Amanhecer escuro

27 03 2009

A impressão que dá é que o Grêmio está louco para fazer um fiasco homérico, mas não sabe quando. Sendo o cabeça de chave de um grupo que talvez seja o mais fraco de toda a 50a Libertadores, conseguiu passar sufoco num jogo contra a equipe que havia sido goleada pelos outros dois integrantes do grupo (que não venceram o Grêmio).

O Aurora, de Cochabamba, mostra ser a típica equipe boliviana, que só consegue causar algum tipo de incômodo aproveitando-se da altitude – Cochabamba fica a 2500 metros do nível do mar.

pior atacante do mundo? CHUPA, Marca!

pior atacante do mundo?

Não vou fazer um relato completo do jogo, até porque o André K, do Grêmio 1983, já o fez com muita qualidade. Minhas considerações são de que o Grêmio teve uma CARAGLIADA de chances de gol no primeiro tempo, especialmente na primeira metade. Novamente, alguma coisa impedia a bola de entrar. Mas o Grêmio passava pela marcação cochabambina com muita facilidade, sem a necessidade de alçar bolas na área. E foi assim que saiu o gol de Jonas, em jogada pelo meio, em tabelamento da dupla de ataque tricolor.

Depois do gol, o time relaxou um pouquinho até o final do primeiro tempo (o gol foi aos 41′). No início do segundo tempo, mas duas chances importantes. Duas não, três, pois Jonas novamente repetiu o feito de errar mais de um gol em uma única jogada, perdendo duas chances significativas de gol em um lance. Me parece que o problema dele é concluir muitas vezes em cima do goleiro – precisa treinar mais o chute fora da direção do arqueiro adversário. Logo em seguida, Alex Mineiro (que fez boas assistências no primeiro tempo mas concluiu muito pouco) foi desleixado e perdeu um gol bastante claro.

“Quem não faz, leva”.

O famoso ditado ludopédico, que não se manifestou no jogo contra o Boyacá Chicó, embora parecesse que a qualquer momento ocorreria, desta vez fez uma vítima. Logo depois do erro de Alex Mineiro, o goleiro Dulcich fez o que já vinha sendo alertado como a principal jogada do Aurora em sua casa: ligação direta até o ataque, fazendo a bola chegar até Paredes, que recebeu nas costas de uma defesa despreparada (apesar da insistência de Roth em prepara-los para isso) e desviou de Victor. 1 a 1.

A sequência da partida mostrou abalo psicológico e um certo desespero. Pois o Grêmio passou a fazer faltas mais fortes, receber cartões amarelos e teve uma expulsão, em agressão de Jonas a um defensor boliviano. O avante gremista alega que foi agredido antes e que o jogador do Aurora também deveria ter sido expulso. Isso não o absolve, apenas acusa o bandeira.

Após a expulsão de Jonas, o time ficou totalmente sem ação, vencido pelo cansaço evidente de alguns jogadores – Ruy, Tcheco e Fábio Santos se arrastavam em campo. Souza não jogou um ovo desde o início da contenda, por isso, não posso apontar cansaço como motivo. O Aurora não ameaçava mas nada dava a entender de que o Grêmio mudaria o panorama. A alteração de Alex Mineiro por Herrera não surtiu nenhum efeito, até porque, após a expulsão, a tática de jogo foi “balão pra frente”.

O goleiro Dulcich, que já havia feito grandes intervenções na partida, impedindo uma derrota dilatada de seu time, resolveu dar uma ajuda ao Grêmio e engoliu um frango monumental, em cobrança de falta despretensiosa de Tcheco, novamente aos 41 minutos da segunda etapa (número cabalístico?). O gol deu uma certa “justiça” ao placar, já que o Grêmio foi superior à equipe local em todo o jogo. Mas não foi um gol “merecido”, considerando a produção que o tricolor vinha tendo na segunda etapa do jogo.

Mais do mesmo: Grêmio errando muitos gols fáceis, mostrando que este problema não deve ser apenas coincidência (não acredito no raio caindo no mesmo lugar 3 vezes). Definitivamente este problema precisa ser corrigido, com urgência.

A defesa não é tão sólida como costumava ser. Os três zagueiros são lentos, sofrendo muito contra atacantes rápidos. Não à toa, o Grêmio sofre muitos gols.

Definitivamente algo incomoda o lado emocional do grupo tricolor. Talvez a pressão que caiu sobre eles por terem perdido dois grenais neste ano. É inexplicavel o “blecaute” que assolou o grupo gremista depois do gol de empate sofrido. O time adversário era muito pior – seria fácil voltar a ter vantagem no marcador. Mas não, Ruy, Adilson e Jonas receberam cartões por lances tolos.

Alguém precisa explicar pro grupo que não dá pra facilitar para os árbitros quando se joga fora de casa. Ok, não deveria ser assim, mas é, inclusive a favor do Grêmio em algumas partidas no Olímpico.

Muito se sentiu do clima pós-jogo como sendo de “velório”. Pouco se disse que o Grêmio, com a vitória, alcançou a liderança isolada do grupo 7, sendo que suas duas vitórias aconteceram fora do Olímpico. Ou seja, a classificação está muitíssimo bem encaminhada e existem grandes chances do Grêmio sair líder do grupo, com excelente campanha. Insisto em dizer que não será absurdo se o Grêmio vencer seus próximos 3 jogos e terminar a fase com 16 pontos ganhos – uma das melhores campanhas entre todas as equipes, seguramente.

Próximo jogo contra o mesmo Aurora, no Olímpico, no dia 7 de abril. Jonas obviamente estará fora da equipe, suspenso e deverá ser substituido por Herrera. Acredito que a parceria entre o argentino e Alex Mineiro poderá ser positiva. Também entendo que Jadilson deveria assumir a titularidade pelo lado esquerdo – Fábio Santos novamente jogou muito pouco nesta posição.

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