Mimos e Maluquices

28 03 2010

A minha queridíssima esposa – Gra – está com um novo projeto pessoal, de criação de artesanatos, mais focada no SCRAPBOOK, mas também utilizando outras técnicas. Se algum de vocês gosta de artesanato ou conhecem alguém que curte, divulguem o blog dela: mimosgra.blogspot.com.

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Futebol não se esquece

28 03 2010

E nem se deixa pra lá, de uma hora pra outra, como se simplesmente deixasse de ser interessante ou algo do estilo. Vocês talvez pensaram que eu tinha largado de mão, mas NÃO. Cá estou de volta. É certo que vocês não contarão com posts garantidos a cada partida do tricolor, como eu tentei fazer em boa parte do ano passado, mas eu volta e meia PITACAREI por aqui.

Por ser meu primeiro post do ano sobre futebol, tenho muita coisa para recuperar? Na verdade, não. E mais, poderia perfeitamente aguardar mais um mês para “lançá-lo” e ainda assim seria barbada recuperar o tempo perdido.

Por que isso? Porque, quando teu time não disputa a Libertadores num ano, o primeiro semestre demora muito pra começar. Eu diria que o do Grêmio praticamente nem começou ainda, já que o Gauchão é um campeonato LIXÃO e extremamente FÁCIL, que não dá graça assistir e a Copa do Brasil somente poderá ficar razoavelmente interessante a partir da próxima fase, quando deverá enfrentar o Coritiba (mais provavelmente) ou o Avaí (correndo por fora). Ficar falando do desempenho do time contra o ARAGUAIA ou o VOTORATY não dá nem vontade. Basicamente a culpa disso é da CBF, das federações estaduais e dos, sei lá, TRADICIONALISTAS. Mas não vou me estender nessa discussão inútil, pelo menos, não agora.

Basicamente, estes primeiros  meses servem para fazer o time jogar, ainda que contra adversários ridiculamente fracos e para dar mecânica de jogo. Enfim, preparar-se para quando o BICHO PEGAR. Assisti muito poucos jogos nestes meses, pois eu cancelei minha assinatura do PPV ao final do Brasileirão do ano passado.

Fazendo rapidamente uma retrospectiva: Silas começou o ano testando o time com seus jogadores mais famosos e caros, o que rapidamente mostrou-se uma péssima ideia, já que vários dos “medalhões” não corresponderam nem minimamente, além de OUTRO que voltou a comprovar que não merece ser titular nem do BRASIL DE PELOTAS. Daí, talvez não por convicção própria, mas pela FORÇA DO DESTINO, que lesionou vários destes medalhões que não vinham jogando bem, Silas forçou-se a escalar uma equipe com vários GURIZES, que sempre entravam com qualidade no time. Além disso, a direção contratou o zagueiro Rodrigo e o lateral-direito Edilson, ambos demonstrando alguma qualidade, especialmente o último. Somado a isso, o crescimento assombroso do futebol de Douglas, que entrosou-se e passou a jogar com mais criatividade.

"vou dizer no vestiário que Jesus era gay - quero ver o Silas me tirar do time agora" (José Doval - gremio.net)

Este somatório de fatos PRATICAMENTE definiu uma equipe que deverá ser a titular do Grêmio, até que mais alguém se lesione ou seja negociado: Victor, Edilson, Mário Fernandes, Rodrigo, Fábio Santos, Adilson, Ferdinando, Douglas e Maylson, Borges e Jonas, jogando no 4-4-2.

A melhor atuação do time que eu vi jogar foi contra o Ypiranga, em Erechim, domingo passado. Apesar do time sair perdendo, de forma injusta até, foi tão superior que virou o jogo e ainda ampliou. Naquele jogo, as estrelas do guri Maylson e do Douglas brilharam fortemente. E, mais uma vez, o também guri Mi2Ê entrou no lugar do William “Poste da RGE” e TOCOU O TERROR.

Mithyuê (gremio.net)

Mas, insisto, não adianta a gente se empolgar muito contra essa NAIPA de adversários. Portanto, é mais relevante constatarmos que o time está se entrosando, coisa e tal, mas ainda é impossível saber se vai ter uma boa temporada ou não, só depois que os grandes confrontos começarem a acontecer.

Estamos de ooooooolho (imaginem a frase dita pelo Cid Moreira…)





Análise da discografia do Ramones (parte 3)

17 03 2010

Faz muito, MUITO tempo que eu escrevi a segunda parte. Já é mais do que hora de continuar. Peço desculpas pelo atraso na continuação, mas não deixarei de fazer a análise usando os mesmos critérios, totalmente subjetivos.

“C’mon, let’s rock ‘n roll with the Ramones”

Too Tough To Die (1984)

Complicado falar sobre esse disco. Muitos o detonam, indicando uma mudança muito grande no estilo musical da banda, incorporando excessivos elementos eletrônicos. Outros acreditam que a musicalidade é boa. Eu, pessoalmente, gosto desse álbum, pois tem mais coisas boas do que ruins. Mas os pontos negativos existem, não há como negar. Na análise individual das músicas, serei mais específico. Mesmo assim, classifico o disco como bom.

É o primeiro disco com Richie nas baquetas.

– lançamento: Outubro de 1984
– formação: Joey (vocais), Johnny (guitarra), Dee Dee (baixo e vocais) e Richie (bateria)
– faixas:
1. Mama’s Boy: Um som cru, meio raivoso, bacana para os padrões punk. Ótima.
2. I’m Not Afraid of Life: Nunca fui muito com a cara desse som. Me parece meio repetitivo, algo depressivo, mas tem suas virtudes. Boa.
3. Too Tough To Die: Faixa título, certamente foi desenhada para ser a principal do disco. E é. É um som muito legal, punk, bem trabalhado, com dois momentos marcantes no refrão. Adoro muito. EXCELENTE.
4. Durango 95: Instrumental, resume em 55 segundos o que é o Ramones. EXCELENTE.
5. Wart Hog: Das 5 primeiras músicas, somente “I’m not afraid of life” não estava no legendário LOCO LIVE. Isso significa que essa pérola cantada por Dee Dee estava lá. Punk violento, muito bacana. Ótima.
6. Danger Zone: Essa faixa é bem interessante, punk cru, animado, com direito a um corinho no refrão. Ótima.
7. Chasing the Night: Esse som não tem muito a ver com o resto do disco. Aquele tecladinho no fundo e o refrão excessivamente melódico enchem muito o saco depois de um tempo. Mesmo assim, a música é bacana. Boa.
8. Howling at The Moon (Sha-la-la): O simples fato do título da música incluir SHA-LA-LA entre parênteses já deixa o vivente com uma ideia: WHAT THE FUCK? Aí todo o teclado absurdo te deixa ainda mais intrigado. Esse som é uma aberração, jamais poderia ter sido executado pelo Ramones. Péssimo.
9. Daytime Dilemma (Dangers of Love): Os detalhes eletrônicos continuam, mas de forma mais suave aqui. Esse som já tem muito do que seria o estilo ramonístico mais contundente no início dos anos 90. Esse som me agradou muitíssimo. Ótima.
10. Planet Earth 1988: Não sei o que o Dee Dee pensou ao escrever um som usando data de 4 anos para a frente. Tipo, se tu vai escrever sobre o futuro do planeta daqui a 20, 30 anos é uma coisa. Mas daqui a 4? O que vai mudar? Além disso o som é meio pobre, não curti muito. Mais ou menos.
11. Humankind: É algo interessante, rápida, dá o recado sem frescuras. É quase algo do tipo “desculpem por ter feito a Howling At the Moon, espero que vocês nos perdoem”. Sem problemas, Dee Dee, a gente perdoa. Boa.
12. Endless Vacation: Esse som é difícil de esquecer. Além de ser praticamente impossível de cantar. O Dee Dee simplesmente COSPE as palavras. Genial. Boa.
13. No Go: Tri massa, é quase algo como um som estilo anos 60, mas PUNQUIZADO. Boa.

Animal Boy (1986)

Talvez nem todos concordarão comigo, mas pra mim, Animal Boy representou o ponto mais baixo possível da criatividade dos Ramones. Menos criativo do que um disco cover, inclusive. É algo odioso, em comparação ao resto do acervo da banda. Mas, enfim, eles tentaram ao menos.

– lançamento: Maio de 1986
– formação: Joey (vocais), Johnny (guitarra), Dee Dee (baixo e vocais) e Richie (bateria)
– faixas:
1. Somebody’s Put Something in My Drink: Uma das melhores, com direito a riffs e uma bateria bem marcada. Mas a versão ao vivo (Loco Live) é melhor. Ótima.
2. Animal Boy: Não, não rolou. Era pra ser algo agressivo, diferente. Mas ficou apenas meio grosseiro. Mais ou menos.
3. Love Kills: Mais uma tentativa de Dee Dee nos vocais, mas não muito eficiente. Boa.
4. Apeman Hop: Cara, o que é isso? Ruim.
5. She Belongs to Me: Essa balada simplesmente não faz o menor sentido. Até porque o disco é basicamente agressivo, e aí eles colocam um som que poderia ser, sei lá, do BON JOVI. Reconheço que é uma boa balada, no entanto. Boa.
6. Crummy Stuff: A letra é meio idiota, mas o som é legal. Boa.
7. My Brain is Hanging Upside Down (Bonzo Goes To Bitburg): a melhor do disco, embora com excesso de tecladinhos. Mas o som é bastante valoroso (ainda que a do Loco Live, novamente, é melhor). Mesmo assim, pelo o que ela representa, conteúdo político e afins, dou um EXCELENTE pra ela.
8. Mental Hell: Boa tentativa. Falha, porém. Mais ou menos.
9. Eat That Rat: O Joey deveria ter se imposto mais na banda e não deixar o Dee Dee cantar qualquer bosta. Nessa faixa, visivelmente o baixista tinha COMIDO UM RATO. Péssima.
10. Freak of Nature: Esforçada, mas, como quase todo o disco, sem inspiração. Razoável.
11. Hair Of The Dog: Praticamente uma ilha de qualidade num mar de pobreza. Além do nome genialmente sem sentido, a música é muito bem feita. Ótima.
12. Something To Believe In: Com tecladitos eletroniquinhos e afins, uma musiquinha cumpridora, mas com muito pouco a ver com o Ramones. Boa.

Halfway to Sanity (1987)

A má fase continua, infelizmente. Com alguma evolução, é verdade, mas ainda algo pobre em comparação ao que já havia sido feito pela banda. Comparando com o paupérrimo disco anterior, parece grande coisa, mas a gente sabe que o quarteto poderia fazer muito mais do que isso. Mas eu gosto desse disco, não vou crucificar ninguém. Gosto muito, na real.

– lançamento: Setembro de 1987
– formação: Joey (vocais), Johnny (guitarra), Dee Dee (baixo e vocais) e Richie (bateria)
– faixas:
1. I Wanna Live: Grande som, bem trabalhado, produzido e executado. Um som marcante do Ramones. EXCELENTE.
2. Bop ‘Til You Drop: Simples mas eficiente. Difícil não gostar. Boa.
3. Garden of Serenity: Tem início de música épica, mas o conteúdo não acompanha. Tem coisas melhores. Razoável.
4. Weasel Face: Sem sentido e sem qualidade. Ruim.
5. Go Lil’ Camaro Go: WAT? O começo é esquisitíssimo, mas o som é muito bom. Tem inclusive backing da Debbie Harry, do Blondie. Ótima.
6. I Know Better Now: De novo se vê um estilo que seria consagrado mais para a frente. Não é genial, mas é boa.
7. Death of Me: Hey, ainda não é BRAIN DRAIN! Se esse som estivesse naquele disco faria todo o sentido. Letra simples, música mais complexa e boa. Na verdade, ótima.
8. I Lost My Mind: Lá vem o Dee Dee se metendo nos vocais. Não chega a ser ruim. O som é bem violento, meio desesperado até. Mas eu ponho um razoável.
9. A Real Cool Time: Não sei porque, mas eu acho essa uma das melhores músicas do Ramones. Eu adorei esse som desde a primeira vez que o ouvi. Portanto, nada mais justo que dar um EXCELENTE.
10. I’m Not Jesus: Uma batida praticamente Thrash (batubatu). Boa.
11. Bye Bye Baby: Uma baladaça poderosíssima. Rola até um FACE TO FACE com a guria, se tocasse numa festa. EXCELENTE.
12. Worm Man: Som curto, mal trabalhado, inexplicável. Verdadeiramente ruim.

Como eu já adiantei, a próxima e decisiva fase se iniciou dois anos depois do lançamento deste disco. E significou o retorno da banda a um patamar superior de qualidade, que havia sido abandonado no final dos anos 70. BRAIN DRAIN e o emplacamento de um mega-hit (Pet Sematary), talvez pela primeira vez na história da banda, fez grande diferença pra moral e pra continuidade dos Ramones. Pra nossa alegria.

STAY TUNED FOR MORE ROCK AND ROLL. ;)





Imagens da viagem – 3

7 03 2010

Vamos à terceira e última parte do nosso mini-álbum de fotos, que está sendo dividido com todos os que leem este espaço. Agora, os nossos últimos dois destinos nos Estados Unidos – San Francisco e, no outro lado do país, New York.

San Francisco

Mal chegamos e fomos direto à prisão... de Alcatraz

Ex-"moradores" de Alcatraz. Só gente fina!

Solitária NÃAAAAAAAAO

Linda vista da baía e da cidade... mas acho que os presos não pensavam assim

Buraco de fuga cavado... a colher!

E aí está THE GOLDEN GATE BRIDGE. Grande coisa!

Nob Hill - a gente viu 500x em filmes mas nunca se dá conta

Trecho da Lombard Street "a rua mais curva do mundo"

Vista do alto da Coit Tower - Alcatraz e o Pier 39

Entrada de Chinatown

É assim que se anda de Cable Car - com emoção

New York

Times Square - de dia

Rockefeller Center - magic

Recusei oferta para participar das Olimpíadas de Vancouver

Central Park, lago congelado ao fundo. E atrás, edifícios da 5th Avenue

Fachada do MET - Metropolitan Museum of Art - junto ao Central Park

Na frente da loja da Apple da 5th, com a sacola da Nokia - blow it, JOBS!

Battery Park. Sempre lembro do som do METALLICA.

Predio dos Friends - a Rachel não quis nos atender

Times Square - à noite

Era isso, p-p-pessoal! Ficou as saudades e a vontade de conhecer outros rincões do U. S. and A. Bai bai!