A culpa é de Galvão

22 08 2008

O ZERO-UM da Rede Globo está com um pé-frio desgraçado, não há dúvidas. Nestas Olimpíadas, tudo o que ele toca vira lixo. Se aturar narrações deste sujeito em jogos de futebol, geralmente da seleção brasileira, já era um suplício pra boa parte da população brasileira, ter que aguentá-lo em transmissões de vôlei, vôlei de praia, natação, atletismo, etc., é o fim da várzea.

Vamos contabilizar: seleção masculina de futebol – ele narrou e CRÉU. Seleção feminina de futebol – ele narrou e CRÉU. Vôlei de duplas Márcio e Fábio Luiz – ele narrou e CRÉU. Duas derrotas em finais em menos de 24 horas – um feito digno de menção honrosa, sem dúvidas.

Eu assisti à semi-final brasileira de volei de praia, entre Ricardo/Emanuel e Márcio/Fábio Luiz. O Galvão era visivelmente favorável à dupla mais famosa, o que é no mínimo estranho, para não dizer anti-ético, considerando que eram duas duplas brasileiras que estavam em quadra.

Ontem, após a dupla Márcio/Fábio Luiz perderem o ouro de forma vexatória para uma dupla americana, Galvão SUGERIU que isso não teria acontecido caso Ricardo/Emanuel tivessem avançado para as finais. Mais um lamentável capítulo deste ignóbil indivíduo (que tem um dos maiores salários da televisão brasileira, diga-se de passagem).

Por isso, faço uma campanha que gostaria muito que avançasse em nível nacional: “TIRE O VOLUME DA TV”. Obrigado!





Rumo ao bronze!

19 08 2008

Conforme prega o genial Bronze Brasil 2008, a vexatória derrota do Brasil para a Argentina por 3×0 é, na verdade, uma estratégia para fugir do ouro olímpico e, sim, dedicar-se ao verdadeiro objetivo brasileiro nesta Olimpíada chinesa: conseguir 10 medalhas de bronze e bater o recorde brasileiro de todos os tempos. Já temos 5.

tu hija es muy buena, pibe

"tu hija es muy buena, pibe"

Brincadeiras à parte, não comentarei muito sobre o jogo, já que não o assisti (deixei o “Tempo Real” do Globoesporte.com ligado pra acompanhar), mas é de se imaginar que o Brasil não fez boa partida de futebol e que foi dominado pela Argentina. Talvez não tenha sido um domínio gigantesco, pelo menos na primeira etapa, mas creio que a Argentina sabia mais o que desejava. O GENRO de MARADONA, Aguero, mostrou que não é uma das maiores promessas argentinas dos últimos tempos por acaso e marcou duas vezes, além de sofrer o pênalti, convertido por Román, que sacramentou a humilhação.

não brinco mais

"não brinco mais"

Agora, o que deverá acontecer, salvo acidente geológico, é a tão desejada saída de Dunga da comissão técnica do Brasil. Se o mundo fosse perfeito, ele iria diretamente treinar o Internacional. Mas não creio muito nesta hipótese.





Bronze Brasil – em Beijing 2008

15 08 2008

Informação extraída do blog do Menezes – A vida Mata a Pau: O projeto Bronze Brasil, que já havia sido um grande sucesso durante o Pan do Rio, no ano passado, volta com força total na maior competição esportiva do mundo: Bronze Brasil em Beijing 2008.

Afinal, como bem diz o autor do blogue, no bronze, o Brasil é ouro!





China: um guia para leitores

31 07 2008

O jornalista Pedro Doria transcreveu, em seu blog, texto de Simon Elegant, correspondente da revista Time em Beijing, enumerando o modelo de cobertura que será lido e assistido por todo o mundo:

“1. Reportagens mais ou menos elogiosas tratarão da surpreendente infra-estrutura arquitetônica e de engenharia, que servirá de gancho para mostrar como a China cresce rápido.

2. Muitas piadinhas serão feitas a respeito da estranha língua que falam por lá. E muitas matérias serão escritas baseadas em matérias que saíram no jornal de língua inglesa local, o China Daily.

3. Após os elogios iniciais (1) à infra-estrutura e ao crescimento, novas reportagens mostrarão a China real que o governo ‘não quer’ que o mundo veja. E o mundo, sem que o governo chinês atrapalhe qualquer repórter, saberá como é a vida de um típico pobre urbano e conhecerá o drama daqueles que perderam seus barracos para a construção dos grandes estádios.

4. Muito será publicado a respeito da qualidade do ar em Beijing.

5. Todo membro do governo entrevistado parecerá estar repetindo mais ou menos a mesma linha ditada pelo Partido. E sempre haverá outro entrevistado, um chinês que fala inglês fluente e morou no exterior, que falará mal da China.

6. Chineses que falam bem da China serão chamados de ‘nacionalistas’. Tibetanos que defendem o Tibete livre não serão chamados de ‘nacionalistas’. O governo chinês será chamado de ‘regime’”.

A Globo já aplicou a maioria destes clichês, só no Jornal Nacional…