Minha experiência na Arena

31 03 2013

Neste final de domingo de Páscoa, resolvi não ficar falando sobre política ou economia e, sim, sobre o ópio do povo, o futebol. Mas, como eu ando meio fissurado nisso, não é sobre o desempenho futebolístico do Grêmio e, sim, sobre questões políticas e sobre o “imbróglio Arena”. Mas, por ora, vou apenas relatar minha experiência o novo estádio, deixando a questão política para um próximo post, que devo preparar logo em seguida.

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Essa foto eu mesmo tirei, no dia 30 de janeiro, durante o confronto Grêmio x Liga Deportiva Universitária, pela primeira fase da Copa Libertadores de 2013. Essa foi minha estreia no novo estádio e, até agora, minha única ida à Arena. Mais abaixo colocarei outras fotos do estádio, para ilustrar.

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Visão do ponto onde estava localizado, dentro da Arena

Vou falar um pouco sobre minha experiência nesse jogo específico: chegamos muito mais cedo do que precisava, muito pela falta de experiência com a região de Porto Alegre onde está o novo estádio – uma novidade pra mim, mas também porque eu queria chegar cedo e “sentir” a Arena em sua plenitude. Havia uma expectativa de estádio lotado – que não se confirmou, mas ficou na faixa dos 40.000 lugares, o que seria equivalente ao Olímpico cheio.

Chegando lá, vi uma enorme fila para retirada de ingressos, que é inexplicável com as tecnologias atuais e que já vinham sendo utilizadas no Olímpico. Me entristece saber que isso ainda não foi corrigido, dois meses depois. Esse problema eu não tive, já que sou sócio migrado, com local garantido em todos os jogos. Para mim, basta passar a carteirinha na catraca, igual que no “velho casarão”. Mesmo assim, considerando que a maioria dos expectadores são sócios-torcedores, não entendo porque a Arena Portoalegrense ainda não uniu seu sistema com o do Grêmio para permitir que a torcida compre seus ingressos pela internet, carregando suas carteirinhas. Não consigo entender.

Na “esplanada”, que circunda o estádio em nível elevado, depois de subir a rampa, há espaço para muitos estabelecimentos, onde os torcedores poderiam circular antes dos jogos, para comer, comprar, visitar o Memorial Hermínio Bittencourt (que estava começando a ser montado naquela ocasião). Por enquanto a Brigada Militar quer liberar os torcedores antes da rampa, fazendo com que o gargalo seja ali, não nas catracas dos portões. Evidentemente, desta forma essa ideia acaba não sendo viável, portanto, espero que a BM passe a fazer a revista nos portões, como sempre foi feito no Olímpico.

Na entrada do portão (não lembro que letra era), uma sala muito bem iluminada e moderna, com acesso às escadas e elevadores que levam ao último anel, onde ficaríamos. São muitos lances de escada até chegar lá.

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No último anel, é possível acessar toda a circunferência do estádio, passando por vários banheiros e copas. Nem todas as copas estavam abertas, mas creio que eram suficientes para a demanda. Comprei um refrigerante e não tive problema algum de demora ou algo neste sentido. O banheiro que entrei estava em péssimas condições, reforçando as críticas da estreia (contra o Hamburgo) e também no Jogo contra a Pobreza. Parece que agora isso está resolvido, mas obviamente ainda não pude ver pessoalmente.

Acessando o meu setor, a visão é deslumbrante. Apesar de estar “nas alturas”, a sensação é que o campo está ali, bem pertinho. E, de fato, se vê muito bem os jogadores de qualquer lugar do estádio. A verticalidade é tanta que, dependendo da estatura da pessoa que estiver à sua frente, é possível assistir ao jogo sentado mesmo que ela esteja de pé. Mas o ideal é que todos se mantenham sentados.

O som da torcida realmente reverbera com intensidade maior do que no Olímpico, como se previa. Acredito que mesmo sem lotação completa o som da torcida deve causar impacto. Com aquilo cheio, tenho pena dos adversários…

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Durante o jogo, houve alguns bate-boca entre torcedores que insistiam em ficar de pé, mesmo sabendo que isso prejudicava todos os demais. Acho que isso não será resolvido tão cedo, dependerá muito da colaboração e, principalmente, da conscientização de todos. Também houve o famoso e triste incidente da avalanche mal-sucedida. Nunca fui muito a favor da avalanche pelos óbvios riscos que causam aos praticantes, em qualquer lugar onde ela é executada. Fiquei decepcionado com a má qualidade do trabalho realizado pela construtora, que prometera que esta área seria adequada para a prática. E fiquei indignado com a forma como os Bombeiros e a Brigada estão exigindo cadeiras, em vez de simplesmente completar esta área com barras pára-avalanches, que seriam suficientes para resolver o problema. Com isso seria mantida essa região mais popular do estádio, lembrando a forma tradicional brasileira de se torcer. Outra decepção.

Fora isso, algumas ressalvas sobre a má qualidade do acabamento nas áreas internas. Saindo das cadeiras, ao descer as escadas um dos corrimões estava solto, o parafuso que o prendia ao piso havia se desprendido. Vi fotos mostrando cadeiras sem parafusos e outros exemplos de mau acabamento, sem falar do problema dos banheiros, já mencionado. Entendo que houve pressa para a inauguração, mas agora penso que já é tempo mais que suficiente para finalizar a obra e fazer um acabamento decente.

O que eu quero deixar de mensagem final, para todos os torcedores gremistas é que a Arena é o NOSSO ESTÁDIO. Não apenas isso, ele é FANTÁSTICO. É o melhor estádio onde já estive (e sim, já estive em modernas arenas europeias) e acredito sim que, pelo somatório da obra, será o melhor estádio do Brasil depois de 2014. Então vamos dar valor a ela, mesmo depois do que a gestão Koff está fazendo. Acho isso triste demais e vou fazer um post para falar sobre isso.

Vão para a nossa Arena. Vale muito a pena.





Gurizada do Boca esquenta a boléia da Sula

24 09 2008
vamo avacalhá a festa dos adultos

"vamo avacalhá a festa dos adultos"

O Boca Juniors, time CONVIDADO a participar da Copa Sulamericana, diretamente a partir da segunda fase, parece não estar muito satisfeito com o convite e resolveu meter um time só de “pibes” (gurizada) pra disputar o jogo contra a Liga Deportiva Universitária, de Quito, ontem na Bombonera. Mas a MULECADA não se fez de rogada e meteu 4 x 0 nos campeões da Libertadores.

Sula

"de QUATRO? Adoooooooro"

Aparentemente, a LDU também está meio desligada, com foco maior no campeonato nacional já que, depois de um início não muito positivo no campeonato equatoriano, o time de Edgardo Bauza se recuperou e classificou-se para as finais. Mesmo assim, vários titulares jogaram na equipe alva, que certamente não esperava levar a TROLHA aplicada pelos xeneizes.

Agora a Liga precisa dar um troco de 5 gols de diferença para inverter a situação, coisa que, convenhamos, não acontecerá. O confronto definirá o adversário de Inter ou Universidad Católica, que se enfrentarão em Santiago, amanhã, às 22:15.

Por sinal, uma notícia inusitada surpreendeu a todos ontem: o jogo de volta entre as duas equipes será na próxima quarta-feira, dia 1/10, ÀS 17 HORAS. Acredito que só haverá ESTUDANTES, ainda de uniforme escolar. A Conmebol se supera, sempre.

Falando nisso, ontem também teve o encontro do ESTUDIANTES com o Arsenal, de Sarandí. O albirrojo de La Plata venceu por 2×1 o jogo de ida, em casa e jogará o retorno na próxima quarta-feira, no “Nuevo Viaducto” em Sarandí.

E dá-lhe TRAFFIC! Abra$$o$