Estável como um redemoinho

13 10 2008

Os mercados financeiros estão exatamente assim: tranquilos como um TSUNAMI. Bastou os governos e bancos centrais europeus se mexerem (matéria em inglês), que as bolsas, que haviam caído vertiginosamente na última semana, começassem a se recompor.

A Inglaterra confirmou um ajuda financeira de 37 bilhões de libras, enquanto que a França ofereceu 360 bilhões de euros e a Alemanha, pode chegar a disponibilizar até 500 bilhões de euros. Além destes gigantes, Itália, Espanha, Portugal, Suécia, Noruega e Holanda já confirmaram ajudas significativas a seus bancos.

Com estas notícias, hoje as bolsas européias subiram, quase todas elas, 10% ou mais, significando a maior alta diária em toda a história. A Bovespa vai tendo alta de 10% também neste dia e o dólar está sendo negociado a R$ 2,16, uma queda de cerca de 7% em relação ao fechamento anterior.

Até o Banco Central Brasileiro já anunciou alteração no sistema de depósitos compulsórios dos bancos, o que poderá devolver à circulação até R$ 100 bilhões.

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Dólar em alta

20 08 2008

Nos últimos dias temos visto o dólar em verdadeira alta, comparativamente às várias semanas anteriores em que somente víamos queda. Na segunda feira, chegou a R$ 1,64, mas agora volta a baixar. No exato momento em que posto esta mensagem, está sendo negociado a R$ 1,62. De qualquer forma, está num patamar superior, o que é muito conveniente.

Há a possibilidade de que a notícia de que um grande banco americano deverá quebrar nos próximos meses esteja causando grande incerteza no mercado financeiro e, consequentemente, tirando um pouco de liquidez dos mercados emergentes, ainda que o Brasil seja considerado, neste momento, grau de investimento.

Penso que, considerando que vários outros mercados tiveram seus níveis de risco atenuados ao mesmo tempo em que isso ocorreu no Brasil, a tendência é a saída mais forte de capitais do Brasil, comparativamente a outros mercados mais tradicionais. Quando o calo começar a apertar, sentiremos os efeitos.