Tragédia

1 06 2009

Após fazer alguns exames no hospital de minha cidade, fui surpreendido com a notícia do desaparecimento do voo 447 da Air France, que partiu ontem à noite do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, com destino a Paris. Por enquanto, as informações são poucas e muito esparsas, mas há a certeza de que caso estivesse ainda voando, o combustível do avião já teria terminado há muito tempo.

Então, há a certeza também de que o avião já está no solo. Seja através de queda, o que reduziria a zero as chances de sobreviventes, ou através de pouso forçado na água. O último contato da aeronave com o Cindacta III foi às 22:33h (horário de Brasília), quando sobrevoava área próxima a Fernando de Noronha. Às 23:14h, a aeronave mandou mensagem automática de pane elétrica. Por isso, as buscas estão sendo intensificadas à nordeste do arquipélago brasileiro.

É provável que estejamos diantes de mais uma tragédia aérea, num avião contendo 228 passageiros, sendo maioria de brasileiros. Ficarei de olho em atualizações.

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Boa notícia da semana: Celso Roth deixará o tricolor

2 03 2009

Quem me conhece sabe que eu nunca fui um daqueles a engrossar o coro de “Fora Roth”, ouvido desde o dia que ele foi contratado, no começo do ano passado. Sempre pensei que não adiantava muito ficar atrapalhando o trabalho do treinador, especialmente sem ao menos ver do que ele é capaz.

Todos sabemos que, provavelmente por causa de sua atuação na casamata, o Grêmio fez uma campanha quase impecável no campeonato brasileiro, que é longo e difícil, com um grupo pouco qualificado em comparação a vários outros clubes brasileiros (Inter).

Agora, no início de 2009, ele teve a quase manutenção completa do grupo que terminou 2008, além da inclusão de jogadores qualificados. De fato, o Grêmio conseguiu mostrar qualidade e jogo mais refinado do que vinha demonstrando no ano passado.

Meu prezado (e MESTRE) irmão discordou de meu ULTRA SINGELO post, feito em HOMENAGEM ao empate contra a Universidad de Chile.

Não lhe tiro a razão.

O problema é o COMANDANTE.

ouvi um ZOOMBIDO de que tão querendo minha cabeça

"ouvi um ZOOMBIDO de que tão querendo minha cabeça"

Não é possível que, depois de ver o Grêmio jogar uma grande partida na estréia da Libertadores, num esquema com 2 atacantes, uma pessoa SÃ resolva mudar tudo em seguida, por conta de sua CAGALHICE. Ok, o adversário desta vez era mais qualificado do que “La U”. Mas tirar Jonas para colocar Diogo, praticamente alterando o posicionamento de todo o meio-campo em relação ao jogo contra o time chileno foi de uma ESTUPIDEZ imensa.

Resultado: time perdido em campo, não acertando dois passes em sequência. Somando-se isso ao um Internacional marcando com AFINCO, o Grêmio não viu a cor da bola no primeiro tempo, que foi muito truncado no meio-campo em ambos lados, praticamente inexistindo chances de gol, até pouco antes do intervalo, quando o Inter arrematou 3 bolas perigosas, exigindo defesas sensacionais de Victor.

No início do segundo tempo, a imbecilidade coletiva: linha de impedimento estúpida mal executada e 3 jogadores colorados absolutamente livres dentro da área em cobrança de falta – Indio foi o felizardo que anotou o primeiro tento colorado.

Daí, vejam só, o nosso LÍDER se deu conta de que não poderia manter o malfadado esquema de jogo. Retirou, de uma só vez, um zagueiro (Léo) para a entrada de um atacante (Jonas) e sacou um volante (Diogo) para colocar um lateral-esquerdo (Fábio Santos), sendo que Jadílson ficaria improvisado no meio-campo. Ou seja, saiu do 3-6-1 para um 4-4-2. O time rapidamente começou a mostrar futebol e dominar a bola, conseguindo articular jogadas e chegar na defesa colorada. Jonas recebeu de costas pro gol e, mesmo marcado fortemente, conseguiu fazer jogada de pivô, entregando bola açucarada para Alex Mineiro, que chutou colocado no ângulo.

Não satisfeito, ROTHWEILER resolveu aprontar de novo, retirando Jadílson para o ingresso de um zagueiro – Héverton. O time voltou a desarrumar-se, permitindo o novo crescimento do Inter no jogo e o inevitável gol de desempate, marcado por Magrão após falta cobrada pelo lado direito do ataque colorado.

Nova derrota em Grenal, novo 2×1. Mas, desta vez, a culpa foi principalmente de CELSO ROTH, que inventou um esquema sabidamente fracassado, escalou mal o time e conseguiu a façanha de corrigir o problema para depois DESCORRIGIR. E, para piorar, praticamente jogou a responsabilidade para os jogadores, ao critica-los após o jogo.

É claro que JUAREZ sairá do Grêmio. Resta torcer para que isso aconteça logo, antes que o ano seja desperdiçado novamente.





Acabou? Acho que sim

3 11 2008

Ontem estive no Olímpico, pra ajudar o Grêmio a vencer o Figueirense a se manter líder, já que a derrota colorada para o São Paulo era a única certeza desta vida, além da MORTE. Fracassei miseravelmente.

Tomei o rumo de Porto Alegre às 16:10, mais ou menos quando o GP Brasil de Formula Um estava na metade, com Felipe Massa em primeiro e Lewis Hamilton em quarto, resultado que daria ao britânico o título mundial. Havia chovido durante a manhã na serra, mas o tempo estava apenas encoberto, naquele momento. Havia risco de chuva para durante a partida, portanto, levei uma capa de chuva de meu sogro, para o estádio.

Enquanto fazia o trajeto de 110 km, passei por vários momentos de chuva fina e forte, aparentemente eram nuvens que ora pousavam sobre Bom Princípio, São Sebastião do Caí, Portão, São Leopoldo. Fiquei meio duvidoso, pois odiaria assistir a outro jogo em chuva forte, como aconteceu na partida contra o São Paulo, a primeira do segundo turno.

Durante a viagem, o GP do Brasil foi chegando ao fim. E, surpreendentemente, uma chuva resolveu cair em São Paulo, forçando a troca de pneus a 6 voltas do final. Neste movimento todo, um MALUCO, chamado Timo Glock, optou por NÃO trocar os pneus, permanecendo com os de tempo seco. A chuva, àquela altura, era fina e não molhava excessivamente a pista de Interlagos. Com a inusitada manobra do alemão, ele conseguiu ficar entre Massa e Hamilton, colocando o britânico na quinta colocação, que ainda lhe daria o título.

Porém, OUTRO ALEMÃO MALUCO, Sebastian Vettel, resolveu AGITAR e meter pressão no inglês, achando que seu TORO ROSSO seria suficientemente robusto para atacar o McLaren de Hamilton. E foi. Lewis Hamilton aparentemente não aguentou o tranco e, com as insistentes investidas de Vettel, acabou errando e perdendo sua posição para o alemão, faltando 3 voltas para o final da corrida.

Hamilton certamente gritou “NOOOOOO, NOT AGAIN!”, referindo-se à BAMBIADA que deu no mesmo circuito de Interlagos, no ano anterior, quando perdeu a vantagem que tinha em relação ao segundo colocado por causa de erros durante a corrida. Quando Felipe Massa cruzou a linha de chegada, Hamilton continuava na sexta posição. Papai, mamãe e esposa Massa comemoravam muito. Só que a chuva aumentou e GLOCK não conseguiu mais controlar seu carro. Na CURVA DOS BOXES, Hamilton ultrapassou o alemão e terminou em quinto, consequentemente, campeão.

buaaaaaaaaaaa

"buaaaaaaaaaaa"

Moral da história: Hamilton saiu campeão, mas mostrou ao mundo que “aperta que ele entrega”. Não existe melhor comparação do que a situação atual do Grêmio. A única diferença é que, quase com certeza, o Grêmio não sairá campeão.

quem vê, pensa que jogou muito

quem vê, pensa que jogou muito

Um time que apresenta TADEU e RAMÓN como virtuosos espécimes do elenco, não pode ser taxado de perigoso. Ainda que a equipe catarinense tenha um gosto especialíssimo em ATOLAR equipes gaúchas, especialmente o Grêmio, parecia que o “leão” tinha virado um gatinho, depois dos 7×1 do primeiro turno, em Florianópolis. Engano.

Aos 7 minutos, Felipe “péssimo defensor” Mattioni entregou a rapadura para Ramón, que ajeitou para Marquinhos desferir um potente chute, à direita de Victor. Novamente, o Grêmio saiu perdendo no começo do jogo. A partir daí, o Figueira retrancou totalmente, fazendo muitas faltas e atrasando o jogo o mais que podia. O goleiro Wilson parecia que ia dormir com a bola, de tanto que demorava para repô-la em jogo.

Com a lesão de Léo, poucos minutos depois de tomar o gol, o Grêmio foi forçado a lançar mão de uma substituição logo no começo do jogo. Entrou Paulo Sérgio em seu lugar e voltou a assumir a lateral-esquerda, como já tinha acontecido contra o Cruzeiro. O que parecia que seria um desastre, não aconteceu, bem pelo contrário. A entrada de Paulo Sérgio deu ânimo e permitiu jogadas pelo lado esquerdo, o que não vinha acontecendo antes. Depois de um começo com muitos erros de passes primários, PS passou a fazer boa movimentação naquele flanco e, surpreendentemente, centrou bolas com muita qualidade de pé esquerdo, que não é o seu forte. Numa delas, encontrou Makelele livre, que cabeceou para o chão e a bola passou por cima da trave.

Aos 43 minutos, o árbitro Jailson Macedo Freitas, da Bahia, que já era conhecido dos gaúchos por ter apitado o confronto entre Inter x Palmeiras, errando mais do que demais, mostrou que curte uma confusão, assinalando que o goleiro Wilson ficou mais do que os 6 segundos permitidos para a reposição de bola e, portanto, apitando tiro livre indireto dentro da área. O goleiro já vinha atrasando o jogo mas é questionável que ele realmente tenha ficado todo este tempo com a bola. No entanto, ao ser questionado por repórteres no intervalo, o goleiro do Figueirense admitiu que errou.

A cobrança foi na barreira (os 10 jogadores do Figueirense estavam lá!), mas Paulo Sérgio pegou a sobra e botou na área. Reinaldo dominou e mandou pras malhas.

No segundo tempo, esperava eu uma pressão tricolor. Não aconteceu, de novo. O time errava ÀS PAMPAS e não conseguia dominar a fraca equipe catarinense. Algumas jogadas se sobressaíram, como um lance que Felipe Mattioni driblou uns DEZESSETE jogadores e não conseguiu concluir e uma arrancada VELOCÍSSIMA de Paulo Sérgio com passe PRIMOROSO para Reinaldo, que demorou 80 DIAS para chutar e acabou não conseguindo concluir.

Logo em seguida, outras duas substituições: Douglas Costa entrou no lugar de Makelele e Marcel, no lugar de Reinaldo. Na minha opinião, foram entradas corretas e saídas erradas. Penso que Douglas deveria ter entrado no lugar de Amaral, que é mais defensivo. Makelele marca bem e tem velocidade, sendo um elemento surpresa. Na sequencia, Amaral ainda entregou uma bola para Tadeu, que só não fez porque não quis. Reinaldo não estava jogando bem, mas Perea estava muito pior. Marcel deveria ter substituído ao colombiano.

Douglas pouco fez e Marcel pouco conseguiu aproveitar. Os maiores cânceres do Grêmio estavam na armação das jogadas: Tcheco e Souza fizeram apresentações TENEBROSAS. Souza foi ainda pior, parecia que estava pregado no chão. Além de errar praticamente todos os passes e lançamentos. Tcheco também errou muitos passes.

Passes 101

Passes 101: reprovei

No final das contas, o Figueirense voltou a perder gol feito, em conclusão de Diogo, defendida milagrosamente por Victor. A última chance do Grêmio foi com Perea, que recebeu de Douglas e mandou um tijolo pra fora.

Além do resultado terrível por si só, que tirou o Grêmio da liderança depois de 19 rodadas (coincidentemente o Grêmio entrou na liderança no jogo contra o Figueirense, em Florianópolis), fazendo-o cair para a terceira colocação, este foi um dos jogos em casa, tidos como imprescindíveis. Para tornar tudo muito pior, no jogo contra o Figueirense 3 jogadores pendurados foram amarelados, sendo dois deles, zagueiros: Thiego e Réver. O outro jogador que foi suspenso foi Felipe Mattioni. Porém, este tomou dois cartões amarelos no jogo e foi expulso. Além deles, Makelele e Paulo Sérgio não poderão atuar contra o Palmeiras, em São Paulo, por serem atletas do time paulista – o famoso acordo de cavalheiros. Em virtude disso, a quantidade de desfalques para o enfrentamento crucial é absurda: os dois laterais-direitos estarão fora e, dos zagueiros, caso a lesão de Léo se confirme como algo grave, 4 estarão fora.

O Grêmio provavelmente entrará em campo absurdamente descaracterizado, num 4-4-2 forçado, com Jean e algum zagueiro vindo da base. Ou Amaral nesta função, já que Magrão e Carioca retornam ao time. Do meio para a frente será titular, mas a defesa será toda reserva.

A real é que a retomada da liderança e o título do Grêmio, ainda que possíveis, são improváveis, diante do atual cenário. O Grêmio faz um péssimo segundo turno e a má apresentação de ontem não é exceção. Já o São Paulo está impecável neste returno e não terá nenhum adversário direto nos 5 últimos jogos que lhe restam. A única possibilidade residiria em uma mudança radical de modus operandi que é algo romântico, mas quase inexistente na vida real.

Além de ter deixado o título escapar, existe uma verdadeira possibilidade do Grêmio ficar fora inclusive da Libertadores, já que as vagas são 4 e são 5 as equipes que estão muito próximas umas das outras. Portanto, dos 5 pleiteantes, alguém chupará o dedo.

Como já me DELONGUEI, pouco falarei sobre os demais resultados da rodada. Apenas o óbvio: como o Grêmio não se ajudou, os resultados paralelos são pouco relevantes. Não esperava um empate do Flamengo com a Portuguesa que, depois de morta, resolveu PUXAR O PÉ dos vivos. Espero que a Lusa continue com a mesma fome, quando jogar com o SPFW, na próxima rodada. Também não esperava a vitória do Palmeiras sobre o Santos, na Vila Belmiro. Quem viu o jogo, disse que o Santos perdeu 850.243 gols. Sorte verde.

Já a vitória do SPFW sobre o Internacional era muito esperada. Talvez uma das poucas certezas da rodada. A goleada era uma possibilidade, que se confirmou. Tomara que o colorado continue neste ritmo e tome uma TUNDA do Boca. Mas é mais provável que o Inter se classifique para as semifinais da Sula e continue fazendo a festa de seus adversários no campeonato brasileiro.

A vitória do Goiás sobre o Cruzeiro não me surpreendeu. Mas não imaginava uma goleada.

Segue tabela de resultados dos jogos desta trigésima-terceira rodada:

E, DOLOROSAMENTE, a classificação atualizada:

Fotos Grêmio: gremio.net; Foto F1: Terra; Classificação: Globoesporte.com