proporcionado pelo horário do jogo, devido à transmissão de TV. Simplesmente, após a prorrogação e premiação, a “função” terminou a 1:00 da manhã. Pior que isso só a final da Libertadores, que, como foi para os pênaltis, terminou em torno da 1:30, esse ano. Ah, e nem vamos começar a falar da PRORROGAÇÃO, que aí já é covardia. Prorrogação é uma ABERRAÇÃO que não se encaixa com o futebol atual. Empatou? Vai para os pênaltis, caramba! Ou faz um torneio de PAR-OU-ÍMPAR. Mas não faz os exaustos jogadores terem que correr mais 30 minutos.

ANFAN

A partida começou pendendo um pouco mais para o lado colorado, como era de se imaginar, afinal, jogavam em casa. Em lance polêmico, Bolívar cruzou e a bola acertou o braço de Alayes, que estava dando um carrinho PARA NINGUÉM. O jogador não teria porque deixar o braço levantado daquele jeito, portanto, caracterizaria intenção. Mas o juiz resolveu deixar o jogo seguir.

Logo em seguida, outro lance prejudicial ao time da casa: Nilmar fazia excelente jogada, tendo recuperado a bola com habilidade no meio campo e driblava a um zagueiro do Estudiantes, quando foi calçado. Nilmar avançava com tanta velocidade que, com certeza, ficaria cara-a-cara com o goleiro. No entanto, o árbitro resolveu apenas amarelar o argentino, quando o correto deveria ser a expulsão.

Depois destes lances, o jogo ficou melhor para os de La Plata. Inclusive, aos 32 minutos do primeiro tempo, Boselli cabeceou bola alçada na área em cobrança de falta no canto esquerdo do goleiro Lauro. No entanto, o bandeira marcou impedimento, quando, na verdade, o jogador estava em posição legal. Muita indignação de Leonardo Astrada, “ex-jogador do Grêmio”, como insistentemente afirmava Galvão Bueno, mesmo sabendo que sua passagem pelo Olímpico foi rápida e desastrosa.

mirá muchacho, vos querés que te explique en BRAILLE?

"mirá muchacho, vos querés que te pregunte en BRAILLE?"

Os comandados de Astrada, apesar de demonstrar nitidamente ter menos capacidade técnica que os PASTOREADOS por TITE, continuaram insistindo. A partir da metade do primeiro tempo até o final do tempo regulamentar, a posse de bola passou a ser toda do E de LP. Angeleri fazia grande jogo.

Na metade do segundo tempo, depois da entrada de Perez, que TOCOU O TERROR atacando pelo lado esquerdo, Benitez alçou a bola na área colorada, encontrando Alayes que meteu de primeira e marcou um belo gol.

Apesar da desvantagem no placar, o Inter não conseguiu encontrar-se em campo e continuou sofrendo pressão do Estudiantes. Mesmo assim, os ataques dos argentinos não eram muito consistentes e o Inter conseguiu segurar o resultado e levar o jogo para a prorrogação.

O estilo de jogo imposto por Astrada, apesar de ter funcionado, foi suicida: a marcação sob pressão é mais fatigante e o time argentino não conseguiu ter pernas para sobreviver à prorrogação. O segundo tempo foi MEIA-LINHA.

O melhor condicionamento físico ajudou muito o Internacional. Apesar do jogo eletrizante, Nilmar continuava correndo como um CABRITO, mesmo na prorrogação. Mas, verdade seja dita, a maioria dos jogadores, de ambos os times, se arrastava MISERAVELMENTE.

Aos 8 minutos do segundo tempo da prorrogação, D’Alessandro cobrou escanteio da esquerda, a bola foi cabeceada para o gol por Danny Morais, o goleiro conseguiu tocar na bola, que bateu no travessão e voltou para os pés de Gustavo Neri, que mandou um TALAGAÇO no ESTÔMAGO de Andujar. A bola rebotou e ficou quicando na área, e Nilmar FECHOU OS OLHOS e deu um jeito de chutar a redonda pras malhas.

nilmarpnc

Agora, o efeito “pós-jogo” na mídia gaúcha e brasileira foi um festival de manifestações esquizofrênicas. O termo “campeão de tudo” foi repetido ad eternum. Algum desavisado poderá pensar que o colorado obteve uma grandiosa conquista jamais vista na história da humanidade. Em blogues por aí, torcedores do Internacional lamentam a baixa repercussão entre os torcedores gremistas – certamente imaginavam que haveria inveja e ranger de dentes.

Lamento informar-lhes, vermelhos, mas não, não há inveja. Talvez, se tivesse jogado com equipe principal, o Grêmio não teria passado pelo Inter do mesmo jeito. Mas, desde o início da competição, nosso clube preteriu a Sulamericana visando algo maior – o campeonato brasileiro e a vaga para a Copa Libertadores, o maior título do continente. A garantia de participação na fase de grupos da Liber já foi confirmada. O título provavelmente não sairá, mas ainda há chances. E vocês?

Enfim, parabéns ao Sport Club Internacional pela conquista. Mas não tentem nos vender gato por lebre, por favor.

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One response

5 12 2008
Alex Alvarez

O mais engraçado é eles dizerem que o Boca não ganhou tudo, pois não conquistou ainda o Mundial de Clubes, e sim a Intercontinental. Eles esquecem que o Inter nunca chegou a disputar uma Intercontinental…
Domingo a macacada pára de falar besteira.
Abraço

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