Quem tem boca…

26 06 2011

… vai a Roma ou vaia Roma? Eu acho que o melhor é ir a Roma antes e, caso não fique satisfeito, até pode vaiar depois.

Quando eu ouvia falar de Roma, algumas palavras-chave costumavam vir à minha mente: império, história, decadência, beleza, trânsito caótico, Coliseu, Vaticano, entre outras. Por incrível que pareça, normalmente a realidade é bem diferente do que se imagina inicialmente, mas não foi o caso da nossa experiência na capital da Itália.

Roma é a capital da Itália e também sua maior cidade, com cerca de 2.500.000 habitantes. Fica na região de Lazio e está a cerca de 200 km de Assis, nosso destino anterior. A saída de Assis foi na parte da manhã (em torno das 9 horas) e foi complicada, pegamos um engarrafamento significativo próximo a Perugia. Fora isso, a viagem não teve sobressaltos.

Ao chegar aos arredores de Roma, nos demos conta de que a realidade ali seria muito diferente da que encontramos em Assis e em todos os outros lugares que havíamos visitado na Itália, em geral. Lixo espalhado e sub-habitações estavam presentes na periferia, embora não em número tão expressivo assim. Avenidas abarrotadas de automóveis já davam a entender que o trânsito não era nenhuma lasanha. Mas, prevendo dificuldades para nos locomovermos de carro, já havíamos definido que a Vivaro seria devolvida ao chegar na capital e, por 3 dias, nós ficaríamos a pé.

Nosso hotel, um 2 estrelas chamado Domus Praetoria, ficava a 3 quadras da principal estação de trens de Roma – a stazione Termini que, para nós, significava acesso fácil às duas linhas de metrô da cidade e também a muitas linhas de ônibus. É curioso que tenhamos escolhido hoteis próximos às estações ferroviárias, mesmo que somente em Pádua (para ir a Veneza) tenhamos realmente utilizado trem. Mas se justifica.

Assim que estávamos plenamente instalados no hotel, imediatamente saímos para a rua, afinal, tempo é dinheiro (ns). A primeira parada, usando o metrô, foi o Coliseu.

O Coliseu nada mais é que uma Arena Romana de Verona, só que maior e mais destruída. Obviamente estou exagerando aqui, mas não muito. A finalidade do “Colosseo” era a mesma, mas ele foi realmente projetado para ser a maior arena de todas – daí o seu nome. Hoje, toda a parte das arquibancadas está destruída e a maior parte do piso principal, pela ação de um terremoto e também pelos saques por parte de moradores da cidade que usavam os materiais do Coliseu (principalmente mármore) para suas casas e mansões. Essa é a raça humana.

O Coliseu está localizado junto ao monte Palatino, que é uma das 7 colinas sobre as quais a cidade de Roma foi fundada e era justamente onde ficava os palácios imperiais e também o Fórum Romano de Roma (parece redundante, mas não é). Assim, logo que saímos do Coliseu, imediatamente subimos até o alto do Palatino, onde há ruínas de palácios e jardins romanos. Acho que não foi uma boa ideia, pois ficamos DESTRUÍDOS ao chegar lá…

Estávamos começando a sentir os efeitos de tantos dias de “turismo intenso”, correndo pra lá e pra cá. Se, ao final de uma viagem de mais de duas semanas em um único país (ok, e 2 dias em Paris) ficamos com a sensação de que vimos muito pouco, quanto tempo necessitaríamos para ver mais e sem forçar-nos tanto? É uma dúvida que ainda me incomoda…

Ao nos darmos conta desta situação, passamos a tentar fazer tudo com mais calma, sem tanta correria assim. Descansamos um pouco enquanto estávamos no alto do Palatino para, em seguida, descermos em direção ao Foro Romano, ou melhor, as ruínas dele.

Realmente as energias estavam no fim. Fomos até o Campidoglio, caminhando pela Via dei Fori Imperiali, mas não dava mais pra nada.

Mentira. Ainda pegamos o metrô e fomos até a Piazza di Spagna, ficar alguns minutos sentados na Scalinata della Trinita dei Monti até sentirmos que era hora de voltarmos ao hotel e CAPOTAR de vez.

No dia seguinte, resolvemos fazer um tour por Roma, através de um ônibus “hop-on/hop-off”, sendo que não saímos dele antes de completar uma volta inteira – aproveitamos para girar pelos pontos considerados mais relevantes de Roma, pelo menos aqueles em que se pode percorrer de automóvel. No final das contas as vistas mais relevantes eram justamente a do Coliseu, que já tínhamos visitado e a do Vaticano, que aprofundaríamos no terceiro dia em Roma. Mas foi bem legal para ter uma ideia do todo.

Ao final do “giro”, resolvemos parar no monumento a Vittorio Emanuele II, uma belíssima obra arquitetônica junto à Piazza del Campidoglio, que oferece uma boa vista panorâmica da cidade.

Dali fomos de ônibus urbano (pra aumentar a sensação de MULTIMODALISMO) até a Piazza Navona, para almoçar e curtir a grande concentração DI PERSONE e as três fontes que ali jorram suas frias águas. Comemos em um desses bistrôs onde a gente senta na própria praça. A comida foi boa, não genial, mas valeu o que custou, na minha opinião.


Sacaram o momento Grenal neste dia?

Enquanto estávamos na Piazza Navona, notamos que uma quantidade enorme de pessoas apareciam comendo um troço escuro em cima de um pratinho. Parecia torta de chocolate, mas era escuro demais! Descobrimos depois que era uma trufa (tartufo, em italiano) e é uma espécie de sorvete super concentrado. Não lembro o nome da gelateria onde o compramos, mas não deixamos de provar – eu nem consegui terminar o meu, de tão forte que era (eu=fraco).

Como curiosidade, nesta praça, também está a Embaixada do Brasil. Não, não quisemos entrar em nosso território, para não aumentar demais a quantidade de países visitados nesta viagem…

Após nossa experiência gastronômica no centro de Roma, fomos a pé até o Panteão, que era um importante templo romano e que, pra variar, foi transformado em igreja católica (povinho invejoso esse). Impressionante construção, especialmente a cúpula com seu óculo aberto. Estava ATROLHADO de gente, como não deveria deixar de ser…

Novamente a pé, fomos até a Fontana di Trevi, fazer nossa fezinha… E diferentemente do que muitos poderiam pensar, o mito diz que devemos lançar DUAS moedas, para que o pedido seja realizado.


Não… o pedido NÃO foi relacionado ao tricolor…

Em seguida, passamos por duas igrejas barrocas, San Carlo alle Quattro Fontane, projetada por Borromini e Sant’Andrea al Quirinale, projetada por Bernini, considerados “rivais” em sua época. Achei a de Sant’Andrea mais bonita que a San Carlo, mas ambas são muito interessantes. As duas estão em uma das sete colinas, neste caso, o Monte Quirinale.

E isso não é tudo. Teve mais um dia em Roma, mas isso vou deixar pro próximo post. Até mais!

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