Minha experiência na Arena

31 03 2013

Neste final de domingo de Páscoa, resolvi não ficar falando sobre política ou economia e, sim, sobre o ópio do povo, o futebol. Mas, como eu ando meio fissurado nisso, não é sobre o desempenho futebolístico do Grêmio e, sim, sobre questões políticas e sobre o “imbróglio Arena”. Mas, por ora, vou apenas relatar minha experiência o novo estádio, deixando a questão política para um próximo post, que devo preparar logo em seguida.

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Essa foto eu mesmo tirei, no dia 30 de janeiro, durante o confronto Grêmio x Liga Deportiva Universitária, pela primeira fase da Copa Libertadores de 2013. Essa foi minha estreia no novo estádio e, até agora, minha única ida à Arena. Mais abaixo colocarei outras fotos do estádio, para ilustrar.

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Visão do ponto onde estava localizado, dentro da Arena

Vou falar um pouco sobre minha experiência nesse jogo específico: chegamos muito mais cedo do que precisava, muito pela falta de experiência com a região de Porto Alegre onde está o novo estádio – uma novidade pra mim, mas também porque eu queria chegar cedo e “sentir” a Arena em sua plenitude. Havia uma expectativa de estádio lotado – que não se confirmou, mas ficou na faixa dos 40.000 lugares, o que seria equivalente ao Olímpico cheio.

Chegando lá, vi uma enorme fila para retirada de ingressos, que é inexplicável com as tecnologias atuais e que já vinham sendo utilizadas no Olímpico. Me entristece saber que isso ainda não foi corrigido, dois meses depois. Esse problema eu não tive, já que sou sócio migrado, com local garantido em todos os jogos. Para mim, basta passar a carteirinha na catraca, igual que no “velho casarão”. Mesmo assim, considerando que a maioria dos expectadores são sócios-torcedores, não entendo porque a Arena Portoalegrense ainda não uniu seu sistema com o do Grêmio para permitir que a torcida compre seus ingressos pela internet, carregando suas carteirinhas. Não consigo entender.

Na “esplanada”, que circunda o estádio em nível elevado, depois de subir a rampa, há espaço para muitos estabelecimentos, onde os torcedores poderiam circular antes dos jogos, para comer, comprar, visitar o Memorial Hermínio Bittencourt (que estava começando a ser montado naquela ocasião). Por enquanto a Brigada Militar quer liberar os torcedores antes da rampa, fazendo com que o gargalo seja ali, não nas catracas dos portões. Evidentemente, desta forma essa ideia acaba não sendo viável, portanto, espero que a BM passe a fazer a revista nos portões, como sempre foi feito no Olímpico.

Na entrada do portão (não lembro que letra era), uma sala muito bem iluminada e moderna, com acesso às escadas e elevadores que levam ao último anel, onde ficaríamos. São muitos lances de escada até chegar lá.

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No último anel, é possível acessar toda a circunferência do estádio, passando por vários banheiros e copas. Nem todas as copas estavam abertas, mas creio que eram suficientes para a demanda. Comprei um refrigerante e não tive problema algum de demora ou algo neste sentido. O banheiro que entrei estava em péssimas condições, reforçando as críticas da estreia (contra o Hamburgo) e também no Jogo contra a Pobreza. Parece que agora isso está resolvido, mas obviamente ainda não pude ver pessoalmente.

Acessando o meu setor, a visão é deslumbrante. Apesar de estar “nas alturas”, a sensação é que o campo está ali, bem pertinho. E, de fato, se vê muito bem os jogadores de qualquer lugar do estádio. A verticalidade é tanta que, dependendo da estatura da pessoa que estiver à sua frente, é possível assistir ao jogo sentado mesmo que ela esteja de pé. Mas o ideal é que todos se mantenham sentados.

O som da torcida realmente reverbera com intensidade maior do que no Olímpico, como se previa. Acredito que mesmo sem lotação completa o som da torcida deve causar impacto. Com aquilo cheio, tenho pena dos adversários…

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Durante o jogo, houve alguns bate-boca entre torcedores que insistiam em ficar de pé, mesmo sabendo que isso prejudicava todos os demais. Acho que isso não será resolvido tão cedo, dependerá muito da colaboração e, principalmente, da conscientização de todos. Também houve o famoso e triste incidente da avalanche mal-sucedida. Nunca fui muito a favor da avalanche pelos óbvios riscos que causam aos praticantes, em qualquer lugar onde ela é executada. Fiquei decepcionado com a má qualidade do trabalho realizado pela construtora, que prometera que esta área seria adequada para a prática. E fiquei indignado com a forma como os Bombeiros e a Brigada estão exigindo cadeiras, em vez de simplesmente completar esta área com barras pára-avalanches, que seriam suficientes para resolver o problema. Com isso seria mantida essa região mais popular do estádio, lembrando a forma tradicional brasileira de se torcer. Outra decepção.

Fora isso, algumas ressalvas sobre a má qualidade do acabamento nas áreas internas. Saindo das cadeiras, ao descer as escadas um dos corrimões estava solto, o parafuso que o prendia ao piso havia se desprendido. Vi fotos mostrando cadeiras sem parafusos e outros exemplos de mau acabamento, sem falar do problema dos banheiros, já mencionado. Entendo que houve pressa para a inauguração, mas agora penso que já é tempo mais que suficiente para finalizar a obra e fazer um acabamento decente.

O que eu quero deixar de mensagem final, para todos os torcedores gremistas é que a Arena é o NOSSO ESTÁDIO. Não apenas isso, ele é FANTÁSTICO. É o melhor estádio onde já estive (e sim, já estive em modernas arenas europeias) e acredito sim que, pelo somatório da obra, será o melhor estádio do Brasil depois de 2014. Então vamos dar valor a ela, mesmo depois do que a gestão Koff está fazendo. Acho isso triste demais e vou fazer um post para falar sobre isso.

Vão para a nossa Arena. Vale muito a pena.

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Pensamentos diversos

21 12 2011

Meu último post, de exatos 1 mês e 10 dias atrás, tratava da classificação heroica da ACBF às finais da Liga Futsal. Essa informação estava tão desatualizada que, não só o time perdeu a final pro Santos nos pênaltis, como também foi desclassificada nas semifinais da Taça Brasil, novamente nos pênaltis e, mais incrível ainda, PERDEU O GAUCHÃO, para o Atlântico. Foi um final de ano desastroso para a equipe laranja. Mesmo assim, vale o reconhecimento pelo esforço e os desejos de um ano novo melhor para eles.

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A cúpula do Mercosul, que está acontecendo em Montevidéu, teve algumas notícias interessantes. Primeiro, a assinatura de um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Palestina. Trata-se do primeiro acordo assinado entre o nosso bloco comercial e outra nação em muitos anos. Porém, é evidentemente um acordo de pequena utilidade e, curiosamente, com uma nação que não é reconhecida integralmente por todos os países do mundo. É opção ver a notícia como um copo “meio cheio” ou “meio vazio”. Eu prefiro ver como “meio cheio”.

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Ainda sobre a cúpula: uma outra interessante decisão tomada pelos presidentes dos países-membro do Mercosul foi a criação do mecanismo de reação contra golpes de Estado. Apesar de isso parecer “coisa do passado”, na verdade não faz muito tempo que tivemos golpes nos países que fazem parte do bloco e é importante que existam formas de agir rapidamente contra estas ações. Outra notícia positiva.

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Para fechar sobre a cúpula: uma notícia que poderia ter sido negativa foi a tentativa de “apressar” o ingresso da Venezuela como membro pleno do Mercosul. Como todo tratado comercial entre países, ele só tem valor se ratificado nos Congressos das nações envolvidas. O assunto já passou nos Congressos do Brasil, Argentina e Uruguai, mas está “trancado” no congresso paraguaio. Qualquer tentativa de alterar isto configura em agressão aos tratados que criaram o Mercosul, portanto, não pode ser aceita.

Além do mais, nenhum mandatário de um país, em sã consciência, aceitaria fazer um tratado de livre comércio com a Venezuela. E não estou falando isso por achar que o Chávez é bobo, feio e mau (embora eu ache mesmo tudo isso). Na verdade é por causa de algo que ele instituiu há bastante tempo, que torna as negociações com empresas venezuelanas praticamente inviáveis. Vou tentar explicar rapidamente:

1) se uma empresa venezuelana, capitalizada, deseja importar uma mercadoria de uma empresa brasileira (ou de qualquer país), ela pode fazê-lo a qualquer momento? NÃO! Ela precisa submeter a proposta de compra à um órgão de CONTROLE DE DIVISAS venezuelano, chamado CADIVI.

2) o BOBLEMA é que o tal do Cadivi não libera divisas tão facilmente – em geral, ele leva até 120 dias pra liberar, isso QUANDO libera.

3) ou seja, se eu quiser vender praquela empresa da Venezuela, vou mandar uma fatura pro-forma hoje pra, talvez daqui a 120 dias, ter um OK pra poder fazer aquele embarque. Sendo que, neste período, o preço pode ter sido modificado.

4) mesmo as cartas de crédito são afetadas por este controle. Embora garantam o recebimento dos fundos, não garantem a VELOCIDADE do processo.

5) dizem que algumas empresas têm MEIOS de agilizar o processo. Mas sobre isso, ninguém sabe, ninguém viu.

Analisando estas rápidas e sucintas explicações, qual é, verdadeiramente, o “livre comércio” que se teria com a Venezuela? É por isso que os presidentes dos países-membro do Mercosul jamais deveriam ter assinado a inclusão da Venezuela, para começo de conversa. Mas, ultimamente, a FOICE E O MARTELO têm falado mais alto que a LÓGICA nestas bandas. Sem falar nos PILA$.

Nunca imaginei que seria o PARAGUAI o salvador do nosso bloco comercial. Só não sei até quando eles vão conseguir segurar.

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O Grêmio está se mexendo surpreendentemente rápido para contratar reforços, antes mesmo de fechar 2011. Acho que o Odone quer se candidatar a PRESIDENTE DO RIO GRANDE DO SUL em 2014.

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No mais, pode ser que em menos de um mês, GUI já esteja entre nós. Ansiedade batendo muito forte.

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Aproveito para desejar a todos os leitores deste blog, um FELIZ NATAL!





Brão 2011 – 5a rodada – comentários aleatórios

20 06 2011

Não quero fazer “leituras” sobre muitos jogos, afinal só assisti a 2 das 7 partidas realizadas ontem e sábado. Mas acho que cabem alguns comentários sobre justamente as 2 partidas que assisti e algumas informações óbvias sobre o “certame” em geral:

Grêmio x Vasco da Gama
– a forte chuva iniciada poucos minutos antes de começar o jogo e que permaneceu por praticamente todos os 90 minutos do confronto certamente atrapalhou, tanto na quantidade de torcedores no estádio como na qualidade técnica da partida. Mas duvido que dê pra colocar um percentual muito alto de “culpa” neste fator. Até porque a bola rolava normalmente e não se viam poças d’água formadas. Apenas aumentou a quantidade de escorregões e derrapagens, por parte dos jogadores.

– o que explica o Gabriel ter sido escalado para cobrar o pênalti, se sempre é o Douglas que o faz? O lateral fez a inexplicável “curvinha” ao correr para a bola, passando a seguinte mensagem pro goleiro: “vou bater pro lado de onde eu vim na corrida”. Não deu outra.

– as vaias ao lateral-direito se explicam, não somente pelo pênalti perdido (que pode ser classificado como fatalidade, sei lá), mas pela gigantesca deficiência técnica que vem apresentando em praticamente toda a temporada 2011. Erra passes, carimba marcadores na hora de cruzar, perde bolas fáceis, arma contra-ataques… Desde que foi contratado em 2010, encheu os olhos de todos e nos fez pensar: “finalmente voltamos a ter lateral-direito no Olímpico”. Estávamos enganados?

– sobre o Douglas, não me aparentou falta de vontade e dedicação: correu bem e bastante. Simplesmente acredito que ontem foi um daqueles dias de “pé descalibrado”. Uma pena.

– fato parecida à queda de qualidade do Gabriel é o que está acontecendo com o Lúcio. Diferentemente de alguns comentários na mídia esportiva gaúcha, não acho que os recorrentes erros de passes do pernambucano sejam novidades – ele sempre teve esse problema. Mas costumava compensar com apoios velozes e de ótima qualidade. Ontem não se viu nada disso. Precisa focar e voltar à melhor forma, rapaz!

– acho que a zaga foi bem ontem, tanto o Mário como o Saimon – o Vasco só marcou porque “achou” um gol inacreditável. Mas os cruz-maltinos poderiam ter aberto o placar ainda no primeiro tempo por causa de um erro meio tosco do Saimon, que afastou mal uma bola e deu de graça pro Éder Luis. Ainda bem que ele saiu com bola e tudo. Não um xingão, apenas uma recomendação ao ótimo guri.

– Rochemback tem sido a principal certeza do time: está jogando cada vez melhor. Impressionante. Nem o Victor está se destacando tão positivamente, apesar de estar em altíssimo nível.

– o ataque é, sem dúvida, o setor mais prejudicado. Lins simplesmente NÃO É jogador para o Grêmio. E o Viçosa tem potencial, mas não consegue “resolver” sozinho. O retorno do André Lima se faz muito necessário e o Leandro poderá fazer muita diferença. Não ponho tanta fé no Miralles assim – mas infelizmente grande parte da torcida é “pagadora de pau” para argentinos, mesmo que as credenciais nem sejam tão boas assim…

– … o que me dá a deixa para falar sobre um comentário recorrente (e inexplicável) da torcida gremista na maioria dos blogs esportivos do RS: a pedida por ESCUDERO. É uma grande MENTIRA dizer que ele não “teve oportunidades suficientes”. Ele teve MUITAS oportunidades desde a sua contratação e, salvo o PRIMEIRO TEMPO de um dos Grenais do Gauchão, ele não jogou ABSOLUTAMENTE NADA. Ele comete erros RIDÍCULOS, corre afobadamente e perde a bola com facilidade assustadora. Não dá pra entender porque tanto desejo em vê-lo titular do time – visivelmente não tem qualidade para tanto. Só pode ser a “pagação de pau” gratuita.

– em tempo: acredito muito no Marquinhos como opção para o time.

– o potencial de melhoria do time é interessante, especialmente com a entrada do Gilberto Silva e o retorno do André Lima, mas passa especialmente pelo “retorno” de Gabriel, Lúcio e Douglas. Com eles novamente “voando”, teremos alguma chance.

Coritiba x Internacional
Desse jogo só posso falar melhor do primeiro tempo, pois do segundo eu vi apenas alguns momentos, pois estava ocupado brincando com o goducho. Algumas coisas saltaram aos olhos:

– Falcão tem muita razão em reclamar do plantel colorado. De forma semelhante ao Grêmio, o Inter está com algumas posições muito defasadas (especialmente a zaga) e alguns jogadores importantes estão bastante abaixo do que costumavam render. Se não contratar, é difícil acreditar em recuperação.

– a ótima atuação do Muriel não deveria surpreender ninguém: sempre mostrou que é muito mais goleiro do que Renan e Lauro. Difícil é entender porque demorou tanto para ele voltar ao time titular.

– por mais que a imprensa gaúcha tente fazer parecer que o resultado de ontem não foi bom ao Inter, o jogo mostrou exatamente o contrário: os colorados foram dominados pelo Coritiba, que, se tivesse ganho, não seria injusto.

– o Falcão não é bom treinador, está comprovando isso. Mas a crítica pública que ele está sofrendo por parte de membros da diretoria de futebol do clube é ainda mais amadora e ridícula.

Outros jogos
– não dá pra meter essa arrancada impressionante do São Paulo. Ganham em casa e fora, como se não houvesse diferença. Fazem gols e não sofrem. Como foi nos outros 3 títulos dos anos 2000. Vai ser dureza segurar o tricolor paulista, com essa vantagem tão expressiva.

– não consigo acreditar no Palmeiras a longo prazo: eles insistem em criar problemas de relacionamento, apesar dos ótimos resultados. O comentário do Kléber ao final do jogo deveria ser suficiente para demissão, apesar de que isso dificilmente acontecerá, por se tratar de um jogador diferenciado. Mesmo assim, queimou o filme do presidente do clube.

– é complicado entender porque o Corinthians aceitou alterar a data do seu confronto com o Santos, que deveria ter sido neste final de semana, para o dia 10/8. Imagino que isso tenha sido uma solicitação da Globo, pois a nova data deve ser de confrontos da Copa Sulamericana e a Globo quer ter algo mais relevante para passar em SP. Mas o Timão perde muito com isso, já que o Santos certamente iria com time reserva para esta partida, enquanto que o Corinthians só deixaria de contar com o Alex. Era uma ótima oportunidade para vencer um clássico e se manter próximo do SPFC.

– compreensível a demissão do Cuca, que deixou o Cruzeiro sem conseguir vencer no campeonato brasileiro, depois de uma brilhante primeira fase na Libertadores. Mas é incompreensível a contratação de Joel Santana para seu lugar. Com o “Tio Jejão” e sua prancheta, a raposa deixa de ser candidata ao título.





Sobre o Grenalzinho

1 02 2011

Nem pretendo me alongar muito neste assunto, pois um Grenal disputado por equipes reservas e que teve 7.000 testemunhas não é tão digno de nota assim. Algumas ponderações:

– na verdade não eram dois times reserva. O time do Grêmio que disputou o clássico é reserva, ou seja, foi formado por jogadores que costumam frequentar o banco tricolor e, não raro, até o time titular. O time do Inter não é reserva, é um time de jogadores que NEM grupo principal pegam. Não para menos, dava pra notar a diferença técnica entre os dois grupos.

– não dá pra concordar com quem diz que o primeiro tempo foi do Inter, o segundo do Grêmio. Ok, foi no 1o. que saiu o gol colorado e foi no segundo que o tricolor virou, mas o jogo não teve essa “divisão”. Quem o assistiu sabe que o Grêmio teve um domínio relativo, não absoluto até os 35 minutos do 1T. Somente depois do gol colorado – um lance meio isolado – é que os vermelhos passaram a pressionar, até o final da primeira metade do jogo. O segundo tempo foi praticamente inteiro a favor do Grêmio, mas houve alternância de oportunidades para ambas equipes – teria sido mais justo se o Inter tivesse marcado gols no segundo tempo do que no primeiro.

– aliás, não dá pra deixar passar o lance que poderia ter resolvido o jogo para os colorados – uma chance de gol claríssima de Ricardo Goulart, que preferiu chutar forte em vez de colocar, na frente do goleiro e mandou um abacate quase pra fora do estádio.

– pobre Diego Clementino… jogou bem, teve boas oportunidades, mas o Muriel estava EM CHAMAS. Pra mim, seguramente o melhor jogador da partida, apesar da derrota.

– os caras que estão pagando pau pro Lins só podem estar LOUCOS. O cara não jogou uma CEBOLA (ns) – fez o gol por muita sorte, já que uma ROSCA RIDÍCULA como a que o zagueiro Natan o presenteou quase nunca acontece no futebol profissional, hoje em dia.

– embora não tenha criado tanto, ficou reforçado que o Mithyuê tem muita qualidade – será um desperdício de talento deixá-lo de fora do grupo principal.

– me parece que o Maylson está piorando – talvez seja a falta de oportunidades no time principal ou talvez seja a real dele mesmo.

– a ruindade da zaga tricolor nesta partida teve, como principal nome negativo, o loirinho Neuton. Não sei qual era o problema dele, mas estava DESCONECTADO. Outro que só fez m… desde que voltou de lesão é o Vilson, outro tosco.

– pra mim, a notícia mais agradável do jogo foi o FRACASSO RETUMBANTE de público no Grenal “histórico”. É bem provável que seja um dos Grenais de menor público da história do confronto, pelo menos depois da construção do Olímpico e do Beira-rio. Parabenizo os gremistas e colorados da fronteira, que se recusaram a pagar UMA FORTUNA para assistir a um jogo que nenhum dos dois clubes tinha interesse e que, por arrogância do MISTER FGF, não foi reagendado. GO TO HELL, Novellinha.





Once a cheater…

8 01 2011

Tava demorando para eu voltar a escrever sobre fute, né? O título do post é uma extração de uma frase dita por Rachel Green (personagem de Jennifer Aniston em Friends), quando da primeira tentativa de reconciliação com Ross Geller: “Once a cheater, always a cheater” (uma vez traidor, sempre traidor). Na real, a frase teria sido dita pela mãe dela, mas deixa pra lá. Acho bastante conveniente para o momento.

Com a oficialização (tardia ao meu ver) da desistência do Grêmio em repatriar Ronaldinho, restam uma miríade de sentimentos. Vou externar alguns:

– o perdão pela cachorrada de 2001 não seria imediato. Seria um processo contínuo, que iniciaria com o retorno dele ao Olímpico. Evidentemente, depois disso, nunca mais. Tenho até minhas dúvidas se o Grêmio deveria aceitá-lo mesmo de GRAÇA (o que obviamente jamais aconteceria).

– se eu ficaria feliz em vê-lo novamente com a camisa do Grêmio? Quando tive o primeiro contato com a notícia (da possibilidade de retorno), fiquei dividido. Depois, racionalizando, pensei que poderia ser um acréscimo de qualidade a um grupo que já está muito bem. Ou seja, sim, eu estava torcendo para que a conclusão deste negócio fosse favorável ao retorno dele ao Grêmio. Desde que fosse viável.

– no momento em que 3 clubes passaram a AFIRMAR que estavam quase por anunciar o jogador, começou a beirar o surrealismo. Por todos acharem isso tão estranho, se passou a investigar melhor. E se descobriu que ele, o mercenário-mor A$$i$, estava fazendo um jogo ridículo, jogando um contra os outros.

– quando ficou claro que a contratação do Ronaldo passaria por melhorar a já inacreditável oferta feita pelo Grêmio, meu coração palpitava. É certo, algo instintivo que me dizia (caso tivesse eu algum poder de decisão) SARTA, SARTA FORA! O Grêmio topou e chegou nos termos dos A$$i$ Moreira no primeiro momento. Tenho certeza de que números ABSURDOS à realidade do Grêmio (e de qualquer clube brasileiro) estavam sendo mostrados ali. Aumentar ainda mais? Nem pensar.

– penso que a direção poderia ter desistido do negócio no primeiro momento em que se começou o leilão. Afinal de contas, foi o A$$i$ que ofereceu o Ronaldo para voltar ao Grêmio. Não quer mais voltar, tudo bem. Alguns torcedores mais jovens e bobinhos, que não viram bem e certamente não lembram do PAPEL DE IDIOTAS que os A$$i$ Moreira fizeram o Grêmio passar, em 2001, estão ainda lamentando o ocorrido.

– não é oportunismo: no final das contas, me sinto aliviado. A julgar pela fraca tentativa de corneta do Diretor de Marketing do Internacional, Jorge Avancini e provavelmente de outros colorados, estão tentando comparar o “fracasso” do Grêmio em contratar o Ronaldinho com a derrota para o Mazembe. Mas a verdade é que, no fundo, os beirarianos estão tristes de ver que o Grêmio perdeu uma grande oportunidade de se afundar. Alívio sincero.

– fiquei sim estupefato com informação passada na coletiva do Paulo Odone: A$$i$ fez um brinde e declarou que o Ronaldo estava de volta ao Grêmio. Afinal de contas, “uma vez traidor, sempre traidor”.

– recomendo fortemente aos A$$i$ Moreira se mudarem de Porto Alegre. Não, ninguém vai matar ninguém. Mas tomar vaia todos os dias na rua não é legal.

– para fechar, reitero o que deve ser feito: contratar Coates, renovar com Rochemback, Gabriel e MESTRE JONAS. O resto é detalhe.

– boa sorte ao Flamengo com o #mercenaR10. Não vai ter CHINA pobre no Rio de Janeiro.





Futebol não se esquece

28 03 2010

E nem se deixa pra lá, de uma hora pra outra, como se simplesmente deixasse de ser interessante ou algo do estilo. Vocês talvez pensaram que eu tinha largado de mão, mas NÃO. Cá estou de volta. É certo que vocês não contarão com posts garantidos a cada partida do tricolor, como eu tentei fazer em boa parte do ano passado, mas eu volta e meia PITACAREI por aqui.

Por ser meu primeiro post do ano sobre futebol, tenho muita coisa para recuperar? Na verdade, não. E mais, poderia perfeitamente aguardar mais um mês para “lançá-lo” e ainda assim seria barbada recuperar o tempo perdido.

Por que isso? Porque, quando teu time não disputa a Libertadores num ano, o primeiro semestre demora muito pra começar. Eu diria que o do Grêmio praticamente nem começou ainda, já que o Gauchão é um campeonato LIXÃO e extremamente FÁCIL, que não dá graça assistir e a Copa do Brasil somente poderá ficar razoavelmente interessante a partir da próxima fase, quando deverá enfrentar o Coritiba (mais provavelmente) ou o Avaí (correndo por fora). Ficar falando do desempenho do time contra o ARAGUAIA ou o VOTORATY não dá nem vontade. Basicamente a culpa disso é da CBF, das federações estaduais e dos, sei lá, TRADICIONALISTAS. Mas não vou me estender nessa discussão inútil, pelo menos, não agora.

Basicamente, estes primeiros  meses servem para fazer o time jogar, ainda que contra adversários ridiculamente fracos e para dar mecânica de jogo. Enfim, preparar-se para quando o BICHO PEGAR. Assisti muito poucos jogos nestes meses, pois eu cancelei minha assinatura do PPV ao final do Brasileirão do ano passado.

Fazendo rapidamente uma retrospectiva: Silas começou o ano testando o time com seus jogadores mais famosos e caros, o que rapidamente mostrou-se uma péssima ideia, já que vários dos “medalhões” não corresponderam nem minimamente, além de OUTRO que voltou a comprovar que não merece ser titular nem do BRASIL DE PELOTAS. Daí, talvez não por convicção própria, mas pela FORÇA DO DESTINO, que lesionou vários destes medalhões que não vinham jogando bem, Silas forçou-se a escalar uma equipe com vários GURIZES, que sempre entravam com qualidade no time. Além disso, a direção contratou o zagueiro Rodrigo e o lateral-direito Edilson, ambos demonstrando alguma qualidade, especialmente o último. Somado a isso, o crescimento assombroso do futebol de Douglas, que entrosou-se e passou a jogar com mais criatividade.

"vou dizer no vestiário que Jesus era gay - quero ver o Silas me tirar do time agora" (José Doval - gremio.net)

Este somatório de fatos PRATICAMENTE definiu uma equipe que deverá ser a titular do Grêmio, até que mais alguém se lesione ou seja negociado: Victor, Edilson, Mário Fernandes, Rodrigo, Fábio Santos, Adilson, Ferdinando, Douglas e Maylson, Borges e Jonas, jogando no 4-4-2.

A melhor atuação do time que eu vi jogar foi contra o Ypiranga, em Erechim, domingo passado. Apesar do time sair perdendo, de forma injusta até, foi tão superior que virou o jogo e ainda ampliou. Naquele jogo, as estrelas do guri Maylson e do Douglas brilharam fortemente. E, mais uma vez, o também guri Mi2Ê entrou no lugar do William “Poste da RGE” e TOCOU O TERROR.

Mithyuê (gremio.net)

Mas, insisto, não adianta a gente se empolgar muito contra essa NAIPA de adversários. Portanto, é mais relevante constatarmos que o time está se entrosando, coisa e tal, mas ainda é impossível saber se vai ter uma boa temporada ou não, só depois que os grandes confrontos começarem a acontecer.

Estamos de ooooooolho (imaginem a frase dita pelo Cid Moreira…)





Tchau Tcheco

22 11 2009

Cada vez que li essa semana e-mails e mensagens de pessoas tristes e indignadas pela saída de Tcheco, um GUERREIRO e o jogador MAIS IDENTIFICADO com o Grêmio atual, te juro que me cresciam BROTOEJAS e SAPINHOS pelo corpo e pela boca. Caramba, o que que esse cara fez com a torcida? Lavagem cerebral coletiva?

Não adianta negar, a maioria da torcida é meio bobinha. Tipo, se impressionam fácil, evitam posicionar-se de forma crítica ao time e à direção e geralmente brigam com quem o faz. Tipo, falar mal de um jogador é algo impensável. Vaiar o time depois de uma atuação medíocre e sem vontade, algo que não pode ser concebido, praticamente um pecado mortal.

Vamos tentar revisar a trajetória de Tcheco no Grêmio. Foi campeão gaúcho em 2006, num ano em que isso contou muito – considerando que foi um ano vermelho. Além disso, comandou o meio-campo do time que chegou em terceiro lugar no campeonato brasileiro, chegando a ter tido chances de título em algum momento do certame. Um meio-campo que contava também com Lucas e Hugo. Hugo foi o destaque daquele campeonato.

Em 2007, jogou a Libertadores e foi vice-campeão. Diego Souza, Carlos Eduardo e Lúcio foram os destaques daquela campanha. Depois, o time fez um campeonato brasileiro digno, mas não suficiente para garantir vaga à Libertadores do ano seguinte. Daí entendeu que já tinha cumprido seu papel no tricolor e saiu pra jogar na Arábia. Mas foi só por 4 meses, pois em maio de 2008 ele acabou voltando ao Grêmio.

Sua segunda passagem foi muito inferior à primeira, que já não tinha sido genial. Mesmo assim, fez voltas olímpicas, saiu xingando publicamente companheiros de time e outras coisinhas menos honestas ainda. Tecnicamente, não fará falta. Em termos de liderança, tenho minhas dúvidas.

melhor expressão possível

 

Enfim. Tchau, Tcheco. Brilha muito no Corinthians. Ou na PQP.