Quem tem boca…

26 06 2011

… vai a Roma ou vaia Roma? Eu acho que o melhor é ir a Roma antes e, caso não fique satisfeito, até pode vaiar depois.

Quando eu ouvia falar de Roma, algumas palavras-chave costumavam vir à minha mente: império, história, decadência, beleza, trânsito caótico, Coliseu, Vaticano, entre outras. Por incrível que pareça, normalmente a realidade é bem diferente do que se imagina inicialmente, mas não foi o caso da nossa experiência na capital da Itália.

Roma é a capital da Itália e também sua maior cidade, com cerca de 2.500.000 habitantes. Fica na região de Lazio e está a cerca de 200 km de Assis, nosso destino anterior. A saída de Assis foi na parte da manhã (em torno das 9 horas) e foi complicada, pegamos um engarrafamento significativo próximo a Perugia. Fora isso, a viagem não teve sobressaltos.

Ao chegar aos arredores de Roma, nos demos conta de que a realidade ali seria muito diferente da que encontramos em Assis e em todos os outros lugares que havíamos visitado na Itália, em geral. Lixo espalhado e sub-habitações estavam presentes na periferia, embora não em número tão expressivo assim. Avenidas abarrotadas de automóveis já davam a entender que o trânsito não era nenhuma lasanha. Mas, prevendo dificuldades para nos locomovermos de carro, já havíamos definido que a Vivaro seria devolvida ao chegar na capital e, por 3 dias, nós ficaríamos a pé.

Nosso hotel, um 2 estrelas chamado Domus Praetoria, ficava a 3 quadras da principal estação de trens de Roma – a stazione Termini que, para nós, significava acesso fácil às duas linhas de metrô da cidade e também a muitas linhas de ônibus. É curioso que tenhamos escolhido hoteis próximos às estações ferroviárias, mesmo que somente em Pádua (para ir a Veneza) tenhamos realmente utilizado trem. Mas se justifica.

Assim que estávamos plenamente instalados no hotel, imediatamente saímos para a rua, afinal, tempo é dinheiro (ns). A primeira parada, usando o metrô, foi o Coliseu.

O Coliseu nada mais é que uma Arena Romana de Verona, só que maior e mais destruída. Obviamente estou exagerando aqui, mas não muito. A finalidade do “Colosseo” era a mesma, mas ele foi realmente projetado para ser a maior arena de todas – daí o seu nome. Hoje, toda a parte das arquibancadas está destruída e a maior parte do piso principal, pela ação de um terremoto e também pelos saques por parte de moradores da cidade que usavam os materiais do Coliseu (principalmente mármore) para suas casas e mansões. Essa é a raça humana.

O Coliseu está localizado junto ao monte Palatino, que é uma das 7 colinas sobre as quais a cidade de Roma foi fundada e era justamente onde ficava os palácios imperiais e também o Fórum Romano de Roma (parece redundante, mas não é). Assim, logo que saímos do Coliseu, imediatamente subimos até o alto do Palatino, onde há ruínas de palácios e jardins romanos. Acho que não foi uma boa ideia, pois ficamos DESTRUÍDOS ao chegar lá…

Estávamos começando a sentir os efeitos de tantos dias de “turismo intenso”, correndo pra lá e pra cá. Se, ao final de uma viagem de mais de duas semanas em um único país (ok, e 2 dias em Paris) ficamos com a sensação de que vimos muito pouco, quanto tempo necessitaríamos para ver mais e sem forçar-nos tanto? É uma dúvida que ainda me incomoda…

Ao nos darmos conta desta situação, passamos a tentar fazer tudo com mais calma, sem tanta correria assim. Descansamos um pouco enquanto estávamos no alto do Palatino para, em seguida, descermos em direção ao Foro Romano, ou melhor, as ruínas dele.

Realmente as energias estavam no fim. Fomos até o Campidoglio, caminhando pela Via dei Fori Imperiali, mas não dava mais pra nada.

Mentira. Ainda pegamos o metrô e fomos até a Piazza di Spagna, ficar alguns minutos sentados na Scalinata della Trinita dei Monti até sentirmos que era hora de voltarmos ao hotel e CAPOTAR de vez.

No dia seguinte, resolvemos fazer um tour por Roma, através de um ônibus “hop-on/hop-off”, sendo que não saímos dele antes de completar uma volta inteira – aproveitamos para girar pelos pontos considerados mais relevantes de Roma, pelo menos aqueles em que se pode percorrer de automóvel. No final das contas as vistas mais relevantes eram justamente a do Coliseu, que já tínhamos visitado e a do Vaticano, que aprofundaríamos no terceiro dia em Roma. Mas foi bem legal para ter uma ideia do todo.

Ao final do “giro”, resolvemos parar no monumento a Vittorio Emanuele II, uma belíssima obra arquitetônica junto à Piazza del Campidoglio, que oferece uma boa vista panorâmica da cidade.

Dali fomos de ônibus urbano (pra aumentar a sensação de MULTIMODALISMO) até a Piazza Navona, para almoçar e curtir a grande concentração DI PERSONE e as três fontes que ali jorram suas frias águas. Comemos em um desses bistrôs onde a gente senta na própria praça. A comida foi boa, não genial, mas valeu o que custou, na minha opinião.


Sacaram o momento Grenal neste dia?

Enquanto estávamos na Piazza Navona, notamos que uma quantidade enorme de pessoas apareciam comendo um troço escuro em cima de um pratinho. Parecia torta de chocolate, mas era escuro demais! Descobrimos depois que era uma trufa (tartufo, em italiano) e é uma espécie de sorvete super concentrado. Não lembro o nome da gelateria onde o compramos, mas não deixamos de provar – eu nem consegui terminar o meu, de tão forte que era (eu=fraco).

Como curiosidade, nesta praça, também está a Embaixada do Brasil. Não, não quisemos entrar em nosso território, para não aumentar demais a quantidade de países visitados nesta viagem…

Após nossa experiência gastronômica no centro de Roma, fomos a pé até o Panteão, que era um importante templo romano e que, pra variar, foi transformado em igreja católica (povinho invejoso esse). Impressionante construção, especialmente a cúpula com seu óculo aberto. Estava ATROLHADO de gente, como não deveria deixar de ser…

Novamente a pé, fomos até a Fontana di Trevi, fazer nossa fezinha… E diferentemente do que muitos poderiam pensar, o mito diz que devemos lançar DUAS moedas, para que o pedido seja realizado.


Não… o pedido NÃO foi relacionado ao tricolor…

Em seguida, passamos por duas igrejas barrocas, San Carlo alle Quattro Fontane, projetada por Borromini e Sant’Andrea al Quirinale, projetada por Bernini, considerados “rivais” em sua época. Achei a de Sant’Andrea mais bonita que a San Carlo, mas ambas são muito interessantes. As duas estão em uma das sete colinas, neste caso, o Monte Quirinale.

E isso não é tudo. Teve mais um dia em Roma, mas isso vou deixar pro próximo post. Até mais!

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Brão 2011 – 5a rodada – comentários aleatórios

20 06 2011

Não quero fazer “leituras” sobre muitos jogos, afinal só assisti a 2 das 7 partidas realizadas ontem e sábado. Mas acho que cabem alguns comentários sobre justamente as 2 partidas que assisti e algumas informações óbvias sobre o “certame” em geral:

Grêmio x Vasco da Gama
– a forte chuva iniciada poucos minutos antes de começar o jogo e que permaneceu por praticamente todos os 90 minutos do confronto certamente atrapalhou, tanto na quantidade de torcedores no estádio como na qualidade técnica da partida. Mas duvido que dê pra colocar um percentual muito alto de “culpa” neste fator. Até porque a bola rolava normalmente e não se viam poças d’água formadas. Apenas aumentou a quantidade de escorregões e derrapagens, por parte dos jogadores.

– o que explica o Gabriel ter sido escalado para cobrar o pênalti, se sempre é o Douglas que o faz? O lateral fez a inexplicável “curvinha” ao correr para a bola, passando a seguinte mensagem pro goleiro: “vou bater pro lado de onde eu vim na corrida”. Não deu outra.

– as vaias ao lateral-direito se explicam, não somente pelo pênalti perdido (que pode ser classificado como fatalidade, sei lá), mas pela gigantesca deficiência técnica que vem apresentando em praticamente toda a temporada 2011. Erra passes, carimba marcadores na hora de cruzar, perde bolas fáceis, arma contra-ataques… Desde que foi contratado em 2010, encheu os olhos de todos e nos fez pensar: “finalmente voltamos a ter lateral-direito no Olímpico”. Estávamos enganados?

– sobre o Douglas, não me aparentou falta de vontade e dedicação: correu bem e bastante. Simplesmente acredito que ontem foi um daqueles dias de “pé descalibrado”. Uma pena.

– fato parecida à queda de qualidade do Gabriel é o que está acontecendo com o Lúcio. Diferentemente de alguns comentários na mídia esportiva gaúcha, não acho que os recorrentes erros de passes do pernambucano sejam novidades – ele sempre teve esse problema. Mas costumava compensar com apoios velozes e de ótima qualidade. Ontem não se viu nada disso. Precisa focar e voltar à melhor forma, rapaz!

– acho que a zaga foi bem ontem, tanto o Mário como o Saimon – o Vasco só marcou porque “achou” um gol inacreditável. Mas os cruz-maltinos poderiam ter aberto o placar ainda no primeiro tempo por causa de um erro meio tosco do Saimon, que afastou mal uma bola e deu de graça pro Éder Luis. Ainda bem que ele saiu com bola e tudo. Não um xingão, apenas uma recomendação ao ótimo guri.

– Rochemback tem sido a principal certeza do time: está jogando cada vez melhor. Impressionante. Nem o Victor está se destacando tão positivamente, apesar de estar em altíssimo nível.

– o ataque é, sem dúvida, o setor mais prejudicado. Lins simplesmente NÃO É jogador para o Grêmio. E o Viçosa tem potencial, mas não consegue “resolver” sozinho. O retorno do André Lima se faz muito necessário e o Leandro poderá fazer muita diferença. Não ponho tanta fé no Miralles assim – mas infelizmente grande parte da torcida é “pagadora de pau” para argentinos, mesmo que as credenciais nem sejam tão boas assim…

– … o que me dá a deixa para falar sobre um comentário recorrente (e inexplicável) da torcida gremista na maioria dos blogs esportivos do RS: a pedida por ESCUDERO. É uma grande MENTIRA dizer que ele não “teve oportunidades suficientes”. Ele teve MUITAS oportunidades desde a sua contratação e, salvo o PRIMEIRO TEMPO de um dos Grenais do Gauchão, ele não jogou ABSOLUTAMENTE NADA. Ele comete erros RIDÍCULOS, corre afobadamente e perde a bola com facilidade assustadora. Não dá pra entender porque tanto desejo em vê-lo titular do time – visivelmente não tem qualidade para tanto. Só pode ser a “pagação de pau” gratuita.

– em tempo: acredito muito no Marquinhos como opção para o time.

– o potencial de melhoria do time é interessante, especialmente com a entrada do Gilberto Silva e o retorno do André Lima, mas passa especialmente pelo “retorno” de Gabriel, Lúcio e Douglas. Com eles novamente “voando”, teremos alguma chance.

Coritiba x Internacional
Desse jogo só posso falar melhor do primeiro tempo, pois do segundo eu vi apenas alguns momentos, pois estava ocupado brincando com o goducho. Algumas coisas saltaram aos olhos:

– Falcão tem muita razão em reclamar do plantel colorado. De forma semelhante ao Grêmio, o Inter está com algumas posições muito defasadas (especialmente a zaga) e alguns jogadores importantes estão bastante abaixo do que costumavam render. Se não contratar, é difícil acreditar em recuperação.

– a ótima atuação do Muriel não deveria surpreender ninguém: sempre mostrou que é muito mais goleiro do que Renan e Lauro. Difícil é entender porque demorou tanto para ele voltar ao time titular.

– por mais que a imprensa gaúcha tente fazer parecer que o resultado de ontem não foi bom ao Inter, o jogo mostrou exatamente o contrário: os colorados foram dominados pelo Coritiba, que, se tivesse ganho, não seria injusto.

– o Falcão não é bom treinador, está comprovando isso. Mas a crítica pública que ele está sofrendo por parte de membros da diretoria de futebol do clube é ainda mais amadora e ridícula.

Outros jogos
– não dá pra meter essa arrancada impressionante do São Paulo. Ganham em casa e fora, como se não houvesse diferença. Fazem gols e não sofrem. Como foi nos outros 3 títulos dos anos 2000. Vai ser dureza segurar o tricolor paulista, com essa vantagem tão expressiva.

– não consigo acreditar no Palmeiras a longo prazo: eles insistem em criar problemas de relacionamento, apesar dos ótimos resultados. O comentário do Kléber ao final do jogo deveria ser suficiente para demissão, apesar de que isso dificilmente acontecerá, por se tratar de um jogador diferenciado. Mesmo assim, queimou o filme do presidente do clube.

– é complicado entender porque o Corinthians aceitou alterar a data do seu confronto com o Santos, que deveria ter sido neste final de semana, para o dia 10/8. Imagino que isso tenha sido uma solicitação da Globo, pois a nova data deve ser de confrontos da Copa Sulamericana e a Globo quer ter algo mais relevante para passar em SP. Mas o Timão perde muito com isso, já que o Santos certamente iria com time reserva para esta partida, enquanto que o Corinthians só deixaria de contar com o Alex. Era uma ótima oportunidade para vencer um clássico e se manter próximo do SPFC.

– compreensível a demissão do Cuca, que deixou o Cruzeiro sem conseguir vencer no campeonato brasileiro, depois de uma brilhante primeira fase na Libertadores. Mas é incompreensível a contratação de Joel Santana para seu lugar. Com o “Tio Jejão” e sua prancheta, a raposa deixa de ser candidata ao título.





Capital da paz

16 06 2011

Logo que a gente chega em Assis, vê uma placa dizendo “capital da paz” (ou ‘cidade da paz’, não lembro direito), algo neste sentido. Faz todo o sentido.

Assis (ou Assisi, em italiano) é uma cidade localizada na região da Umbria, pertencente à província de Perugia, com cerca de 28000 habitantes, incluídas suas “frazioni”. Segundo a Wikipedia, a zona de Assis já era habitada desde o século IX a.C., mas passou a ter uma aparência mais “urbana” a partir de 399 a.C., quando os romanos a tornaram colônia, com o nome de Asisium. Podemos confirmar que boa parte dos edifícios atuais da cidade são oriundos da Idade Média. Sem dúvida, há muita história neste lugar…

Chegando lá, depois de 175 km e uns 20 túneis, soube que não poderia transitar nas poucas ruas da cidade de carro, pelo fato de serem ZTL. Eu até já imaginava isso. Então deixei a Vivaro num estacionamento subterrâneo na praça que fica na entrada da cidade e fomos a pé até o hotel, que também era “boutique”, mas desta vez, com 3 estrelas. O hotel se chama Hermitage e nós adoramos! Mesmo que tenha sido necessário subir um generoso lance de escadas para chegar até a sua recepção.


Aqui está a prova!

Realmente uma experiência em Assis comprova a placa na entrada da cidade: é impossível não sentir paz enquanto se caminha pelas quietas ruelas, quando abrimos a janela do quarto e vemos campos verdes e também ao escutar o cantarolar de pássaros. Apesar de ser uma cidade turística, parece que as pessoas são proibidas de emitirem ruídos, mesmo quando elas queiram. Apesar de passarmos eventualmente por grupos de estudantes e visitantes diversos, em nenhum momento a gente se sente incomodado com isso.

A cidade é muito pequena e não tem muitos pontos turísticos, por isso reservamos apenas uma tarde e uma noite para a sua exploração. Basicamente fomos às basílicas de seus principais e ilustres habitantes do passado: São Francisco e Santa Clara.

Não vou entrar no detalhe da história de São Francisco aqui, não é o meu objetivo. Podemos dizer que é surpreendente e triste e que as palavras-chave do franciscanismo são “humildade” e “pobreza material”. Realmente, essas características são bastante presentes nas suas basílicas (são duas, uma em cima da outra). Dentro da inferior (a mais simples e – na minha opinião – a mais interessante), há a cripta de São Francisco, que infelizmente estava em restaurações. Além disso tem um “tesouro”, uma sala com objetos pertencentes ao santo, incluindo uma de suas vestes, completamente esfarrapada e um cilício, usado por Francisco para auto-flagelo.

Depois cruzamos a cidade para o lado oposto ao da basílica de São Francisco, passando pelo “centrinho” de Assis e chegando à basílica de Santa Clara. Lá passamos apenas rapidamente, pois havíamos nos separado involuntariamente em dois grupos (a Gra e eu estávamos juntos e os outros 4 também) e demorou um pouco até que novamente nos encontrássemos. Apesar da pequeneza da cidade e da improbabilidade de se perder lá, eu temia que a infinidade de becos pudesse causar alguma confusão. Mas a lógica prevaleceu e logo nos reencontramos.

Apesar do pouquíssimo tempo em que estivemos em Assis, posso dizer que a cidade me encantou. São poucos lugares turísticos urbanos que conseguem realmente transmitir tranquilidade e serenidade como Assis consegue. Evidentemente não é um lugar para se ficar muito tempo, mas eu seguramente ficaria uns 3 dias lá, descansando e meditando. Me faria bem e aposto que ajudaria muita gente também.

Decidimos jantar num restaurante que ficava em frente à Basílica de São Francisco – foi excelente, todos gostaram muito de seus pratos.

Esse foi um rápido passeio, mas marcante. Todos os 6 ficaram encantados com a cidade e gostariam de voltar no futuro – quem sabe?





Entre Dante e Michelangelo

13 06 2011

Como vocês já sabem, o domingo não foi exatamente tranquilo pra mim. A Gra e eu passamos toda a manhã no hospital de Pádua, tentando resolver o meu… probleminha. Mas depois seguimos a nossa programação e à tarde fomos de carro até Florença – uma viagem de 240 km. Como eu estava ainda sequelado, o Elias fez questão de nos guiar até lá.

Fomos quase o tempo todo em autoestrada. Detalhe: passamos algo em torno de TRINTA túneis, uma estrada de dar gosto e uma vista fantástica, pra variar.

Logo que chegamos a Florença, deixamos a van no estacionamento. Porém, já era quase noite e não dava pra fazer muita coisa. Eu, com certeza não. Sem falar que começou a chover, então comemos alguma coisa na estação ferroviária Santa Maria Novella, muito próxima do nosso hotel e nem chegamos a ir pro centro da cidade.

Ficamos no Hotel Fiorita, um hotel boutique de 2 estrelas, há uma quadra da principal estação ferroviária da cidade e realmente em “walking distance” dos principais pontos turísticos de Florença. É um hotel que não tem cara de hotel, num prédio onde tem outros 2 hoteis (nunca tinha visto isso antes). Para chegar nele, é necessário pegar um daqueles elevadores mega antigos, que a gente precisa fechar uma grade pra ele poder se mover, com capacidade máxima de TRÊS pessoas! Mas os recepcionistas eram super simpáticos e atenciosos e os quartos eram lindos, espaçosos e confortáveis.

Apenas para registrar, sobre hoteis: com exceção do Ibis de Milão, todos os outros hoteis da nossa viagem foram encontrados através do site Trip Advisor, que é uma compilação de opiniões de usuários de hoteis em todo o mundo. Por a Itália ser um destino turístico dos mais importantes, a maioria dos hoteis consultados tinha sempre mais de 100 opiniões registradas, geralmente dando detalhes valiosos sobre as suas experiências. Com isso, foi possível encontrar essas “relíquias”, pagando pouco e tendo ótimas experiências. Não podemos nos queixar dos hoteis onde nos hospedamos e pagamos relativamente pouco (com o uso do Booking.com), entre 70 e 100 euros a diária, por casal. Claro que, para manter a “máquina girando”, fiz questão de dar minha opinião sobre todos os hoteis onde nos hospedamos, para ajudar os próximos hóspedes a ficarem mais tranquilos em suas decisões.

Infelizmente choveu toda a noite e também toda a manhã. Nós não poderíamos perder mais tempo, então resolvemos ir pra rua, mesmo que o céu estivesse chorando. Tomei um super café-da-manhã (uma fatia de pão torrado e água) e resolvi ir também pra luta. A primeira parada foi as Cappelle Medicee que, como o nome sugere, são capelas dos Medici, que foi a família predominante e mandatária de Florença, por vários séculos. Apesar de que era a família mais rica da cidade, isso não impedia a morte prematura de muitos de seus membros – vários dos que estão enterrados nas capelas viveram entre 35 e 40 anos, apenas. Infelizmente não eram permitidas fotos dentro das capelas, então não temos registros. Apenas é importante ressaltar que uma das capelas foi projetada por Michelangelo e contém várias obras de um dos principais artistas italianos de todos os tempos.

Depois fomos pra Basílica de San Lorenzo, construída no século XV, com projeto de Brunelleschi. Não entramos, pois não estava aberta para visitação ainda. Notamos que naquela rua seria montada uma feira, por isso, as mulheres já se ligaram e pediram para que voltássemos lá antes de sairmos de Florença. Obviamente atendemos.

Notem os guarda-chuvas… confesso que dificulta um pouco o turismo.

Em seguida, passamos pelo Duomo de Florença, dessa vez entramos nele. Apesar de não ter nada a ver com o de Milão, achei esse muito bonito externamente e um dos mais belos, internamente. Tem um ambiente iluminado, diferente da maioria das igrejas, que tende a ser mais lúgubre. Infelizmente não fomos no Batisttero, que estava ainda fechado naquele horário e chegamos a entrar na Campanile, mas desistimos de subir os quase 500 degraus para chegar até o topo.

Dali passamos pela Piazza della Signoria, onde estão o Palazzo Vecchio e a Galleria degli Uffizi. Originalmente nós havíamos reservado o domingo pela tarde para visitar esse, que é um dos museus mais famosos do mundo, mas o meu probleminha nos impediu de seguirmos esse plano. Porém, não me lembrava que segunda-feira é justamente o único dia em que o Uffizi FECHA. Isso nos fez mudar outro plano (que provavelmente seria alterado de todas as formas): decidimos ir no Uffizi na terça de manhã, deixando de ir para Siena. Acredito que foi uma ótima decisão…

Palazzo Vecchio, na Piazza della Signoria

Com isso, seguimos a caminhada – isso tudo se faz a pé, não há nenhuma vantagem em fazer este roteiro usando ônibus ou carros, provavelmente a pé se chega antes, considerando as ruelas estreitas do centro de Florença. No final do Uffizi estão as margens do rio Arno, cujas águas eram relativamente claras, considerando que estava chovendo há várias horas. Cruzamos o rio pela medieval Ponte Vecchio, que curiosamente é circundada por lojas de JOIAS! Imaginem a cena: “comprei um anel de brilhantes lá na PONTE” – não me parece razoável…

(apenas pra constar, Vecchio é a ponte lá atrás, não EU, ok?)

Cruzando a ponte e, graças a Deus, não comprando nada, paramos num café para fazer uma refeição. E, para mim, foi o ponto final para o passeio, pois meu corpo pedia ARREGO. Na verdade, não foi um ponto final naquele dia, foram apenas RETICÊNCIAS. Então, enquanto eu curtia uma caminha e eventuais idas ao banheiro, a galera continuou seu passeio. Vou falar no que eles fizeram, portanto.

Depois da Ponte Vecchio, eles voltaram a cruzar o rio Arno, dessa vez para ir até a igreja de Santa Croce, que dizem ter sido fundada pelo próprio São Francisco de Assis – e é a maior igreja franciscana do mundo. Nela estão enterradas algumas figuras famosas, como Galileu Galilei, Dante Aligheri e o sujeito aí de baixo:

Ok, eu sei que não dá pra ler direito. Mas se vocês aproximarem bem a foto, vão ver escrito na lápide MICHAELI ANGELO BONAROTIO, que seria a forma latina de Michelangelo Buonarotti.

Essa é a fachada da Santa Croce (ou Santa Cruz, como preferirem).

Nessa altura, já havia parado de chover. Então o pessoal retornou à Piazza Duomo, para curtir um pouco mais daquele lugar. Enquanto as nossas mães resolveram comprar um sorvete de QUINZE EUROS para cada uma (essa história rendeu muito durante toda a viagem), os outros três enlouqueceram e resolveram subir até o alto da cúpula do Duomo, que é ainda mais alta do que o Campanile. E subiram mesmo!

Eis a prova do crime.

Depois disso, resolveram voltar ao hotel, para ver se eu estava vivo (oh, coitadinho…). Na real, foram descansar um pouco. No final da tarde (no dia anterior, havia iniciado o horário de verão na Europa), resolvemos todos ir até a Piazzale Michelangelo, onde se pode ter uma vista excelente da cidade, por ser um lugar alto. Fomos de ônibus, pois dessa vez realmente NÃO DAVA pra ir a pé. Um lugar realmente muito bacana…

Só uma ressalva: esse não é o Davi original – aquele está na Galleria dell’Accademia.

Finalmente retornamos ao hotel para descansar, após tudo isso. Mas tínhamos cupons para um jantar de 3 pratos + sobremesa, que havíamos comprado no Groupon. Foi uma experiência super bacana, num restaurante em um bairro um pouco mais distante do centro, ou seja, não era um restaurante turístico. Nossos pais disseram que foi o melhor vinho que tomaram em toda a viagem (também estava incluso!).

No dia seguinte, ainda fomos pra Galleria degli Uffizi (não temos fotos) e, em seguida, pegamos o carro e nos mandamos para Assis. Essa fica para o próximo post, pois esse já está longo demais. Até mais!





Novidades

8 06 2011

Sim. Eu prometo finalizar meus posts sobre a viagem à Italia e bla-bla-bla, mas nos últimos dias estou com a minha cabeça em outra coisa…

É impressionante como isso altera nossos pensamentos. Não consigo pensar em outra coisa. Sei que logo me inspirarei e escreverei mais e melhor sobre isso, mas os meus sentimentos estão tão aflorados que, quem convive comigo, já está percebendo toda a emoção que estou sentindo agora.

A minha cunhada (e futura madrinha) lembrou de um texto que eu havia feito pouco antes do nascimento do João Pedro, postado exatamente no dia 14 de agosto de 2009 – há quase dois anos, portanto, e 25 dias antes da chegada do nosso afilhado. Admito que é um lindo texto, nem parece que fui eu que o escrevi , mas se aplicará também ao nosso caso. Se quiserem relembrar, aqui está: Vida (s).