25 anos… tá na hora de outro, não?

11 12 2008

“o Grêmio vai ser campeão do mundo
o Rio Grande do Sul vão viver uma madrugada que não terminará
antes do sol nascer” (Armindo Antônio Ranzolin)

Eu passei minha infância e minha adolescência ouvindo um EP, disco vinil compacto, contendo um compacto da narração do lendário jogo entre Grêmio e Hamburger SV, no estádio Nacional de Tóquio, no dia 11 de dezembro de 1983. Na época, apesar dos meus 9, 10 anos, parecia que fazia um tempão que isso tinha acontecido. Claro, fazia pouco tempo que eu existia. E, evidentemente, não haveria de lembrar daquele jogo, especialmente porque aconteceu de madrugada e eu ainda faltava 1 mês e pouco para eu completar 4 anos.

Enquanto meu irmão e eu dormíamos, meu pai chorava na frente da TV.

Eu imagino quanto não deve ter sido difícil para o seu João passar sua adolescência e juventude torcendo pelo Grêmio. Nos anos 60, o Grêmio teve força, mas nos 70 foi absolutamente subjugado pelo Internacional. Ele teve que aguentar uma década praticamente inteira sem ganhar campeonato gaúcho e vendo o clube do povo vencer 3 campeonatos brasileiros. Nunca perguntei-lhe sobre isso (taí algo a fazer), mas tenho certeza de que não foi fácil.

Imagino também que o Grêmio não era considerado um clube pequeno, apesar disso, pela importância que o RS sempre teve no Brasil e também pelas rivalidades que vinham sendo criadas nos Robertões e jogos avulsos, anteriores a 1971, quando o campeonato brasileiro foi criado. Talvez era considerado um clube como hoje é o Coritiba, por exemplo.

No entanto, a década de 80 mudou tudo. Claro, eu NASCI (ns). Já em 1981 veio o primeiro título brasileiro. Em 1982, uma péssima campanha da Libertadores, mas o vice-campeonato brasileiro, enfrentando bravamente o Flamengo de Zico, Júnior e Nunes. Já em 1983…

Para nós, gremistas desta geração, é difícil imaginar uma situação em que os colorados tinham ampla vantagem em termos de “motivos para corneta”. Em 1983, o Inter tinha 3 títulos brasileiros, sendo o último, invicto (apesar da ausência de clubes paulistas naquele certamente – fato nunca comentado pelos vermelhos). O Grêmio recém tinha conseguido seu primeiro e perdera o segundo título em casa, o que deve ter rendido boas chacotas.

Assim como 2006 é um divisor de águas para a “metade menor” vermelha do RS, 1983 foi um ano marcante para a grande nação tricolor. De um só TALAGAÇO, o Grêmio inverteu sua condição hegemônica no Rio Grande do Sul, ao conquistar a América e o MUNDO, dois fatos até então inéditos no Estado. Sem falar na significativa melhora da AUTO-ESTIMA gremista, que meteu 7 campeonatos gaúchos em sequência naquela década, que ainda seria fechada com a inédita Copa do Brasil, em 1989, recém-criada e inaugurada pelo Grêmio copero.

Mas, eu dei a letra no título… já é hora de um novo caneco. Ele escapou de nossas mãos em 1995, nos erros de cobranças de pênaltis de Dinho e Arce – incrivelmente, nossos melhores cobradores naquela ocasião. Estivemos perto de cobiça-la ano passado, ao não vencer o Boca Juniors na final da Libertadores.

É hora de pararmos apenas de relembrar aquele fabuloso título de um quarto de século atrás. É hora de ganharmos o mundo, novamente.

PARABÉNS AO GRÊMIO, PELOS 25 ANOS DA CONQUISTA DO MUNDO.

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2 responses

11 12 2008
André K.

3. Na época, apesar dos meus 9, 10 anos, parecia que fazia um tempão que isso tinha acontecido. Claro, fazia pouco tempo que eu existia

Comigo acontecia a mesma coisa

23 12 2008
manoel

põem uma coisa que preste e nao essa bosta///////////////

resolvi deixar esse comentário, por não ter NENHUM SENTIDO. Adoro.

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