Releve, ele não sabe o que diz

27 03 2009

Gordon Brown, primeiro-ministro britânico, está em “turnê” pelas Américas. Claro que ele não perderia a oportunidade de visitar Lula, o novo pop-star da crise internacional.

Péssima idéia.

Desconsiderando as intensas súplicas de seus assessores, que lhe pedem para seguir estritamente o que lhe foi redigido em seus pronunciamentos, LULLA resolveu dar asas à sua imaginação e falar o que lhe viesse à mente. Aí ele soltou uma verdadeira pérola: “a crise foi causada por brancos de olhos azuis“. Não sem razão, Brown mostrou constrangimento com os infelizes comentários RACISTAS do mandatário brasileiro.

mim não conhecer bons modos, icumpanhêro/i Brown

"mim não conhecer bons modos, cumpanhêro Brown"

Algum assessor do premiê lhe informou que esse comentário era pra “consumo interno”. De qualquer modo, é de um mau-gosto incomensurável. Ele insiste em afirmar, para quem quiser ouvir, que o Brasil não tem nada a ver com a crise financeira e que somos “coitadinhos” nesta história.

O pior é que a principal razão da visita de Brown era “abrir caminho” para um melhor entendimento na reunião de cúpula do G20, que ocorrerá dia 2 de abril, em Londres, a qual será evidentemente presidida pelo primeiro-ministro britânico. Com essa demonstração, parece que Lula não facilitará as coisas.





Lulinha “paz e amor” = passado?

5 03 2009

Ando um pouco preocupado com o que NOÇO GUIA anda declarando por aí. Com o estabelecimento da crise e a enxurrada de comentários positivos ao Brasil vindos de várias entidades mundiais (FMI, Banco Mundial, União Europeia, etc), o presidente Luís Inácio EGO da Silva está se tornando perigosamente parecido com o CUMPANHERO Hugo Chavez, da Venezuela.

Apenas no dia de hoje, fez um discurso contrário ao mercado de capitais. Também sugeriu aos países ricos a estatização de bancos, como forma de solucionar a crise.

Também está trabalhando pessoalmente na questão das demissões da Embraer. Tá certo que é uma das maiores empresas do Brasil, mas me parece estranho que o Presidente da República esteja tratando do assunto. Seria saudades dos tempos de sindicalista?

Enfim, entendo que o presidente costuma discursar de acordo com sua audiência. Mas estaria ele e seu governo finalmente pondo suas “mangas de fora”?





Lulla não sabe ser mau

25 09 2008
te pego na saida

"te pego na saída"

O que aconteceu com Lulla sindicalista, aquele sujeito com cara de mau que metia medo em todo mundo? Ok, sabemos que houve o momento LULLINHA PAZ E AMOR, que lhe rendeu duas eleições com votação recorde, mas afinal, o homem realmente se transformou?

Faço essas perguntas porque esta semana o presidente do Equador, Rafael Correa, resolveu seguir o exemplo de seus “faixas”, Evo Morales e Hugo Chávez e embargou obras da empreiteira brasileira Odebrecht, inclusive impedindo 4 executivos brasileiros da companhia de deixarem o país. Dois deles já haviam viajado de volta ao Brasil, mas os outros dois estão abrigados na embaixada brasileira em Quito, alegando falta de segurança (jura?).

O problema está relacionado com a construção da hidrelétrica San Francisco, a segunda maior do país e a primeira totalmente subterrânea. Aparentemente, problemas técnicos estão causando interrupções no funcionamento da usina, afetando o fornecimento de energia do país. O governo do Equador está pedindo o pagamento de indenização pelos transtornos causados e, diante da negativa da empresa brasileira, resolveu ordenar ao exército a ocupação das obras da Odebrecht no país, além do escritório da empresa.

Hoje, em Nova York, ao ser questionado sobre o assunto, Lulla comparou o Equador a um irmão mais novo. E, assim, vai “passando a mão” na cabeça de Rafael Correa, que provavelmente se sentirá bastante à vontade para tomar atitudes mais drásticas e menos democráticas. É difícil entender o que impede o nosso presidente bonachão de fechar a cara e, sem ser necessariamente rude, dizer palavras graves em relação às inaceitáveis atitudes dos vizinhos sulamericanos.

Enfim, mais uma bola fora da diplomacia brasileira. E Lulla entende que as relações internacionais do Brasil estão entre os pontos mais positivos do seu governo. Não sei como.





Governo Federal: cabide de empregos

20 08 2008

No grande oba-oba gerado pela prosperidade internacional, ressaltada nos últimos 4-5 anos, corte de despesas não é prioritário pelos governos por aí afora. Este comportamento não é absurdo, na verdade, é realizado pela maioria das empresas privadas brasileiras que, em tempos de grande demanda e facilidade na colocação de seus produtos no mercado, não se preocupam excessivamente com eventuais problemas na gestão e no controle de custos e despesas. Somente quando há crise e recessão, estas práticas voltam à voga (não raro, demasiado tarde).

O governo Lulla não tem sido diferente. Recentemente tivemos a notícia da criação, por Medida Provisória, do MINISTÉRIO DA PESCA E DA AQUICULTURA, que gerou cerca de 300 cargos sem concurso. Agora temos a notícia de que o governo criará nova estatal para do petróleo pré-sal, recém descoberto na bacia de Santos e não totalmente viabilizado para exploração (depende de estudos mais avançados).

Os defensores desta decisão, aparentemente já tomada pelo presidente, afirmam que a idéia é basear-se no modelo adotado por países como a Arábia Saudita (baita democracia) e Noruega (país que certamente sofre muito com a corrupção, como é de se praxe nos países nórdicos). Dizem eles (os defensores) que a estatal não deverá ter mais do que 30 funcionários (duvido).

Para reforçar a minha indignação, segue lista de Ministérios, secretarias da presidência com status de ministério e órgãos com status de ministério:

Ministérios (23): Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Cidades (MCidades), Ciência e Tecnologia (MCT), Comunicações (MC), Cultura (MinC), Defesa (MD), Desenvolvimento Agrário (MDA), Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Educação (MEC), Esporte (ME), Fazenda (MF), Integração Nacional (MI), Justiça (MJ), Meio Ambiente (MMA), Minas e Energia (MME), Planejamento Orçamento e Gestão (MP), Previdência Social (MPS), Relações Exteriores (MRE), Saúde (MS), Trabalho e Emprego (MTE), Transportes (MT) e Turismo (MTur)

Secretarias da presidência com status de ministério (8): Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca (SEAP), Secretaria de Comunicação Social (SeCom), Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH), Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SEPM), Secretaria Especial de Portos (SEP), Secretaria-Geral da Presidência (SG) e Secretaria de Relações Institucionais (SRI).

Órgãos com status de ministério (6): Advocacia-Geral da União (AGU), Banco Central (BACEN), Casa Civil da Presidência da República (CC), Controladoria-Geral da União (CGU), Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE) e Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Total: 37

Sinceramente, não precisa de tantos. Especialmente as secretarias, a maioria não tem o menor sentido, poderiam perfeitamente ser absorvidas por outros ministérios. Mas não é essa a política do Presidente Lulla, que prefere dar emprego a seus compadres.

Aposto que o POVO não concordaria com esta política. Mas é o POVO que insiste em dizer que Lulla é “um dos nossos”.





Sinal de Deus (meu Deus)

15 08 2008

É sensacional. O nosso digníssimo Luiz Inácio Lulla “mau sapão” da Silva se supera infinitamente a cada dia. Ontem, ao falar sobre as novas regras que estão sendo discutidas para o leilão da exploração da área pré-sal da bacia de Santos (recentemente descoberta), disse que a área pré-sal é um “sinal de Deus” e que “Deus nos deu isso (o pré-sal) para dar mais uma chance ao Brasil”.

Impossível ler o texto e viver.





Classe média é maioria da população brasileira

5 08 2008

Conforme estudo da FGV, a classe média brasileira passou a representar 51,89% da População Economicamente Ativa (PEA), contra 44,19% de 2002. Com isso, passa a ser maioria, desbancando as classes D e E.

Pelos critérios da pesquisa, a classe E é representada pelas famílias cuja renda mensal situa-se entre zero e R$ 768 enquanto que a classe D (também chamada de “remediados”) está entre R$ 768 e 1064. A classe média, ou classe C, tem renda familiar mensal entre R$ 1064 e R$ 4591. Já as classes A e B, ou “elite”, têm renda superior a R$ 4591.

Vejam bem, é renda FAMILIAR. Algumas famílias têm mais de dois membros assalariados.

Segundo o pesquisador Marcelo Neri, da Fundação Getúlio Vargas, um dos sinais do crescimento da classe média é o aumento de carteiras assinadas – símbolo da classe média, segundo ele. O crescimento desta classe não é reflexo do Bolsa Família, já que a renda auferida pelo programa assistencial do governo é baixa.

É evidente que esta notícia deverá ser amplamente aproveitada pelo governo federal. Mas, sem querer ser amargo, é uma boa notícia e merece ser festejada. É provável que esta informação também tenha algum tipo de repercussão internacional, como tem ocorrido com bastante freqüência, nos últimos meses.





Eixo do Sul

5 08 2008

Os presidentes de Brasil, Argentina e Venezuela tiveram uma reunião, em Buenos Aires, para tratar de fortalecimento regional, blá blá blá. Na verdade, a ida de Chávez a esta reunião não estava prevista pela diplomacia brasileira, mas o presidente venezuelano foi convidado por Cristina Kirchner.

Os jornais argentinos dão como turbulenta a situação atual das relações internacionais entre Brasil e Argentina, especialmente pela postura tomada pelo Brasil na reunião da OMC. O Brasil votou sem discutir o assunto com a Argentina e isso está sendo entendido como traição, em Buenos Aires. Diz-se por lá que o Brasil está se bandeando pros lados dos ricos (EUA e UE). Lulla, por sua vez, fingiu que nada havia e continuou esbanjando sua pose de presidente do universo.

O perigo da iniciativa é uma união demasiado íntima das três potências sulamericanas esquerdistas, que pode enfraquecer demais a direita na região. Isso significa, principalmente, isolamento à Colômbia. Eu não veria problemas em fortalecer laços com um país cujo subsolo valoriza-se exponencialmente, porém, ser amigo de um lunático traz mais problemas do que benefícios. Penso que, pelo bem da democracia, o Brasil deveria posicionar-se contra a política de Hugo Chávez. Mas isso não acontecerá com Lulla no poder.

Dar demasiada trela para Chávez é errado. Entendo que a Argentina o faça, já que o déspota bolivariano tem financiado largamente o país platino. Mas a postura correta seria deixá-lo falando sozinho.