Pitacos necessários

19 04 2011

Apesar de eu estar longe de ter finalizado os posts sobre a nossa viagem à Europa (estou trabalhando no post sobre Veneza, neste momento), preciso interrompê-los para fazer alguns comentários sobre coisas que estão acontecendo atualmente:

– o show do U2 foi algo grandioso, como já era de se esperar. Não é de se admirar que seja tão caro, a estrutura do palco é algo único. Pena que a infraestrutura de transportes de SP seja lixarenta, para eventos como esse. Sei que não é novidade falar sobre isso, mas fomos alguns daqueles que tiveram uma grande dificuldade para voltar ao hotel logo após o show de domingo, 1 hora e meia após o show e não conseguimos táxi. Tivemos sorte de conseguir carona com uma amiga da minha cunhada, caso contrário acho que só teríamos chegado ao hotel ao amanhecer… Uma prévia do que veremos na época da copa, certamente.

– recentemente tive que ir até Erechim, de carro. Eu, que sempre reclamo da qualidade das estradas que ligam a nossa região à metropolitana. Mal sabia que essas estradas são relativamente BOAS perto daquelas que encontrei para chegar lá. São 270 km de estradas de pista única, com buracos À VONTADE. Tem um trecho em Passo Fundo que chega a ser risível – parece CASCALHO. Tinha que obrigar o pessoal do DAER a circular nestas rodovias TODOS OS DIAS, aí queria ver se ficava assim por muito tempo.

– ontem ouvi um programa na Rádio Gaúcha que fala de um projeto de lei do deputado gaúcho Raul Carrion (PC do B) que dispõe sobre a obrigatoriedade de se utilizar traduções sempre que uma palavra estrangeira for utilizada em textos escritos publicados e que houver um equivalente em português. Aparentemente o projeto já passou e foi aprovado por uma comissão DA ASSEMBLEIA, mas será apreciado pelo Plenário. Apesar de não gostar nada de ver o uso excessivo de termos como “off” ou “sale” nas fachadas de lojas ou propagandas em geral, não dá para achar correta essa iniciativa, pois restringe a liberdade de expressão e também porque supõe que estes “estrangeirismos” estejam prejudicando a língua portuguesa, o que tenho certeza de que não é o caso.

O mais curioso é que o mesmo deputado aprovou recentemente uma lei que institui o dia do hip-hop no calendário GAÚCHO – uma palavra estrangeira! Hoje de manhã, o deputado alegou que esta palavra, assim como a cultura envolvida já estão internalizados na cultura brasileira e deu outros exemplos, como o futebol – que é uma palavra oriunda de um termo inglês “football”.

Será que o prezado deputado Raul Carrion não se deu conta que, ao proibir palavras estrangeiras, se estará proibindo o acréscimo futuro de palavras adaptadas, como foi o caso do próprio futebol e NÃO foi o caso do hip-hop (que não foi “aportugesado” em nenhum momento – tanto é que se diz “riprop” e não é essa a pronúncia da letra “h” no idioma português. Contradição total e bola fora feia do deputado.

O pior de tudo é que essa coisa absurda é capaz de ser aprovada no Plenário também… por puro ideologismo cego, exatamente igual ao deputado comunista que a propôs.

Edit: eu havia postado dizendo que o projeto estava tramitando no congresso – na verdade é na Assembleia Legislativa do RS, pois o deputado Raul Carrion é ESTADUAL, não Federal. Portanto, caso essa aberração seja aprovada, valerá somente para cá, o URUGUAI DO NORTE.

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