Sobre sábado

7 09 2009

Vou aproveitar uns minutinhos deste feriado, enquanto descanso minha cabeça dos estudos para o teste da ANPAD, para fazer meus comentários sobre o jogo do Grêmio contra o Vitória, sábado. Foi provavelmente uma das piores atuações do time em termos ofensivos e de criação de jogadas, no Olímpico. Mas, sem dúvida, foi a pior de todas as partidas do sistema defensivo. Irreconhecível. Vazou completamente e o Grêmio teve muito mais sorte do que juízo de não ter saído com uma goleada no lombo. Além da mãozinha do árbitro, que expulsou Magal injustamente.

Para a imprensa e para grande parte da torcida, este jogo será marcado pelo “erro” da substituição de Tcheco por Douglas Costa para o início da partida. Coloco entre aspas, pois eu não creio que tenha sido equivocada. Aliás, o mau desempenho da armação tricolor não foi melhorado depois que o “eterno 10” entrou no time, no segundo tempo. No máximo, melhorou um pouco a qualidade dos cruzamentos e das cobranças de escanteio.

Nota mental: PROIBIR Souza de cobrar escanteios.

Pra mim, o grande erro foi ter lançado mão de Fábio Rochemback de cara, na mesma semana em que ele foi apresentado. O Grêmio não tinha grandes problemas na volância, apesar da instabilidade de Túlio e Adilson. Mesmo que Autuori tenha pensado em Rochemback como um armador mais recuado, a falta de entrosamento da nova contratação compensou negativamente qualquer vantagem tática imaginada. Pior ainda foi o treinador não ter sacado-no do time no intervalo ou no segundo tempo, quando despencou fisicamente.

Douglas tem demonstrado alguma qualidade, mas sempre cai na falta de eficiência ou mesmo no excesso de firulas, mesmo mal acometido por Souza. Jogassem os dois de forma mais simples, provavelmente teriam muito mais sucesso. Curioso ninguém falar isso pra eles, ou melhor, demonstrar.

Além da péssima atuação do Rochemback, outro que muito me preocupa é Lúcio, que retornou ao Grêmio depois de rápida porém fulminante passagem no primeiro semestre de 2007. Sabemos que ele ficou muito tempo parado por causa de uma lesão grave que sofreu enquanto estava na Alemanha. Inclusive este é o motivo de ele não ter sido aproveitado pelo Hertha Berlin nesta temporada europeia. Lúcio foi um dos jogadores que ESTRAGARAM a atuação do Grêmio contra o Botafogo, no último domingo (desculpem por não ter postado sobre o jogo). Agora, contra o Vitória, ele repetiu tudo o que havia feito de ruim no Rio de Janeiro. O lado esquerdo, com ele, está ficando muito vulnerável e, para complicar mais, seus apoios estão terríveis. Ele está errando uma quantidade CATASTRÓFICA de passes. Creio que seria prudente retornar Bruno Collaço para a lateral e ir introduzindo Lúcio no time de forma mais gradativa, para pegar ritmo de jogo. O mesmo vale para Rochemback.

O salvador. De novo. (foto: Gazeta Press)

O salvador. De novo. (foto: Gazeta Press)

O gol do Vitória nasceu de um erro ridículo do cada vez mais inseguro Adilson. Cabeceou inexplicavelmente para trás uma bola fácil, dando um passe primoroso pro Neto Berola, que não desperdiçou. Mas é importante dizer que o Vitória já merecia o gol, pela qualidade e velocidade de seu contra-ataque. O Grêmio perdia bolas fáceis no meio-campo, deixando tudo mais tranquilo pro time do Vagner Mancini (que parece ter a manha de jogar contra o Grêmio – este ano enfrentou duas vezes no Olímpico e empatou as duas).

Tulio na lateral-direita foi inexplicável. Autuori queria muito vê-lo lá, e espero que tenha se convencido de que não serve. Deixa o cara no meio-campo e para de inventar, pô!

Apavorou muito a incapacidade tricolor de pressionar o adversário. Impressionantemente, o Vitória conseguia encaixar um contra-ataque atrás do outro sem que o Grêmio conseguisse, pelo menos, agredir minimamente. E, ainda mais preocupante, depois da incorreta expulsão de Magal, pois o time continuava sem ter o menor poder ofensivo. E tomando contra-ataques em sequência. Só no início do segundo tempo, o Vitória teve umas duas chances CLARÍSSIMAS de gol, sem contar as do primeiro tempo.

O gol de empate só saiu por pura insistência, em bom, porém, despretensioso cruzamento de Tcheco, que contou com a perfeita conclusão de primeira de Jonas. Lindo gol, que lhe rendeu a liderança na artilharia do campeonato com 11 gols, ao lado de vários outros.

Não identifiquei se a torcida vaiou o time ao final do jogo. Espero que sim, pois mereciam muito.

Finalmente acabou com esse papo idiota de que o Grêmio ainda visava o título. Baita conversa pra boi dormir. Neste momento, o Grêmio está “apenas” a 6 pontos do quarto colocado, o que significa que até as possibilidades de Libertadores estão bastante remotas no momento. Sem a tão esperada SACUDIDA no vestiário, vamos ter de nos contentar com SULA MIRANDA no ano que vem.

P.S.: linda atuação da seleção brasileira em Rosário. Destruiu com a Argentina. O terceiro gol canarinho foi de assistir CHORANDO de emoção. Tenho que dar o braço a torcer, mas Dunga realmente deu uma cara de time para a “seleNIKE”, apesar da inexplicável manutenção de Robinho.

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Empate com gosto de empada

7 08 2009

Título = NENHUM SENTIDO

Mas falando sobre o jogo, muitos estão dizendo que o Grêmio merecia ter vencido o jogo de ontem, contra o líder do campeonato, fora de casa. Pensando no que foi GERADO de jogadas na maior parte do jogo, a afirmativa é até verdadeira. Mas não de todo.

De um modo geral, o jogo começou com AMPLA vantagem palmeirense. O alviverde marcava VIVIDAMENTE a saída de bola, impedindo o Grêmio de jogar (está provado que, quando recebe uma marcação de pressão, o Grêmio tende a errar TODOS os passes) e chegando com muita rapidez no ataque, graças a Cleiton Xavier e Diego Souza. Adilson demonstrava grande insegurança e Fábio Santos… era Fábio Santos. Douglas Costa não teve o jogo fácil que se poderia imaginar e pouco acrescentou. Maxi Lopez geralmente cometia faltas na tentativa de vencer seus marcadores. Tcheco perdia bolas e Souza nem chegava a tê-las.

O que mais chamava a atenção – negativamente – era a facilidade com que o Palmeiras ganhava no jogo aéreo, na área gremista. Antes do gol, o Palmeiras teve pelo menos uns CINCO cruzamentos nos quais os atacantes, principalmente Obina, ganhavam da defesa tricolor. Vários lances com verdadeiro perigo. Sinceramente, o gol do Palmeiras até demorou a acontecer.

Fábio Santos teve que ser substituído aos 22 minutos, sentindo dores no pé. Entrou Jadilson em seu lugar que começou muito mal, mas depois melhoraria e se tornaria um destaque do jogo. Mais tarde soube-se que Fábio Santos foi diagnosticado com FRATURA no pé. Não se sabe por quanto tempo ficará afastado do time.

Aos 28 minutos, numa de tantas bolas alçadas na área tricolor, sempre com perigo, Wendell encontrou um LIVRÍSSIMO Cleiton Xavier, que simplesmente CUMPRIMENTOU Victor.

obrigado, ZAGA GREMISTA (Djalma Vassão/Gazeta Press)

"obrigado, ZAGA GREMISTA" (Djalma Vassão/Gazeta Press)

Geralmente, quando um time marca um gol enquanto está jogando melhor, ele costuma consolidar a vantagem. Raramente o time adversário consegue inverter rapidamente o status quo e passa a dominar o jogo. Felizmente, foi isso que aconteceu. Ao sofrer o gol, foi como se o Grêmio tivesse levado um CHOQUE pelo RETO e resolveu agir. Não sabia Muricy que, ao marcar o gol, sua equipe estava se DESPEDINDO do jogo.

Apenas três minutos foram necessários para que o Grêmio conseguisse o empate. Logo antes da jogada que originou o gol, o Grêmio tinha a bola no meio-campo e havia DUAS AVENIDAS absolutamente vazias no lado direito e ninguém para ocupar aquela área. A ausência do lateral custa caro ao tricolor. E Thiego é a PIOR SOLUÇÃO possível.

Mas foi este jogador que sofreu falta de Ortigoza no meio-campo, aos 31 minutos. Túlio cobrou rapidamente (e inteligentemente) para Souza, que abria livre pela direita. O meia gremista teve tempo de pensar e cruzar rasteiro para Maxi López, que chutou de primeira. A bola ainda desviou no zagueiro e tirou Marcos completamente do lance.

aiaiaiai (Raphael Falavigna/Terra)

"aiaiaiai" (Raphael Falavigna/Terra)

A partir daí, praticamente o jogo inteiro foi gremista. Ainda no primeiro tempo, Jadilson fez ótima jogada pela esquerda e cruzou rasteiro para Maxi López, que bateu forte, à queima-roupa. Marcos defendeu por puro reflexo.

O segundo tempo foi marcado por um domínio quase completo por parte do Grêmio, fruto especialmente da entrada de Rafael Marques, que deu segurança à defesa, área mais comprometida no primeiro tempo. Mesmo assim, o gol não acontecia. Douglas Costa foi substituido aos 33 minutos do segundo tempo, pois não estava participando muito do jogo mas Jonas não fez mais que ele.

(Agência Lance)

(Agência Lance)

Apenas alguns minutos depois da terceira substituição, Réver foi CABECEADO por Diego Souza e caiu estatelado no chão. Saiu de campo desacordado, fez tomografia em um hospital próximo do estádio e nada de errado foi detectado. A partir daí, o Grêmio jogou com um a menos e sofreu a tradicional pressão do time da casa que não está vencendo. Mesmo assim, tudo foi controlado e o Grêmio saiu do Palestra Itália com um importante ponto.

Importante, mesmo, será manter o ímpeto e vencer o Barueri no próximo domingo. Se isso acontecer, será mais fácil chegar aos 31 pontos no final do primeiro turno o que provavelmente não lhe dará nem o G4, mas com certeza valerá a afirmação da equipe em um momento crucial do campeonato.





Estou meio cansado

3 07 2009

Como eu já tinha exprimido aqui, estava com grande expectativa em relação ao jogo de ontem. A lógica é que daria Cruzeiro, pelo fato de ter vencido por dois gols de diferença na partida de ida. Porém, o gol de Souza naquele jogo deu um certo alento à torcida tricolor.

Chegamos no estádio 1 hora e 10 minutos antes do jogo. Como a Av. Dr. Carlos Barbosa estava bloqueada para permitir a entrada da torcida do Cruzeiro, não foi possível estacionar na R. Florianópolis, como geralmente fazemos. O que nos dificultou um pouco o processo, mas não muito. Conseguimos ficar logo à esquerda do portão 1 e, no momento que entramos, ainda havia bastante espaço nas sociais e na geral. Nas cadeiras havia MUITO espaço. Apesar de toda a mobilização, não seria algo comparado à final contra o Boca, mesmo assim, foi um grande público.

Como nós entramos pela Carlos Barbosa e contornamos o estádio sem passar pela José de Alencar, não passamos na frente do portão 16, onde houve a confusão com a Brigada Militar. Pelo lado que entramos, estava tudo muito tranquilo, graças a Deus.

Ainda que tardiamente, posso dizer uma coisa: ontem, a torcida estava “PADRÃO 2006/2007”. Muito apoio, muito ruído e pressão sobre os jogadores e a arbitragem. O estádio inteiro cantava, não só a Geral. Até o gol do Cruzeiro.

passos de ballet

passos de ballet

Farei uma síntese bem curta do jogo de ontem. Pressão louca do Grêmio, mas com pouca qualidade. Árbitro horrível, marcava 500 faltinhas bobas e permitia lentidão do Cruzeiro em repor a bola em jogo (como já tinha feito na final da Liber em 2007). Pra piorar, sonegou um pênalti RIDÍCULO DE CLARO ao Grêmio, que poderia ter mudado SIGNIFICATIVAMENTE a história do jogo.

Cruzeiro fez dois gols em dois arremates. O segundo, babaquice da defesa tricolor. Resto do primeiro tempo totalmente CHOCHO.

Segundo tempo, volta a pressão desordenada, agora justificada pelo desespero absoluto. Grêmio marca seu gol no chuveirinho, única tática possível dada a deficiência técnica do time. 10 jogadores no ataque, Cruzeiro acerta um contra-ataque e Adilson passa a foice. Expulso e aplaudido. Passa muito tempo, Grêmio não consegue concluir com qualidade. Souza acerta lindo chute de fora da área, empate e recuperação da invencibilidade no Olímpico (como se isso fosse importante). Menos pressão, Cruzeiro toca a bola e faz o tempo passar, sabendo que já está classificado.

Pra mim, o jogo acabou quando o Cruzeiro marcou o primeiro. A partir daí, o resto foi BONUS TRACK.

A comparação com o jogo de quarta é inevitável. Os dois grandes clubes gaúchos estavam decidindo jogos importantes em Porto Alegre, na mesma semana. Ambos haviam perdido por larga margem nos jogos de ida. Ambos fracassaram miseravelmente. Porém, o Grêmio tinha mais a perder do que o Inter. Ambos times colocaram todos os ovos nas copas que estavam disputando, mas o Inter, talvez por qualidade do grupo, por sorte ou uma mistura dos dois fatores, conseguiu mesmo assim a liderança do campeonato brasileiro. Já o Grêmio, jogou vários jogos com time titular e está apenas na 14ª posição. O Inter perdeu a Copa do Brasil mas dificilmente perderá a vaga para a Libertadores do ano que vem, pois já está muito bem encaminhado e agora jogará com força máxima o restante do campeonato.

E o Grêmio? Acho praticamente impossível lutar pelo título estando 8 pontos atrás dos líderes. Vaga para a Libertadores é bastante possível, mas não com este time. Com este time, não dá pra sonhar com nada, não adianta nos iludirmos.

Me permito fazer um ESPÓLIO do Grêmio, pós eliminação da Libertadores:

* direção: André Krieger já anunciou que sairá da direção de futebol do Grêmio. Deveria ter feito isso antes, mas acho muito positivo. O substituto precisaria ter experiência no setor. Nesta hora, cores partidárias não deveriam ser importantes. O presidente será um “peso morto” até o final de seu mandato. Jamais deveria ter sido eleito. Não votei, não posso reclamar, no entanto.
(Espero que a ideia das urnas no interior para as próximas eleições vingue. Mas como as cláusulas de barreira não foram modificadas, talvez nem haja eleição para votar…

* defesa: os zagueiros titulares são bons, mas a defesa como um todo não tem jogado bem a temporada inteira. Até o Réver, que era a referência do setor, tem falhado nos últimos jogos. E, pior ainda, ele provavelmente não ficará no time, será vendido.
A direção do Grêmio conseguiu a FAÇANHA de dispensar um lateral-direito (ainda que ruim) sem que houvesse um substituto. Assim, o time jogou com um zagueiro improvisado no setor, o que se revelou insuficiente e incorreto. Não culpo o Thiego por suas péssimas atuações, pois essa não é a sua área. O lateral-esquerdo titular, Fábio Santos, é a mesma coisa que não ter ninguém no setor. De longe, as alas são o principal problema do Grêmio. O clube deveria contratar um titular pro setor, colocar Fábio Santos no banco e dispensar Jadilson, que é muito ruim. Bom mesmo seria contratar dois jogadores de qualidade pra ala esquerda, mas isso seria pedir demais, ainda mais no Brasil. Joilson será o lateral-direito titular, portanto, é importante contratar um bom jogador reserva pro setor. Um bom zagueiro deveria ser contatado, caso Réver seja mesmo negociado.

* meio-campo: tenho certeza absoluta de que o ciclo de Tcheco já se encerrou no Grêmio. Na verdade, ainda no ano passado. O jogador não é referência técnica, além de se esconder em momentos decisivos. Um jogador de GRANDE qualidade, para esta função, tem que ser a prioridade máxima. Uma “sombra” para Souza (que não jogou nada de novo, ontem) também seria bom. Daria novas oportunidades para Douglas Costa no time principal, o Grêmio não tem muito a perder neste momento. Mas não que eu acredite muito nisso. Com o retorno de Willian Magrão, acho que a “volância” ficará OK.

* ataque: o Grêmio contratou muitos jogadores para esta área. Alex Mineiro será dispensado e o Grêmio nada perde com isso. Se algum clube TROUXA da Europa se interessar em levar Maxi López, seria bom, pois o ALEMÃO é raçudo, mas não faz gols e custa caro demais. Seria preferível investir em algum atacante habilidoso e de qualidade COMPROVADA (Jimo). Acho que o Grêmio perdeu tempo demais buscando a tal da REFERÊNCIA NA ÁREA. Vários times jogam bem com dois atacantes velozes, com tendência a jogar mais pelos flancos. Composições de Herrera e Jonas ou Herrera e Perea não devem ser descartadas. Entendo que Herrera é a única certeza no ataque gremista, neste momento.

Se alguém tiver outras ideias, podem opinar.

Mas, como disse no título, estou cansado disso tudo. Acho que a torcida tricolor está perdendo o entusiasmo, e isso é grave. São vários anos no ostracismo, vivendo à sombra do sucesso vermelho. É preciso reagir logo.





Preferia jogar mal e ganhar

26 02 2009

Sério.





Acabou? Acho que sim

3 11 2008

Ontem estive no Olímpico, pra ajudar o Grêmio a vencer o Figueirense a se manter líder, já que a derrota colorada para o São Paulo era a única certeza desta vida, além da MORTE. Fracassei miseravelmente.

Tomei o rumo de Porto Alegre às 16:10, mais ou menos quando o GP Brasil de Formula Um estava na metade, com Felipe Massa em primeiro e Lewis Hamilton em quarto, resultado que daria ao britânico o título mundial. Havia chovido durante a manhã na serra, mas o tempo estava apenas encoberto, naquele momento. Havia risco de chuva para durante a partida, portanto, levei uma capa de chuva de meu sogro, para o estádio.

Enquanto fazia o trajeto de 110 km, passei por vários momentos de chuva fina e forte, aparentemente eram nuvens que ora pousavam sobre Bom Princípio, São Sebastião do Caí, Portão, São Leopoldo. Fiquei meio duvidoso, pois odiaria assistir a outro jogo em chuva forte, como aconteceu na partida contra o São Paulo, a primeira do segundo turno.

Durante a viagem, o GP do Brasil foi chegando ao fim. E, surpreendentemente, uma chuva resolveu cair em São Paulo, forçando a troca de pneus a 6 voltas do final. Neste movimento todo, um MALUCO, chamado Timo Glock, optou por NÃO trocar os pneus, permanecendo com os de tempo seco. A chuva, àquela altura, era fina e não molhava excessivamente a pista de Interlagos. Com a inusitada manobra do alemão, ele conseguiu ficar entre Massa e Hamilton, colocando o britânico na quinta colocação, que ainda lhe daria o título.

Porém, OUTRO ALEMÃO MALUCO, Sebastian Vettel, resolveu AGITAR e meter pressão no inglês, achando que seu TORO ROSSO seria suficientemente robusto para atacar o McLaren de Hamilton. E foi. Lewis Hamilton aparentemente não aguentou o tranco e, com as insistentes investidas de Vettel, acabou errando e perdendo sua posição para o alemão, faltando 3 voltas para o final da corrida.

Hamilton certamente gritou “NOOOOOO, NOT AGAIN!”, referindo-se à BAMBIADA que deu no mesmo circuito de Interlagos, no ano anterior, quando perdeu a vantagem que tinha em relação ao segundo colocado por causa de erros durante a corrida. Quando Felipe Massa cruzou a linha de chegada, Hamilton continuava na sexta posição. Papai, mamãe e esposa Massa comemoravam muito. Só que a chuva aumentou e GLOCK não conseguiu mais controlar seu carro. Na CURVA DOS BOXES, Hamilton ultrapassou o alemão e terminou em quinto, consequentemente, campeão.

buaaaaaaaaaaa

"buaaaaaaaaaaa"

Moral da história: Hamilton saiu campeão, mas mostrou ao mundo que “aperta que ele entrega”. Não existe melhor comparação do que a situação atual do Grêmio. A única diferença é que, quase com certeza, o Grêmio não sairá campeão.

quem vê, pensa que jogou muito

quem vê, pensa que jogou muito

Um time que apresenta TADEU e RAMÓN como virtuosos espécimes do elenco, não pode ser taxado de perigoso. Ainda que a equipe catarinense tenha um gosto especialíssimo em ATOLAR equipes gaúchas, especialmente o Grêmio, parecia que o “leão” tinha virado um gatinho, depois dos 7×1 do primeiro turno, em Florianópolis. Engano.

Aos 7 minutos, Felipe “péssimo defensor” Mattioni entregou a rapadura para Ramón, que ajeitou para Marquinhos desferir um potente chute, à direita de Victor. Novamente, o Grêmio saiu perdendo no começo do jogo. A partir daí, o Figueira retrancou totalmente, fazendo muitas faltas e atrasando o jogo o mais que podia. O goleiro Wilson parecia que ia dormir com a bola, de tanto que demorava para repô-la em jogo.

Com a lesão de Léo, poucos minutos depois de tomar o gol, o Grêmio foi forçado a lançar mão de uma substituição logo no começo do jogo. Entrou Paulo Sérgio em seu lugar e voltou a assumir a lateral-esquerda, como já tinha acontecido contra o Cruzeiro. O que parecia que seria um desastre, não aconteceu, bem pelo contrário. A entrada de Paulo Sérgio deu ânimo e permitiu jogadas pelo lado esquerdo, o que não vinha acontecendo antes. Depois de um começo com muitos erros de passes primários, PS passou a fazer boa movimentação naquele flanco e, surpreendentemente, centrou bolas com muita qualidade de pé esquerdo, que não é o seu forte. Numa delas, encontrou Makelele livre, que cabeceou para o chão e a bola passou por cima da trave.

Aos 43 minutos, o árbitro Jailson Macedo Freitas, da Bahia, que já era conhecido dos gaúchos por ter apitado o confronto entre Inter x Palmeiras, errando mais do que demais, mostrou que curte uma confusão, assinalando que o goleiro Wilson ficou mais do que os 6 segundos permitidos para a reposição de bola e, portanto, apitando tiro livre indireto dentro da área. O goleiro já vinha atrasando o jogo mas é questionável que ele realmente tenha ficado todo este tempo com a bola. No entanto, ao ser questionado por repórteres no intervalo, o goleiro do Figueirense admitiu que errou.

A cobrança foi na barreira (os 10 jogadores do Figueirense estavam lá!), mas Paulo Sérgio pegou a sobra e botou na área. Reinaldo dominou e mandou pras malhas.

No segundo tempo, esperava eu uma pressão tricolor. Não aconteceu, de novo. O time errava ÀS PAMPAS e não conseguia dominar a fraca equipe catarinense. Algumas jogadas se sobressaíram, como um lance que Felipe Mattioni driblou uns DEZESSETE jogadores e não conseguiu concluir e uma arrancada VELOCÍSSIMA de Paulo Sérgio com passe PRIMOROSO para Reinaldo, que demorou 80 DIAS para chutar e acabou não conseguindo concluir.

Logo em seguida, outras duas substituições: Douglas Costa entrou no lugar de Makelele e Marcel, no lugar de Reinaldo. Na minha opinião, foram entradas corretas e saídas erradas. Penso que Douglas deveria ter entrado no lugar de Amaral, que é mais defensivo. Makelele marca bem e tem velocidade, sendo um elemento surpresa. Na sequencia, Amaral ainda entregou uma bola para Tadeu, que só não fez porque não quis. Reinaldo não estava jogando bem, mas Perea estava muito pior. Marcel deveria ter substituído ao colombiano.

Douglas pouco fez e Marcel pouco conseguiu aproveitar. Os maiores cânceres do Grêmio estavam na armação das jogadas: Tcheco e Souza fizeram apresentações TENEBROSAS. Souza foi ainda pior, parecia que estava pregado no chão. Além de errar praticamente todos os passes e lançamentos. Tcheco também errou muitos passes.

Passes 101

Passes 101: reprovei

No final das contas, o Figueirense voltou a perder gol feito, em conclusão de Diogo, defendida milagrosamente por Victor. A última chance do Grêmio foi com Perea, que recebeu de Douglas e mandou um tijolo pra fora.

Além do resultado terrível por si só, que tirou o Grêmio da liderança depois de 19 rodadas (coincidentemente o Grêmio entrou na liderança no jogo contra o Figueirense, em Florianópolis), fazendo-o cair para a terceira colocação, este foi um dos jogos em casa, tidos como imprescindíveis. Para tornar tudo muito pior, no jogo contra o Figueirense 3 jogadores pendurados foram amarelados, sendo dois deles, zagueiros: Thiego e Réver. O outro jogador que foi suspenso foi Felipe Mattioni. Porém, este tomou dois cartões amarelos no jogo e foi expulso. Além deles, Makelele e Paulo Sérgio não poderão atuar contra o Palmeiras, em São Paulo, por serem atletas do time paulista – o famoso acordo de cavalheiros. Em virtude disso, a quantidade de desfalques para o enfrentamento crucial é absurda: os dois laterais-direitos estarão fora e, dos zagueiros, caso a lesão de Léo se confirme como algo grave, 4 estarão fora.

O Grêmio provavelmente entrará em campo absurdamente descaracterizado, num 4-4-2 forçado, com Jean e algum zagueiro vindo da base. Ou Amaral nesta função, já que Magrão e Carioca retornam ao time. Do meio para a frente será titular, mas a defesa será toda reserva.

A real é que a retomada da liderança e o título do Grêmio, ainda que possíveis, são improváveis, diante do atual cenário. O Grêmio faz um péssimo segundo turno e a má apresentação de ontem não é exceção. Já o São Paulo está impecável neste returno e não terá nenhum adversário direto nos 5 últimos jogos que lhe restam. A única possibilidade residiria em uma mudança radical de modus operandi que é algo romântico, mas quase inexistente na vida real.

Além de ter deixado o título escapar, existe uma verdadeira possibilidade do Grêmio ficar fora inclusive da Libertadores, já que as vagas são 4 e são 5 as equipes que estão muito próximas umas das outras. Portanto, dos 5 pleiteantes, alguém chupará o dedo.

Como já me DELONGUEI, pouco falarei sobre os demais resultados da rodada. Apenas o óbvio: como o Grêmio não se ajudou, os resultados paralelos são pouco relevantes. Não esperava um empate do Flamengo com a Portuguesa que, depois de morta, resolveu PUXAR O PÉ dos vivos. Espero que a Lusa continue com a mesma fome, quando jogar com o SPFW, na próxima rodada. Também não esperava a vitória do Palmeiras sobre o Santos, na Vila Belmiro. Quem viu o jogo, disse que o Santos perdeu 850.243 gols. Sorte verde.

Já a vitória do SPFW sobre o Internacional era muito esperada. Talvez uma das poucas certezas da rodada. A goleada era uma possibilidade, que se confirmou. Tomara que o colorado continue neste ritmo e tome uma TUNDA do Boca. Mas é mais provável que o Inter se classifique para as semifinais da Sula e continue fazendo a festa de seus adversários no campeonato brasileiro.

A vitória do Goiás sobre o Cruzeiro não me surpreendeu. Mas não imaginava uma goleada.

Segue tabela de resultados dos jogos desta trigésima-terceira rodada:

E, DOLOROSAMENTE, a classificação atualizada:

Fotos Grêmio: gremio.net; Foto F1: Terra; Classificação: Globoesporte.com





Tite, o CAMINHONEIRO DO AMOR*

29 08 2008

* suuuuuucesso de Sula Miranda.

Não foram poucas as vozes vermelhas que demonstravam preocupação com a contratação de Tite como treinador do Internacional. Alguns pela suposição de que ele seria gremista (considero ofensiva esta afirmação) e outros, mais lúcidos, pelo receio de sua pseudo-filosofia. Esta sim, razão para temer muito a contratação do PASTOR.

Para a total e irrestrita alegria TRICOLOR, Tite foi sim contratado pelo Internacional. E tem trocado os pés pelas mãos com muita frequência. O Internacional tem um grandioso elenco, continua sendo um dos melhores do Brasil neste quesito. Mas, aquilo que Abelão conseguia (ainda que inexplicavelmente), Tite não consegue: organizá-los.

Na Copa Sulamericana, quis o destino que o confronto entre os dois times gaúchos abrissem a competição. Todos sabemos que Grenais são eventos maiores do que o próprio futebol. Até por que a qualidade técnica dos confrontos não costuma ser a principal virtude. Mas a vontade de vencer o principal rival transcende a lógica e a técnica, transformando o embate, muitas vezes, em batalha campal.

Não sejamos hipócritas: os times brasileiros raramente colocam força máxima na Copa Sulamericana. Isso porque o início da mesma coincide com a metade do campeonato brasileiro e o grau de interesse dos clubes na competição internacional depende basicamente da situação dos mesmos no principal campeonato nacional. Neste ano de 2008, o Grêmio é líder da competição enquanto que o Internacional amarga a nona colocação, 8 pontos atrás do quarto colocado, último classificado para a Copa Libertadores. A diferença de situação dos dois clubes acabou por tornar a Sulamericana, ao Inter, uma possibilidade real de título e a tentativa de tornar o ano menos desastroso. Já ao Grêmio, o campeonato brasileiro é uma realidade e o título está ao alcance da mão.

Por isso, a direção gremista optou por entrar em campo com time reserva, em ambos os Grenais válidos pelo torneio. Já o Internacional, entrou com força máxima. O Inter via, nestes grenais, a oportunidade para recuperar a confiança e entrosar melhor uma equipe que conta com vários jogadores recém-contratados. Já, para o Grêmio, a escolha pelos reservas serviu para evitar um desgaste emocional e físico ao time titular, especialmente no caso de insucessos contra o rival.

No Gre-Nal de ontem, depois de um primeiro tempo nervoso, com algumas ótimas chances de gol para ambos os lados (principalmente para o Inter), o placar finalizou imaculado. Porém, antes do segundo minuto do segundo tempo, Nilmar, em grande lance individual, conseguiu finalizar dando um toquinho por cima de Marcelo Grohe – um golaço.

A partir daí, o Grêmio passou a ter ainda mais posse de bola, sem transformá-la, no entanto, em chances de gol. O Inter administrava e recuou um pouco, chamando o Grêmio. Mas o segundo gol partiu de uma jogada meio desinteressada, em que Daniel Carvalho (entrara no lugar de Taison) recebeu passe do escanteio e alçou a bola na área. Léo, avoado, não marcou Índio que, livre, meteu um testaço pro fundo das redes. Não há como negar: Índio é o melhor cabeceador do futebol brasileiro.

Tite, então, fez a alegria tricolor ao tirar D’Alessandro – que fazia grande partida e começava a desequilibrar emocionalmente o time do Grêmio – e colocar EDINHO em seu lugar. A substituição destruiu o meio-campo colorado, que recuou completamente. O que se viu, então, foi uma verdadeira meia-linha. Celso Roth colocou Perea no lugar de Makelele e o COLOMBIANO SAFADO fez uma lindíssima jogada na ponta-esquerda, deixando o marcador colorado sentado no chão e batendo longe do alcance de Clemer. 2×1.

Por fim, quando tudo parecia perdido, um jogador colorado perde uma bola fácil na intermediária. Soares recebe a bola, gira e bate um foguetaço em cima de Clemer que espalma. Mas espalma MAL DEMAIS e a bola sobe para trás. Então, meio abobado, ele tenta dar um tapa na bola que girava sem parar, mas ela foi ainda mais pra trás e entrou. Empate em 5 minutos.

Já não havia mais tempo para muita coisa mais, mesmo assim, tenho certeza que a espinha colorada GELOU por aí afora. No final das contas, o Grêmio não continuou em um campeonato que não interessava (à direção) e o Inter seguiu. Nenhum dos dois times ganhou nem perdeu = menos prejuízo emocional. Ao Grêmio ainda restou o consolo de ter buscado um empate que parecia improvável. Ambos saíram felizes, portanto.

O Inter jogará contra o vencedor do confronto entre Universidad Católica, do Chile e Olímpia, do Paraguai. O primeiro jogo, em Santiago, foi 4×0 para a Universidad.

Vejam esse site: www.alexandrecasarin.com.br/gerador_entrevistas_tite. É de se mijar. Sério.





Primeiro Gre-Nal – Copa Sulamericana

14 08 2008

Tentei MUITO assistir ao Gre-Nal, mas só consegui ver alguns minutos do jogo e os gols. Aparentemente, o jogo foi meio ruinzinho. Mas não dá pra desprezar o resultado, por ter sido no Beira-Rio e pelo fato do Grêmio ter jogado com UM titular (só o Leo).

Na estréia de D’Alessandro no time colorado, nada mais interessava ao Internacional, a não ser a vitória, que poderia recolocar o time beiralagano nos eixos. Mas o que se viu foram muitos erros e jogadas sem efeito. O primeiro tempo foi sonífero. O segundo, um pouco melhor, quando aconteceram os gols. Inclusive teve um tento anulado do Grêmio, antes mesmo do primeiro gol, de pênalti, marcado pelo Inter. Mas o gol foi corretamente anulado. Depois do pênalti sofrido por Guiñazu e cobrado por Daniel Carvalho, o Grêmio empatou com um gol de NUCA de Léo, o único titular da equipe. E o Marcelo Grohe demonstrou que poderia ser titular, caso o dono da camisa 1 não fosse um cara DOENTE DE BOM.

No mais, a SUDA é algo questionável mesmo, especialmente para o líder do BRÃO 2008. Mas seria lindo eliminar o colorado, isso é indiscutível.