Milão. Como?

30 03 2011

Chegamos na Itália na terça-feira, dia 22 de março. Toda a viagem foi dentro do previsto, nenhum atraso relevante. Mas, como tem sido comum entre os passageiros do Rio Grande do Sul, uma espera absurda de 5 horas entre a chegada do voo de Porto Alegre em Guarulhos e a efetiva saída da aeronave a Milão. Eu não consigo entender porque isso tem que ser assim: duvido que não haja passageiros suficientes para comportar alguns voos intermediários aos atualmente disponíveis. Isso literalmente MATA o vivente.

Ao sair de Malpensa, ônibus que leva até a estação central de Milão, que estava próxima ao nosso hotel. Nem tão próxima assim, acho que a nossa caminhada foi de mais de 20 minutos. Isso nem seria problema se a rodinha da mala NOVA que meus pais tinham comprado não ESTOURASSE! Aí foi brabo literalmente ARRASTAR uma mala pesada por uns 2 quilômetros. Apesar disso, assim que chegamos no hotel, igualmente resolvemos nos largar pra conhecer um pouco da cidade. Bem pouco mesmo. Fomos somente à Piazza Duomo, que a Gra e eu já conhecíamos, mas obviamente os nossos pais, que nunca tinham atravessado o oceano, não haviam passado por lá ainda.

O Duomo de Milão é uma obra-prima da arquitetura medieval, a principal construção no estilo gótico da Itália. Eu não entendo lhufas de arquitetura, mas sei do que eu gosto. E gosto muito do Duomo milanês. E, na mesma “piazza” onde está a igreja, também está localizada a Galleria Vittorio Emanuele II, construída em homenagem ao primeiro rei italiano – após a unificação do país, em 1861. É uma galeria comercial, que serve para olhar. Somente.

Não tínhamos energia para muita coisa. Mas começamos bem.

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No dia seguinte, já recompostos da viagem (pelo menos, o máximo possível), logo cedo pegamos um FURGÃO numa locadora e fomos para o lago de Como, que está há apenas 40 km da cidade. Seria uma viagem rápida, se o GPS não desse umas ordens absurdas de vez em quando – estou bastante desapontado com o mapa da GARMIN. Aos usuários de GPS, uma dica: não deixem de olhar as placas, isso pode ajudar. Aliás, a sinalização de trânsito na Itália não é nada menos do que EXCELENTE. Levamos uma hora e meia para fazer este trajeto, sendo que uns 40 minutos só pra sair de Milão.

Outro detalhe sobre trânsito: eu geralmente ODEIO rotatórias, instrumentos que SEMEIAM A DISCÓRDIA. Talvez porque eu sempre pense na FALECIDA rotatória da Nilo Peçanha, em Porto Alegre, ou nas de Gramado, que muitas vezes só estressam mesmo. Mas aqui na Itália, a quantidade de rotatórias nas estradas secundárias é bastante impressionante. E geralmente ajudam, em vez de atrapalhar.

A cidade de Como é muito charmosa, disso ninguém pode duvidar. Algumas fotos falam melhor do que eu:

Logo que chegamos a Como, fomos caminhando um pouco pelas ruas para conhecer o lugar um pouco melhor – depois chegamos ao lago. Compramos as passagens para o barco que nos levaria até Bellagio, mas ele só sairia uma hora depois. Tempo suficiente para que pegássemos o trem funicular que nos levou até o alto de uma das montanhas locais. Uma vista fabulosa.

Depois disso, pegamos o barco, que levou uns 45 minutos para chegar até o porto de Bellagio, um vilarejo incrível no meio do lago (que tem formato de “y” invertido). É um lugar onde várias celebridades europeias passam seus finais de semana, com muito luxo e beleza natural. Ao fundo, se veem montanhas com picos nevados.

Bellagio é um lugar que ainda não tínhamos experimentado, com umas ruelas de pedra e uma paz que não se vê em qualquer lugar. Uma experiência encantadora.

Ficamos umas duas horas por lá. Depois, pegamos novamente o barco e retornamos até Como, aproveitando para conhecer a piazza Duomo e, obviamente, a igreja com este nome – bastante bonita, por sinal.

Circulando de carro por Como (quer dizer, de FURGÃO), mais ruelas e alguma dificuldade pra se locomover – isso tem a ver com a falta de habilidade com as cidades italianas (eu descobriria logo em seguida que isso se tornaria corrente). Mas o pessoal de lá, diferentemente de Roma, por exemplo, é muito educado e cortês, e faz de tudo para ajudar.

Como se não bastasse, ainda tiramos um pouco de tempo para ir até a Suíça – viram só, já fomos para dois países diferentes nesta viagem! Claro que ficamos apenas umas 2 horas em território suíço, o suficiente para ir até a cidade de Lugano, que fica na parte “italiana” da Suíça. Não deu pra “conhecer” nada, mas manjem só algumas imagens que ficaram gravadas em nossas mentes:

Pessoal, agora estou em Roma enquanto coloco este post no ar. Temos muita, mas MUITA história pra contar, mas falta tempo e energia para fazê-los logo. Tomara que a gente consiga achar um tempinho pra escrever um pouco mais e mostrar a vocês uma pequena parte do que estamos conseguindo ver por aqui. Até mais!

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Arrivederci

21 03 2011

Pessoal, estou escrevendo de um Blackberry, no Aeroporto de Guarulhos, enquanto esperamos pelo voo de saida para a Italia. Alem de mim, esta a Gra e, pela primeira vez saindo do nosso continente, meus pais (Joao e Elda) e meus sogros (Elias e Rejane).

Ficaremos 17 dias neste EVENTO, comecando por Milao, passando por varias cidades italianas e finalizando na Ville Lumiere (mais conhecida por Paris). Fiquem ligados neste blog, pois posts serao efetuados em tempo real, no decorrer desta viagem. Tambem estou preparando um “log” diario, com alguns pensamentos rapidos sobre cada etapa.

Arrivederci amici!