Sábado invernal

8 08 2009

Decidi, depois de um longo tempo longe das carteiras, voltar a estudar. E melhor, fazer aquilo que já tinha nos meus planos futuros: quero fazer um mestrado. A decisão de fazer isso logo foi tomada muito em virtude de uma certa pressão da minha querida esposa, a Gra. Ela está fazendo seu MBA na Fundação Getúlio Vargas e me pergunta – tu não sentes falta? Sinto.

E não se trata de uma pressão ruim, daquelas que incomodam e chateiam. Como estou sem estudar desde 2004, sinto verdadeiramente falta da universidade, do ambiente, das dificuldades de não se ter muito tempo para estudar, para se preparar para as provas e trabalhos – conciliar trabalhos de aula e trabalho… trabalho. Enfim, essa coisa toda. Eu sei que quando nós estamos na universidade a gente quer mais que acabe o curso. Mas depois de 5 anos fora, a preguiça toma conta. E tenho a impressão que, quanto mais tempo fico longe da aula, mais difícil será de voltar.

Não será exatamente fácil conseguir vaga. As duas universidades que eu considero são a UFRGS, que tem o melhor conceito entre todas as universidades brasileiras para Mestrado em Administração de Empresas (Conceito CAPES 6), mas exige turno integral – quer dizer, não há certeza quanto os dias da semana das aulas – péssimo para quem trabalha em empresa. Mesmo que eu consiga uma vaga, poderei ter problemas dependendo dos horários e dependerei de aceitação da empresa de que eu me ausente com mais frequência.

A outra opção é a Unisinos, que também tem excelente conceito CAPES (5). Não era minha primeira opção, pois foi nesta universidade que eu me graduei (Comércio Exterior) e pós-graduei (MBA), então, queria muito uma experiência diferente. Porém, as aulas são nas quintas, sextas e sábados, o que facilita muito a vida de alguém do interior, casado e que pretende ter filhos logo.

Agora já chego lá.

Enrolei tudo isso pra dizer que, para fazer mestrado em administração, todas as universidades exigem que seja feito o Teste da ANPAD (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração). Não é bolinho, já lhes digo. Eu comprei um caderno contendo 6 provas anteriores e tentei fazer três delas. Levei um TUFO, exceto em Português e Inglês. Em dois assuntos – Raciocínio Lógico e Raciocínio Quantitativo, fracassei miseravelmente. Eu simplesmente não sei NADA de Lógica Matemática. E nem teria como saber – não vi absolutamente nada sobre isso na universidade, muito menos no Ensino Médio.

Como eu não pretendo pagar pelo curso (caso faça na Unisinos) e desejo me candidatar para uma bolsa de estudos, preciso invariavelmente de uma ótima nota na prova. Para isso, estou estudando Lógica Matemática (comprei um livro) e alguns assuntos de matemática (Logaritmo, Progressão Aritmética, Equações, Funções, etc.). O desespero é grande – a prova será no dia 13 de setembro – falta menos de um mês, portanto.

Algo positivo, que pode ser dito, é que o dia hoje está especialmente bom para isso:

Neblina 001

alta visibilidade

Está chovendo desde a madrugada, alternando momentos de chuva forte e fraca. Há mais ou menos uma hora, a chuva ficou consideravelmente mais fraca, dando espaço para algo extremamente comum na vida de quem mora em Carlos Barbosa, praticamente um símbolo da cidade: a CERRAÇÃO.

Neblina 002

outra foto, tirada da minha sacada

Assim será, até o dia 13/9. Quer dizer, não a neblina, a minha rotina de estudos. Espero que eu possa divulgar resultados positivos mais adiante.

Agora tenho que voltar à LABUTA, pois já perdi tempo demais.

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Classe média é maioria da população brasileira

5 08 2008

Conforme estudo da FGV, a classe média brasileira passou a representar 51,89% da População Economicamente Ativa (PEA), contra 44,19% de 2002. Com isso, passa a ser maioria, desbancando as classes D e E.

Pelos critérios da pesquisa, a classe E é representada pelas famílias cuja renda mensal situa-se entre zero e R$ 768 enquanto que a classe D (também chamada de “remediados”) está entre R$ 768 e 1064. A classe média, ou classe C, tem renda familiar mensal entre R$ 1064 e R$ 4591. Já as classes A e B, ou “elite”, têm renda superior a R$ 4591.

Vejam bem, é renda FAMILIAR. Algumas famílias têm mais de dois membros assalariados.

Segundo o pesquisador Marcelo Neri, da Fundação Getúlio Vargas, um dos sinais do crescimento da classe média é o aumento de carteiras assinadas – símbolo da classe média, segundo ele. O crescimento desta classe não é reflexo do Bolsa Família, já que a renda auferida pelo programa assistencial do governo é baixa.

É evidente que esta notícia deverá ser amplamente aproveitada pelo governo federal. Mas, sem querer ser amargo, é uma boa notícia e merece ser festejada. É provável que esta informação também tenha algum tipo de repercussão internacional, como tem ocorrido com bastante freqüência, nos últimos meses.





Real valorizou-se 124% durante o governo Lula

28 07 2008

Segundo estudo feito pela Economática, o Real foi a moeda que mais se valorizou desde 31/12/2002, em estudo feito com outras 7 moedas. Se considerado apenas o ano de 2008, a “liderança” está com a Colômbia, com 13,6%.

Na minha opinião, em 2002 houve uma grande desvalorização do Real, causada pelo efeito “Eleição do Lula”, que, durante o ano seguinte, foi dissipada, causando grande valorização da moeda brasileira. O problema foi que a trajetória de queda manteve-se firme por todos os anos seguintes, incluindo 2008. Portanto, é provável que, mesmo que não tivéssemos tido a grande desvalorização em 2002, mesmo assim o Real seria a moeda mais valorizada no período.

Segundo a mesma pesquisa, o Peso Colombiano valorizou-se 61,6% de 2002 a 2008, em segundo lugar. Ou seja, é menos da metade da valorização do Real. O Euro valorizou-se 50%, no período.