Estou meio cansado

3 07 2009

Como eu já tinha exprimido aqui, estava com grande expectativa em relação ao jogo de ontem. A lógica é que daria Cruzeiro, pelo fato de ter vencido por dois gols de diferença na partida de ida. Porém, o gol de Souza naquele jogo deu um certo alento à torcida tricolor.

Chegamos no estádio 1 hora e 10 minutos antes do jogo. Como a Av. Dr. Carlos Barbosa estava bloqueada para permitir a entrada da torcida do Cruzeiro, não foi possível estacionar na R. Florianópolis, como geralmente fazemos. O que nos dificultou um pouco o processo, mas não muito. Conseguimos ficar logo à esquerda do portão 1 e, no momento que entramos, ainda havia bastante espaço nas sociais e na geral. Nas cadeiras havia MUITO espaço. Apesar de toda a mobilização, não seria algo comparado à final contra o Boca, mesmo assim, foi um grande público.

Como nós entramos pela Carlos Barbosa e contornamos o estádio sem passar pela José de Alencar, não passamos na frente do portão 16, onde houve a confusão com a Brigada Militar. Pelo lado que entramos, estava tudo muito tranquilo, graças a Deus.

Ainda que tardiamente, posso dizer uma coisa: ontem, a torcida estava “PADRÃO 2006/2007”. Muito apoio, muito ruído e pressão sobre os jogadores e a arbitragem. O estádio inteiro cantava, não só a Geral. Até o gol do Cruzeiro.

passos de ballet

passos de ballet

Farei uma síntese bem curta do jogo de ontem. Pressão louca do Grêmio, mas com pouca qualidade. Árbitro horrível, marcava 500 faltinhas bobas e permitia lentidão do Cruzeiro em repor a bola em jogo (como já tinha feito na final da Liber em 2007). Pra piorar, sonegou um pênalti RIDÍCULO DE CLARO ao Grêmio, que poderia ter mudado SIGNIFICATIVAMENTE a história do jogo.

Cruzeiro fez dois gols em dois arremates. O segundo, babaquice da defesa tricolor. Resto do primeiro tempo totalmente CHOCHO.

Segundo tempo, volta a pressão desordenada, agora justificada pelo desespero absoluto. Grêmio marca seu gol no chuveirinho, única tática possível dada a deficiência técnica do time. 10 jogadores no ataque, Cruzeiro acerta um contra-ataque e Adilson passa a foice. Expulso e aplaudido. Passa muito tempo, Grêmio não consegue concluir com qualidade. Souza acerta lindo chute de fora da área, empate e recuperação da invencibilidade no Olímpico (como se isso fosse importante). Menos pressão, Cruzeiro toca a bola e faz o tempo passar, sabendo que já está classificado.

Pra mim, o jogo acabou quando o Cruzeiro marcou o primeiro. A partir daí, o resto foi BONUS TRACK.

A comparação com o jogo de quarta é inevitável. Os dois grandes clubes gaúchos estavam decidindo jogos importantes em Porto Alegre, na mesma semana. Ambos haviam perdido por larga margem nos jogos de ida. Ambos fracassaram miseravelmente. Porém, o Grêmio tinha mais a perder do que o Inter. Ambos times colocaram todos os ovos nas copas que estavam disputando, mas o Inter, talvez por qualidade do grupo, por sorte ou uma mistura dos dois fatores, conseguiu mesmo assim a liderança do campeonato brasileiro. Já o Grêmio, jogou vários jogos com time titular e está apenas na 14ª posição. O Inter perdeu a Copa do Brasil mas dificilmente perderá a vaga para a Libertadores do ano que vem, pois já está muito bem encaminhado e agora jogará com força máxima o restante do campeonato.

E o Grêmio? Acho praticamente impossível lutar pelo título estando 8 pontos atrás dos líderes. Vaga para a Libertadores é bastante possível, mas não com este time. Com este time, não dá pra sonhar com nada, não adianta nos iludirmos.

Me permito fazer um ESPÓLIO do Grêmio, pós eliminação da Libertadores:

* direção: André Krieger já anunciou que sairá da direção de futebol do Grêmio. Deveria ter feito isso antes, mas acho muito positivo. O substituto precisaria ter experiência no setor. Nesta hora, cores partidárias não deveriam ser importantes. O presidente será um “peso morto” até o final de seu mandato. Jamais deveria ter sido eleito. Não votei, não posso reclamar, no entanto.
(Espero que a ideia das urnas no interior para as próximas eleições vingue. Mas como as cláusulas de barreira não foram modificadas, talvez nem haja eleição para votar…

* defesa: os zagueiros titulares são bons, mas a defesa como um todo não tem jogado bem a temporada inteira. Até o Réver, que era a referência do setor, tem falhado nos últimos jogos. E, pior ainda, ele provavelmente não ficará no time, será vendido.
A direção do Grêmio conseguiu a FAÇANHA de dispensar um lateral-direito (ainda que ruim) sem que houvesse um substituto. Assim, o time jogou com um zagueiro improvisado no setor, o que se revelou insuficiente e incorreto. Não culpo o Thiego por suas péssimas atuações, pois essa não é a sua área. O lateral-esquerdo titular, Fábio Santos, é a mesma coisa que não ter ninguém no setor. De longe, as alas são o principal problema do Grêmio. O clube deveria contratar um titular pro setor, colocar Fábio Santos no banco e dispensar Jadilson, que é muito ruim. Bom mesmo seria contratar dois jogadores de qualidade pra ala esquerda, mas isso seria pedir demais, ainda mais no Brasil. Joilson será o lateral-direito titular, portanto, é importante contratar um bom jogador reserva pro setor. Um bom zagueiro deveria ser contatado, caso Réver seja mesmo negociado.

* meio-campo: tenho certeza absoluta de que o ciclo de Tcheco já se encerrou no Grêmio. Na verdade, ainda no ano passado. O jogador não é referência técnica, além de se esconder em momentos decisivos. Um jogador de GRANDE qualidade, para esta função, tem que ser a prioridade máxima. Uma “sombra” para Souza (que não jogou nada de novo, ontem) também seria bom. Daria novas oportunidades para Douglas Costa no time principal, o Grêmio não tem muito a perder neste momento. Mas não que eu acredite muito nisso. Com o retorno de Willian Magrão, acho que a “volância” ficará OK.

* ataque: o Grêmio contratou muitos jogadores para esta área. Alex Mineiro será dispensado e o Grêmio nada perde com isso. Se algum clube TROUXA da Europa se interessar em levar Maxi López, seria bom, pois o ALEMÃO é raçudo, mas não faz gols e custa caro demais. Seria preferível investir em algum atacante habilidoso e de qualidade COMPROVADA (Jimo). Acho que o Grêmio perdeu tempo demais buscando a tal da REFERÊNCIA NA ÁREA. Vários times jogam bem com dois atacantes velozes, com tendência a jogar mais pelos flancos. Composições de Herrera e Jonas ou Herrera e Perea não devem ser descartadas. Entendo que Herrera é a única certeza no ataque gremista, neste momento.

Se alguém tiver outras ideias, podem opinar.

Mas, como disse no título, estou cansado disso tudo. Acho que a torcida tricolor está perdendo o entusiasmo, e isso é grave. São vários anos no ostracismo, vivendo à sombra do sucesso vermelho. É preciso reagir logo.

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Por pouco

30 08 2008

A ACBF foi pro jogo contra a Ulbra, ontem em Porto Alegre, com outra postura em comparação ao primeiro jogo da semifinal, realizado na terça-feira, 26/8. Como nenhum outro resultado que não fosse a vitória poderia importar, o time laranja partiu para o ataque desde o primeiro minuto de jogo.

Porém, a Ulbra marcou seu gol rapidamente, através do pivô Índio, artilheiro da equipe, que recebeu desmarcado na direita e desviou do goleiro Danilo. O gol serviu como uma ducha fria para a equipe serrana, que continuou insistindo, sempre esbarrando na bem postada defesa canoense.

Ainda no primeiro tempo, a ACBF conseguiu virar o marcador, primeiro com gol de calcanhar de Rodrigo, depois de belo cruzamento de Daniel – o gol foi sem querer, mas valeu. Depois da Ulbra perder uma bola fácil no ataque, Goda conseguiu partir em contra-ataque rápido, marcando o gol da virada do time barbosense.

No início do segundo tempo, Daniel, jogador que foi decisivo, pro bem e pro mal, perdeu excelente oportunidade, depois de driblar Lavoisier e ser cortado pelo defensor, que chegou na hora certa. A partir daí, a Ulbra buscou o empate, mas a defesa laranja estava muito bem, roubando muitas bolas. Daniel era o destaque, desarmando e armando rápidos e perigosos contra-ataques.

No entanto, faltando 6 minutos pro final do jogo, Daniel (justo ele) tentou atravessar uma bola no campo defensivo, da esquerda para a direita, mas errou o chute e entregou-a a Índio. Erro mortal.

Não houve muito mais tempo, embora a ACBF tentou marcar até o último segundo. Agora a Ulbra jogará a final contra a Malwee, que despachou o AFF, de Farroupilha, por 6×3 na cidade serrana.

Já o foco da ACBF voltará para o campeonato gaúcho, onde lidera com 25 pontos em 9 jogos disputados, aproveitamento sensacional. Mesmo assim, não se trata de um torneio fácil, já que várias das melhores equipes de futebol de salão do Brasil o disputam. Afinal, 3 dos 4 semifinalistas da Liga Nacional eram gaúchos.