Tô apavorado, tch

5 12 2008

Me rasguei de fazer compras nos outlets em Chicago, mês passado. Minha fatura de cartão vence dia 10/12.
Dólar agora: R$ 2,60.
Apavorado. É o mínimo que posso estar.

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Loucura mercadológica

7 10 2008

Se essa crise é maior do que a gerada em virtude dos atentados de 11/9/2001 ou do que a crise russa e asiática? Sim, sem dúvida, pois ela está sendo gerada na maior economia do mundo. A última vez que isso aconteceu? Deixe-me ver… 1929.

Os efeitos são devastadores. O pânico é o sentimento de ordem na Ásia, Europa e América do Norte, porque seria diferente na América do Sul?

Vamos aos fatos: o dólar americano, em relação ao real brasileiro, está acumulando valorização, só nos últimos 30 dias, de 26,4%, passando de R$ 1,74 no dia 7/9 para R$ 2,20 no dia 6/10. Evidentemente, os últimos 5 dias foram ainda mais determinantes nesta tendência. O gráfico abaixo mostra exatamente o efeito desta variação.

O euro teve desempenho um pouco diferente neste último mês. A primeira metade foi de tentativa de re-valorização frente ao dólar, para novamente despencar de forma acentuada nas últimas semanas. A cotação mais alta, do dia 22/9, foi de US$ 1,48 enquanto que no fechamento de ontem, a moeda da União Européia foi cotada a US$ 1,36 – uma desvalorização de 8,1%. O gráfico abaixo demonstra isso muito bem.

Isso faz com que o real esteja sendo desvalorizado com maior intensidade em relação à moeda norte-americana, mas também com alguma intensidade em relação ao euro. Isso é positivo, considerando a competitividade geral a longo prazo.

Porém, não dá para termos ilusões sobre o desfecho desta história toda. Eu não acredito na manutenção da cotação do real numa taxa extremamente alta, como a obtida no dia de ontem. De alguma forma, o pacote norte-americano de US$ 700 bilhões de ajuda financeira às instituições locais deve refletir positivamente nos ânimos globais. Eu acreditava que os efeitos já seriam sentidos no dia de ontem (6/10), mas enganei-me, e feio.

Ontem a BOVESPA teve queda de 5,43%. Se o percentual é considerado elevado, nas circunstâncias atuais acabou sendo excelente – o pregão teve de ser interrompido por 2 vezes durante o dia e a queda chegou, durante a tarde, a ser de 15%. Ontem, quase todas as principais bolsas européias tiveram quedas superiores a 7%, sendo que Lisboa teve quase 10% e Moscou, 19,9%. Dow Jones foi menos intenso – 3,58% de queda.

Hoje, a maioria das bolsas européias está operando em alta, neste momento, ainda que não tão significativa. As principais asiáticas – Tóquio e Hong Kong – tiveram quedas. Pensava até 2 minutos atrás que hoje seria dia de recuperação aqui no Brasil. Mas o dólar, neste exato momento (9:40) está sendo negociado a R$ 2,26 – 2,7% de valorização em relação ao fechamento de ontem.

Pelo jeito, teremos mais pânico no dia de hoje.





Dólar em louca escalada

11 09 2008

Fazia muito, mas MUITO tempo que eu não via uma desvalorização tão acelerada. Provavelmente, desde 2002, quando o fator LULLA enlouqueceu os mercados, às vésperas das eleições presidenciais brasileiras que colocou o ex-sindicalista no poder. Mas, naquela ocasião, o mercado já estava extremamente turbulento, em especial pelo “recente” mega-atentado ocorrido na CAPITAL DO MUNDO, New York.

Por sinal, fazem FAZ 7 anos hoje.

Sem fugir do assunto, vejam no gráfico abaixo (extraído do site Invertia/Terra), a evolução do dólar americano em relação ao real brasileiro nos últimos 5 dias úteis. Nada menos do que 8,3% de valorização. Neste exato momento, está sendo negociado a R$ 1,82, 14 centavos a mais do que no fechamento da quinta-feira passada.

Motivos? Ninguém sabe ao certo. Certamente não se trata de um movimento específico do Brasil, já que outros emergentes e mesmo países desenvolvidos estão na mesma situação, com suas moedas perdendo valor frente ao dólar. Só posso dizer que este movimento era necessário e está ocorrendo com meses de atraso.





Dólar bate com força no peito e diz: EPA!

5 09 2008

Ou, em outras palavras, dólar volta a valorizar-se diante das moedas mais importantes do mundo (ah e do Real também). Aparentemente, isso tem a ver com a instabilidade das bolsas no mundo todo, associada com informações negativas sobre as economias americana e européias.

A verdade é que temos dois indicadores que estão movendo-se de forma favorável à economia: o petróleo, que reduziu bastante em relação aos patamares recordes que vinha sendo negociado – voltou à casa dos US$ 100 ao barril – e o dólar, que volta a valorizar-se em relação ao real e também ao euro.

Segue gráfico com a evolução do dólar nesta semana:

Só nesta última semana, o dólar passou de R$ 1,63 em 29/8 para R$ 1,72 neste momento, representando 5,5% de valorização – expressivo, por se tratar de uma única semana. No mesmo período, o euro passou de US$ 1,47 para US$ 1,42, desvalorização de 3,4%. Se tomarmos como referência os últimos 30 dias, o euro teve desvalorização de 7,1%, enquanto que o real, 8,8%.

Resta saber se é uma tendência ou somente um momento de instabilidade passageiro. Essa retomada da valorização do dólar era necessária para reequilibrar o poder de compra das moedas e aumentar a competitividade do Brasil perante o resto do mundo.





Dólar em alta

20 08 2008

Nos últimos dias temos visto o dólar em verdadeira alta, comparativamente às várias semanas anteriores em que somente víamos queda. Na segunda feira, chegou a R$ 1,64, mas agora volta a baixar. No exato momento em que posto esta mensagem, está sendo negociado a R$ 1,62. De qualquer forma, está num patamar superior, o que é muito conveniente.

Há a possibilidade de que a notícia de que um grande banco americano deverá quebrar nos próximos meses esteja causando grande incerteza no mercado financeiro e, consequentemente, tirando um pouco de liquidez dos mercados emergentes, ainda que o Brasil seja considerado, neste momento, grau de investimento.

Penso que, considerando que vários outros mercados tiveram seus níveis de risco atenuados ao mesmo tempo em que isso ocorreu no Brasil, a tendência é a saída mais forte de capitais do Brasil, comparativamente a outros mercados mais tradicionais. Quando o calo começar a apertar, sentiremos os efeitos.





Dólar hoje – 28/7

28 07 2008

O fechamento do dólar, no dia de hoje, foi de R$ 1,575, avanço de 0,06% (= NADA) em relação à sexta-feira, 25/7. Naquela data, o Invertia havia usado, pela 32a. vez, a manchete “Dólar fecha na menor cotação desde 1999”, com a variação “Dólar fecha na menor cotação em 9 anos”.

Quem lembra do fatídico ano de 1999, sabe que foi no começo daquele ano que houve a maxidesvalorização do Real. A cotação passou da faixa de R$ 1,20 para 1,60 em questão de 3 dias. Portanto, a obviedade é que, a menos que a cotação volte a patamares de R$ 1,20, cada nova cotação inferior a R$ 1,57 será “a menor desde 1999”. É inacreditável que o padrão Terra de jornalismo está impregnado tão fortemente inclusive no setor de economia…

Mas esta cotação é evidentemente danosa à economia nacional. É impossível a uma industria nacional produzir a preços que compitam com o mercado internacional, mesmo importando 100% das matérias-primas e insumos. Imaginem uma situação de importação total de componentes – porque montar aqui? Melhor comprar pronto do exterior, não?





Real valorizou-se 124% durante o governo Lula

28 07 2008

Segundo estudo feito pela Economática, o Real foi a moeda que mais se valorizou desde 31/12/2002, em estudo feito com outras 7 moedas. Se considerado apenas o ano de 2008, a “liderança” está com a Colômbia, com 13,6%.

Na minha opinião, em 2002 houve uma grande desvalorização do Real, causada pelo efeito “Eleição do Lula”, que, durante o ano seguinte, foi dissipada, causando grande valorização da moeda brasileira. O problema foi que a trajetória de queda manteve-se firme por todos os anos seguintes, incluindo 2008. Portanto, é provável que, mesmo que não tivéssemos tido a grande desvalorização em 2002, mesmo assim o Real seria a moeda mais valorizada no período.

Segundo a mesma pesquisa, o Peso Colombiano valorizou-se 61,6% de 2002 a 2008, em segundo lugar. Ou seja, é menos da metade da valorização do Real. O Euro valorizou-se 50%, no período.