E como fica sem o comandante?

11 03 2013

Terça-feira passada tivemos o anúncio oficial do falecimento de Hugo Chávez Frías, o controverso ditador PRESIDENTE da Venezuela. Ou, como ele mesmo re-denominou, República BOLIVARIANA da Venezuela. Seja lá o que este grifo signifique.

Muita gente, mesmo pessoas que não estavam acompanhando esta situação com tanta atenção, estão dizendo que o Chávez já estava morto antes mesmo de retornar à Venezuela. Se isso é relevante ou não, prefiro nem opinar. Realmente não me importa se foi semana passada ou há dois meses.

Mas se este tipo de questão está sendo levantada, a culpa é do falecido mandatário. Pois foi ele que bagunçou a estrutura institucional de SEU país, a ponto de sentir-se mais seguro tratando sua doença em Cuba do que na sua própria nação. Ele que combateu a imprensa livre tão ferozmente que hoje ninguém confia nas informações oficiais. Fechou o país.

Agora, como em todo caso de falecimento, há uma tendência em se amplificar seus feitos e qualidades. Acontece sempre que alguém morre, nenhuma surpresa nem erro nisso. Porém, há um agravante: já se marcou novas eleições presidenciais para 30 dias. Não me surpreendeu nada o interesse dos chavistas nessa convocação relâmpago: querem justamente aproveitar o endeusamento de Hugo Chávez para rapidamente eleger um sucessor do mesmo partido, ainda que sem reconhecimento popular. A cada dia que o embalsamado corpo da reencarnação de Símon Bolívar esfriar, as chances do Partido Comunista Venezuelano se perpetuar no poder diminuem.

Mesmo que Nicolás Maduro vença (e eu apostaria uma boa grana nisso, se a tivesse), já não haverá a BONACHONA figura para odiar. Mas não nos preocupemos. Há pelo menos uma excelente candidata ao seu posto.

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Oi Cris





Para onde estamos indo?

3 03 2013

Como faz muito tempo que não escrevo nada decente, há muito para fazer. Por isso, vou começar demonstrando um pouco da minha preocupação com os rumos que o nosso país está tomando, ou aparenta tomar.

Sem querer parecer um daqueles pessimistas incorrigíveis, especialmente pelo fato de que o país está sendo governado por partidos com os quais não compartilho preferência (e nunca escondi isso de ninguém), vou começar este post usando o velho clichê de que coisas boas e ruins foram feitas por este governo. Mas não temo represálias em dizer que são mais coisas ruins que boas. E, pior, se tudo continuar como está atualmente, no primeiro momento em que os ventos mudarem e a tempestade se avizinhar, estaremos em maus lençois.

O problema é que, como já acontece há muito tempo, os grandes problemas estruturais não são tocados pelo governo. Reforma previdenciária, para quê? Redução da carga tributária? Não faça-me rir! Trabalhar para aumentar REALMENTE a competitividade da nação? Não vejo muito nesta direção.

Lembro-me que a presidenta Dilma Rousseff, em pronunciamento em rede aberta de televisão, por conta do feriado da independência do Brasil, ano passado, disse que o termo COMPETITIVIDADE passaria a ser um objetivo deste governo. Naquele momento, fiquei muito satisfeito, pois eu compartilhava desta ideia. O Brasil precisa ser competitivo para conseguir realmente prosperar a longo prazo. Logo em seguida, ela anuncia uma redução no preço da tarifa da energia elétrica, em nível nacional.

Uma presidenta da República anunciando redução de tarifa de eletricidade? Pensei: isso não está certo! Pior ainda foi quando eu descobri, nos dias seguintes, que esta redução nem havia sido negociada com as partes envolvidas. Um triste e lamentável canetaço, como tantos outros que já haviam acontecido antes ou seriam ainda realizados.

É este o meu principal ponto: o governo atual está muito dedicado a fazer pequenos arranjos de forma muito pontual, para setores específicos. Simplificando, eles estão aumentando ou tentando aumentar o controle sobre toda a economia, mexendo os pauzinhos de acordo às suas conveniências. Essa forma de agir lembra um pouco os governos planificados da União Soviética, antigamente, ou da China, atualmente. E lembra a forma de atuar da Venezuela e da Argentina, que dispensam comentários.

Para mim, o discurso não está consonante com a prática executada pelo governo do Brasil. Um outro e importante exemplo é a falência das negociações bi-laterais e multi-laterais do Brasil e do Mercosul com outros países e blocos econômicos. A verdade é que o Brasil e o Mercosul avançaram de forma extremamente tímida nas suas negociações de livre comércio, de um modo geral. Durante o governo Lula, praticamente só houve a inclusão de um acordo entre o Mercosul e Israel, que é relativamente abrangente mas é com um país pequeno. E houve um acordo com a Índia, que incluiu muitos poucos produtos e é pouco representativo. Fora estes dois, que já entraram em vigor, somente os países do sul da África, a Palestina (?) e o Egito têm acordos firmados, porém que ainda não vigoram com o Mercosul.

Fora isso, segundo o site do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a única negociação em andamento é com a União Europeia, mas está travada por causa da Argentina e suas infames DJAIs (isso merece um post específico). É pouco, muito pouco para um país que deseja ser um dos líderes mundiais neste século.

O Brasil precisa de mais abertura e menos proteção para conseguir ser mais competitivo. O atual governo está fazendo exatamente o contrário. E é por isso que eu tanto temo pelo futuro, pois não me parece que estamos indo para a melhor direção.





Pitacos da semana

18 01 2011

Quando não se tem nada em especial para falar, o melhor é falar bastante (ns):

– triste, muito triste tudo o que está acontecendo não só na serra fluminense, mas em todo o Sudeste. Evidentemente o problema é maior nas três cidades mais afetadas (Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis), mas o bicho tá pegando em SP e em MG também. Vamos torcer para que amenize logo e que facilite o processo de reconstrução.

– não esqueçam de ajudar financeiramente e através de doações de alimentos, roupas e objetos. Tudo é importante.

– eu me irrito profundamente com os políticos, sejam de situação ou de oposição, tentando pegar carona nos acontecimentos para enfraquecer as bases. Vão pro inferno!

– preparativos finais para o “grande viaggio italiano”, que faremos em março. Passagens, check. Hoteis, check. Carro, check. Passaportes, check. Roteiro, quase. Meus pais e os meus sogros estão empolgadíssimos. Serão 15 dias muito cheios, tenho certeza.

– quando o roteiro estiver pronto, prepararei uma série de posts sobre a viagem. E, durante a mesma, haverão FLASHES durante a programação. Só não esperem pela vinheta do Plantão da Globo, não vai rolar.

– reta final pro trabalho de conclusão da Gra. Semana que vem ela embarca pra NY, de onde espero que venham muitas coisinhas. Vou pedir pra ela dizer OI pra TIMES SQUARE, por mim. Faz um ano, já.

– em termos de FUTE, a temporada ainda não começou, por mais que a REDE BRASIL SUL tente fazer parecer que sim. Não é porque agora eles estão usando o nome “Coca-Cola” que passou a valer alguma coisa. Se ao menos aumentasse a REFRESCÂNCIA do certame…

– ou seja, quando começar mesmo a temporada, poderei voltar a falar alguma coisa. Semana que vem, portanto, contra o time dos BEATLES (ns).

– se tudo der certo, entro no curso de MBA Executivo Internacional da UFRGS este ano. Fingers crossed.

– 80% dos meus pensamentos estão divididos entre REPOSICIONAMENTO e CARREIRA SOLO. Assim que eu PERDER A CABEÇA, aviso (provavelmente não).

– curso de italiano deu uma interrompida, duas semanas, mas seguirá a toda até a viagem. Dopo parliamo solo italiano qui, concorda?

– amanhã, viagem vapt-vupt pra São Paulo, mas dessa vez passando a noite por lá. Última vez que eu fui e voltei no mesmo dia, me destruí enormemente.

Até mais, pessoal.





Máquina do governo x Pretensioso – o que fazer?

5 04 2010

Não dá pra não falar de política neste ano. Até gostaria, sinceramente. Este ano, dá verdadeira vontade de ficar totalmente alheio à degladiação e, principalmente, ao festival de demências e nojeiras disparadas por todos os participantes deste processo lamentável. Eu sou um entusiasta da democracia, não dá sequer para imaginar um sistema diferente. Porém, é profundamente irritante a forma como os candidatos, neste país, usam informações distorcidas e incorretas até para vangloriar-se de conquistas, no mínimo, questionáveis.

Acabei de consultar o G1, nem sabia se ele ajudaria com minha “teoria”. Mas ajudou. Tem as seguintes manchetes:

“Dilma: Oposição tenta carona no governo Lula”.

Na Folha online tem outra manchete: “Oposição minimiza críticas e diz que Dilma age com ‘terrorismo'”.

Oficialmente, a campanha nem começou. E a coisa está nesse nível. E só vai piorar. A candidata da situação vai ficar elencando “maravilhas” de seu governo, inclusive muitas coisas que teriam acontecido tendo o Lula na cadeira presidencial, ou até mesmo com uma MULA lá. É praticamente a mesma coisa que ganhar votos porque o SOL brilha aqui. Parece bizarro, mas é bem isso. O principal oposicionista não vai fazer diferente, pois era governador até anteontem e vai se vangloriar de várias coisas…

Qual? (foto: Folha Online)

Eu sei que é chover no molhado, mas eu ficaria realmente feliz se a briga não ficasse restrita a esses dois. Mas o bom é que o “que corre por fora” fosse, na verdade, outra mulher. Ainda não vi nada sobre plataforma de campanha nem discurso de debates, mas tenho alguma esperança de que a candidata “verde” pudesse ser uma opção válida.

Porque não?

O problema é que, aparentemente, o outsider é um famoso e reconhecido “duas-caras”…

Não gosto de estar errado, normalmente, como a maioria das pessoas. Mas ficaria felicíssimo em me enganar desta vez.





Twitter fora – mão de Yeda?

6 08 2009

Não sei quanto a vocês, mas depois das 10 horas eu não consegui mais acessar meu Twitter. Deve estar fora do ar. Será que tem a ver com a ação do MPF contra a Yeda e mais 8 pessoas?

De todas formas, não seria bizarro se até o PSDB e o Democratas apoiassem a CPI que está sendo solicitada. Sinceramente, a batata da governadora já assou há meses. Se ela renunciasse seria menos chato do que correr o risco de ser cassada.

Mas, inspirada no Senado não duvido que ela simplesmente deixe tudo rolar.





Releve, ele não sabe o que diz

27 03 2009

Gordon Brown, primeiro-ministro britânico, está em “turnê” pelas Américas. Claro que ele não perderia a oportunidade de visitar Lula, o novo pop-star da crise internacional.

Péssima idéia.

Desconsiderando as intensas súplicas de seus assessores, que lhe pedem para seguir estritamente o que lhe foi redigido em seus pronunciamentos, LULLA resolveu dar asas à sua imaginação e falar o que lhe viesse à mente. Aí ele soltou uma verdadeira pérola: “a crise foi causada por brancos de olhos azuis“. Não sem razão, Brown mostrou constrangimento com os infelizes comentários RACISTAS do mandatário brasileiro.

mim não conhecer bons modos, icumpanhêro/i Brown

"mim não conhecer bons modos, cumpanhêro Brown"

Algum assessor do premiê lhe informou que esse comentário era pra “consumo interno”. De qualquer modo, é de um mau-gosto incomensurável. Ele insiste em afirmar, para quem quiser ouvir, que o Brasil não tem nada a ver com a crise financeira e que somos “coitadinhos” nesta história.

O pior é que a principal razão da visita de Brown era “abrir caminho” para um melhor entendimento na reunião de cúpula do G20, que ocorrerá dia 2 de abril, em Londres, a qual será evidentemente presidida pelo primeiro-ministro britânico. Com essa demonstração, parece que Lula não facilitará as coisas.





Lulinha “paz e amor” = passado?

5 03 2009

Ando um pouco preocupado com o que NOÇO GUIA anda declarando por aí. Com o estabelecimento da crise e a enxurrada de comentários positivos ao Brasil vindos de várias entidades mundiais (FMI, Banco Mundial, União Europeia, etc), o presidente Luís Inácio EGO da Silva está se tornando perigosamente parecido com o CUMPANHERO Hugo Chavez, da Venezuela.

Apenas no dia de hoje, fez um discurso contrário ao mercado de capitais. Também sugeriu aos países ricos a estatização de bancos, como forma de solucionar a crise.

Também está trabalhando pessoalmente na questão das demissões da Embraer. Tá certo que é uma das maiores empresas do Brasil, mas me parece estranho que o Presidente da República esteja tratando do assunto. Seria saudades dos tempos de sindicalista?

Enfim, entendo que o presidente costuma discursar de acordo com sua audiência. Mas estaria ele e seu governo finalmente pondo suas “mangas de fora”?