Vida(s)

14 08 2009

Anteontem, enquanto eu estava com a Gra visitando meus cunhados, vendo o quartinho recém-montado, cheirosinho, super enfeitado, ainda aceitando alguns móveis (está aguardando a poltrona para amamentar), roupinhas, brinquedos e acessórios, mas, de um modo geral, está pronto. Eu comecei a divagar, enquanto as mulheres teciam teses sobre a importância de boas fraldas descartáveis, do posicionamento do móbile e coisas deste tipo. Eu evidentemente não prestava nenhuma atenção (até porque eu nem estava participando do debate), apenas viajava nos meus pensamentos.

Fiquei pensando no processo que é para uma pessoa mudar de endereço. Via de regra, todos nós nos mudamos pelo menos uma vez na vida – quando saimos da casa de nossos pais. Mas acredito que a maioria acaba se mudando várias vezes. Geralmente causa transtorno, mas principalmente, uma certa ansiedade, já que há toda a gostosa sensação da novidade, dum local inteiramente novo para se viver, para conhecer.

Meu raciocínio foi imediatamente transportado para aquela situação: um quarto estava sendo preparado. Mas quem o ocupará não estará se mudando. É uma nova vida, inteirinha, ainda no estágio final de formação. Hoje é um volume enorme no ventre da Pita, mas daqui há alguns dias, será João Pedro. Um cidadão brasileiro. Mais um habitante que se somará aos quase 7 bilhões de pessoas que vivem em nosso planeta. Hoje, só se pode vê-lo através do ultrassom, mas logo estará em milhares de fotos e filmagens.

Isso é muito incrível. Não há como não se impressionar com a magia do momento. É piegas dizer isso, mas é que é FATO. Hoje, apesar do ventre estar ENORME e parecer que está estourando, é tudo teoria. Mas amanhã, será um choro, uma coisinha pequeninha, frágil, que dá medo de encostar o dedo. Que vai ter dificuldade para pegar o teu dedo com a mão inteira. Que vai mudar teu cronograma, te obrigando a dormir em prestações. Que vai SUJAR MUITO, apesar do tamanho reduzido.

Que vai te chamar de mamã, papá, gugu, dadá, vovô, vová, dinda, dindo. Que vai querer uma maninha ou um priminho, pra que todo o processo recomece.

O quartinho, enfim, terá seu morador de direito. O apartamento passará a ser um lar e todos estarão TOTALMENTE em função daquele pequeno ser. Mesmo que alguém se queixe, será apenas da boca pra fora. No fundo, todos fariam tudo de novo, nem que fosse 1000 vezes.

É fabulosa a vida.

Parabéns, Pi. Tenho certeza de que serás a melhor mãe do mundo. Pelo menos enquanto a Gra não engravidar, claro. (rs)





Parabéns, tudo!

28 10 2008

No Central Park. Sim, ela é colorada... :(

Hoje é o aniversário da minha queridíssima esposa, Gra. Ela, que não é leitora do blog (apenas ocasionalmente, quando eu a lembro), tem papel FUNDAMENTAL no sucesso (?) deste. O papel é muito simples.

Se ela não existisse, eu também não.

Simples assim.

No dia 20 de outubro de 2000, roubei um beijo, dentro do ônibus que voltava da Unisinos (saudades). Já sabia que o aniversário seria 8 dias depois, casualmente, num sábado. Meu amigo, José Mathias (Zema) também faz aniversário nesta data (um abrasssssss) e tinha me convidado para a festa. Nós aparecemos lá, de mãozinhas dadas… Foi a apresentação oficial do nosso namoro para a turma.

8 anos se passaram. 6 deles (ou seriam 5?), com aliança. 3 deles, na mão esquerda.

A formula da felicidade continua a mesma. Algo muda, não há como não mudar. Hoje somos dois, sem muita demora, três. Talvez quatro. ;)

Feliz aniversário, minha vida! Que sejam mais uns 81, pelo menos.