Nas grotas

18 05 2011

No dia seguinte da nossa inesquecível visita a Veneza, havíamos programado não locais turísticos clássicos e, sim, um dia para voltar às raízes. Literalmente.

Na parte da manhã, aproveitamos para conhecer um pouco da cidade onde estávamos – Pádua. sabíamos que era a cidade onde Santo Antonio viveu seus últimos anos. Achamos Pádua uma cidade adorável, tranquila mas, ao mesmo tempo interessante. Valeria mais um dia por lá. Pena que eu tive esse desejo atendido, mas não do jeito que eu queria… essa história fica pra daqui a pouco.

Passamos por todo o Corso Garibaldi que é o caminho que passa pela cidade antiga de Pádua, chegando ao Prato, uma praça bastante grande, em forma oval, onde estava sendo montada uma feira. Nós realmente saímos MUITO CEDO de manhã para este passeio…

Mas derivo. O objetivo principal do nosso passeio em Pádua era conhecer a basílica de Santo Antonio, o padroeiro da cidade de Bento Gonçalves e preferido de muita gente daqui. A Rejane também gosta muito dele, até porque eles moravam justamente no bairro Santo Antonio, em Garibaldi. Pena que estava em reformas na parte externa, estragando um pouco a vista…

Ok. Pádua suficiente para nós. Voltamos ao hotel, pegamos a SUPER MÁQUINA e zarpamos para a importantíssima cidade de… MIANE. O que, vocês nunca ouviram falar? Bom, não se culpem, ela realmente não é nada conhecida. Mas é de onde saíram os Zanus e também os Monegat (que são parentes da minha sogra). Metemos no GPS e pé na tábua.

Quanto mais chegava próximo ao local indicado pelo GPS, mais aumentava a neblina (subíamos, sem piedade) e mais estreitas iam ficando as estradas. As vistas eram muito bonitas, lembrando muito a nossa região. Esses parreirais que passamos eram comuníssimos nesta área, conhecida pela produção de PROSECCO.

Até que uma hora o GPS me mandou subir nesse lugar da foto acima. Aí não tinha como. Eu subi até chegar numa parte em que só UMA BICICLETA passaria… tive que voltar e, literalmente, ARRISCAR outro caminho. Uma senhora com DOIS DENTES na boca até tentou nos explicar alguma coisa, mas nós não entendemos lhufas.

Mais pra frente, paramos numa cantina (de Prosecco, claro) e o meu pai foi lá tirar um DEDO DE PROSA e pegar informação de como chegar lá. Aproveito pra mostrar a SUPER MÁQUINA pra vocês:

Essa é uma Opel Vivaro 2010. Nos ajudou muito, não deu um probleminha sequer e foi incrivelmente econômica durante toda a viagem. Uma grande parceira!

Depois das informações, conseguimos acertar o rumo e o GPS voltou a nos ajudar. Mas continuávamos encontrando estradas onde só passava um carro por vez. Aparentemente não tínhamos muita escolha. Até que…

Chegamos. E, ao circular um pouco pelas ruas do vilarejo, me passou duas coisas pela cabeça:

1) não devia ser muito diferente lá por 1870, quando os Zanus saíram de lá e,

2) dá pra entender por que eles saíram

Rural, bucólica, atrasada, encantadora. Alguns adjetivos que se adaptam à cidade de Miane, que fica na província de Treviso, com 3661 habitantes (em 2004). Segundo a Wikipedia, a população atual é praticamente IGUAL à de 1871 (3596). Babyboom nem passou perto de lá.

Quando chegamos lá, não sabíamos ao certo o que fazer. Circulamos um pouco, parávamos aqui e ali, até que encontramos a igreja principal e uma praça na frente da prefeitura da comune, com uma homenagem aos herois de guerra da cidade. Tudo o que queríamos, para podermos encontrar alguns nomes.

Tada!

Como nós ficamos fazendo fotos e posando ao lado desta homenagem, isso chamou a atenção de alguém, que passou de carro e nos indagou. Daí explicamos que éramos do Brasil, samba, futebol e parará (mentira) e o cara se acalmou e nos convidou para irmos conhecer a sede da associação deles. Como não tínhamos nada pra fazer o mesmo, fomos lá.

Se tratava do Gruppo Alpini, formado por ex-militares que combateram ou serviram nos Alpes. Eles se reúnem e fazem encontros anuais em diversas partes da Itália e até de outros países. Ficamos lá um bom tempo, conversando e tentando nos entender. Foi legal!

Daí, famintos e sedentos, resolvemos voltar para Pádua. Agora vem a parte que eu falei no segundo parágrafo… no retorno, passamos em um supermercado e compramos coisas para comer e beber. Eu comi um sanduíche, desses prontos e pré-embalados. Depois que voltei pro hotel, comecei a me sentir meio  estranho… depois, MUITO estranho. Passei mal pra caramba, a ponto de resolver ir pro HOSPITAL no dia seguinte. Ou seja, quando já deveríamos estar a caminho de Florença, eu estava na sala de espera de um hospital universitário (mas em excelente estado) aguardando atendimento. Fui diagnosticado com GASTROENTERITE. Medicado, fiquei melhor, mas SEQUELADO por mais uns dois dias…

Mais uma historinha para contar. Essa eu passava, se pudesse.

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